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Parto Cesárea

Postado por Elson Barbosa em 22/03/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Também conhecido como cesariana


O parto cesárea é uma cirurgia indicada quando há riscos para o bebê ou para a mãe. Dessa maneira, o nascimento acontece por meio de um procedimento realizado por um especialista em obstetrícia e apenas é feito sob recomendação médica.

Quando surgiu


Historicamente, o parto cesárea remete ao nascimento do general líder da República Romana, Júlio Cesar. Ele foi retirado do ventre de sua mãe, Aurélia, após sua  morte. Para poupar a vida do bebê, os doutores da época tiveram que cortar o ventre de Aurélia.

Não há informações sobre a veracidade do fato, porém é bem semelhante com as práticas atuais da medicina. 

Na Antiguidade e na Idade Média, a cesariana era comum em casos de morte da mãe. Há informações de que o primeiro parto cesárea com a mãe viva foi no ano de 1500 e foi realizada por um homem, Jacob Nufer, que, pelo que consta, nada sabia sobre as questões da medicina.

Esse caso aconteceu na cidade de Sigerhaufen, na Suiça, após Nufer cortar o ventre da mulher com uma lâmina de cirurgião-barbeiro. Ele foi auxiliado por duas parteiras, que tentaram de todas as formas realizar o nascimento do bebê. O talho no ventre da mãe cicatrizou normalmente e a criança não teve sequer uma sequela.

Para quem é indicado o parto cesárea


O parto cesárea é indicado para alguns casos específicos, não sendo realizado apenas para evitar a dor. Confira alguns desses motivos: 

Falha na progressão do parto: alguns médicos indicam a realização da cesariana nos casos em que a dilatação não está ideal para a diminuição no trabalho de parto. A princípio, é indicado que o médico tente estimular as contrações, mas se mesmo assim o parto não for possível é indicado a realização do parto cesárea.

Placenta prévia: isso acontece quando há sangramento nas últimas semanas de gestação em razão da implantação da placenta no colo do útero.

Descolamento prematuro da placenta: como nesse caso há um alto risco de morto do bebê e da mãe, a cesariana é feita com o feto ainda está vivo. Em caso de morte é recomendado que o parto seja normal, para evitar maiores complicações, como perda excessiva de sangue.

Desproporção cefalopélvica: esse caso acontece quando o bebê possui um peso elevado e que com outras características que dificultem o parto normal. Vale ressaltar que esse diagnóstico só é feito momento antes do trabalho de parto, através de uma análise gráfica do parto.

Prolapso do cordão umbilical: isso acontece quando o cordão umbilical sai pela vagina antes do bebê. O parto cesárea é recomendado porque a pressão no momento do parto pode fazer com que o bebê não receba sangue por um período de tempo.

Frequência cardíaca fetal não tranquilizadora: esse quadro representa um estado de sofrimento fetal. É recomendado que a cesárea seja realizada somente após uma análise de outras características, como o aspecto do líquido amniótico, dilatação, entre outros.

Cesárea após a realização de uma cesárea anterior: a opção pela cesariana ocorre porque o parto normal poderia ocasionar a ruptura da cicatriz do útero de um parto realizado anteriormente. Vale destacar que alguns estudos afirmam que o sucesso de um parto normal é de 70% nesses casos.

Paciente com HIV: é recomendada a cesárea em casos em que a mãe é soropositiva, pois o parto cesárea diminui os riscos de transmissão do vírus durante o parto. 

Tempo no hospital 


O tempo de internamento hospitalar para o parto é, geralmente, de 3 dias, e após este período, se a mulher e o bebê estiverem bem, poderão ir para casa. Em alguns casos, há a necessidade de permanência de um dos dois ou ambos mais alguns dias, o que pode ocorrer se o bebê apresentar icterícia, por exemplo. 

Cuidados para a recuperação 


Após a alta hospitalar, a mulher deverá recuperar-se em casa e, por isso, aconselha-se:

Ter uma ajuda extra, especialmente nos primeiros dias: a mulher deverá evitar esforços, dedicando-se apenas ao seu bem-estar, à amamentação e aos cuidados com o bebê.

Usar cinta: aconselha-se o uso de uma cinta pós-parto para dar mais conforto, diminuir a sensação de que os órgãos estão soltos dentro do abdômen e para diminuir o risco de seroma na cicatriz.

Colocar gelo para diminuir a dor e o inchaço: pode ser útil colocar compressas de gelo sobre a cicatriz da cesária, desde que esta não fique molhada.

Fazer exercícios: cerca de 20 dias depois da cesária já é possível fazer atividade física leve como caminhada ou corrida lenta, tipo jogging.

Evitar pegar peso e dirigir: antes de 20 dias não é recomendado fazer grandes esforços físicos, nem pegar pesos. Quando a mulher tem outro filho e precisa pegá-lo no colo, deve-se sentar antes.

Usar pomada cicatrizante: depois de retirar o curativo e os pontos, o médico pode indicar o uso de um creme, gel ou pomada cicatrizante para ajudar a descolar a cicatriz da cesária, deixando menor e mais discreta.

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