A prolactina é um hormônio conhecido por ser o principal responsável pela produção do leite materno. Esse hormônio é produzido na adenoipófise, região que fica situada no lobo anterior da hipófise.
A prolactina é responsável ainda pela preparação das mamas para receber a produção do leite. Ela atua nessa produção desde o início da gravidez, segue durante o período em que a criança é amamentada e permanece até o período de puerpério, fase em que o corpo da mulher se recupera das mudanças.
Compondo o sistema endócrino, conjunto de glândulas responsáveis pela produção de hormônios, a prolactina tem outras funções no corpo humano. Além disso, o que muitas pessoas podem não saber é que esse hormônio também é produzido no corpo do homem.
Contribuindo para o bom funcionamento de algumas funções do corpo, uma alta na produção desse hormônio pode provocar uma doença chamada de hiperprolactinemia. Ela é a causadora de diversos tipos de distúrbios diferentes em homens e mulheres, que vão desde alterações na menstruação até a perca da libido.
A prolactina é a responsável pela produção do leite materno. (Foto: Pixabay)
Prolactina e amamentação
A prolactina é mais conhecida por ser o hormônio responsável pela produção do leite materno durante o período em que a mulher amamenta. Nessa fase, a produção da prolactina pode aumentar em até 20 vezes o seu nível tradicional.
A produção desse hormônio passa por um aumento desde o período em que a mulher engravida. Essa produção dura todo o tempo de amamentação e vai até o puerpério, que é a fase em que a mulher se recupera após as mudanças da gestação.
A produção da prolactina é feita naturalmente pelo corpo. Ao engravidar, o corpo da mulher já envia sinais para a adenoipófise. Apesar de já passar a produzir o hormônio, o leite materno só passa a ser liberado após o parto, porque é quando o nível de estrogênio abaixa. Esse último hormônio tem um aumento na gravidez, e em um de seus efeitos acaba bloqueando os efeitos da prolactina.
O período em que a mulher amamenta, também envia sinais para que a prolactina continue a ser produzida. O próprio estrogênio, um hormônio feminino, pode auxiliar na produção da prolactina. Mas medicamentos também são utilizados caso a produção natural do corpo não ocorra.
Hiperprolactinemia
A hiperprolactinemia acontece quando há um excesso na produção da prolactina pela adenoipófise. Isso pode acarretar a formação de neoplasia, geralmente, de forma benigna.
Os efeitos da hiperprolactinemia são diferentes nos homens e nas mulheres. Por ser um hormônio presente em maior quantidade no corpo feminino, os efeitos nos homens podem ser mais graves.
Um dos problemas causados no homem é a disfunção erétil, acarretada por conta do choque entre o excesso de prolactina e a testosterona, principal hormônio sexual masculino. Além disso, esse aumento pode provocar também a perca do libido, irritação e fraqueza muscular.
Outro efeito negativo da hiperprolactinemia nos homens é a ginecomastia, um tipo de neoplasia benigna. Essa alteração provoca no paciente o aumento das mamas. Já nas mulheres a hiperprolactinemia provoca esterilidade, ou infertilidade, além de alterações ou ausência da menstruação.
Não existe uma causa exata para o surgimento da hiperprolactinemia, mas acredita-se que fatores genéticos possam influenciar o surgimento da doença. Além disso, fatores emocionais e ingestão de certos medicamentos também são causas prováveis.
Entre os medicamentos que podem desencadear a hiperprolactinemia estão a fenotiazinas, a metildopa, a cimetidina, e resesirina, os estrogênios, abti-hipertensivos, antidepressivos e a butiferona.
A hiperprolactinemia é detectada através de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Ela tem cura, e seu tratamento é feito com remédios e com o acompanhamento de um endocrinologista.
Papel em outras áreas
Apesar de ser mais conhecido por fazer parte da produção do leite materno, a prolactina está presente também em outras áreas do corpo humano. Um dos papéis mais importantes que o hormônio desempenha é no sistema imune.
Além desse ele auxilia na formação de trombos, na formação de vasos sanguíneos, a chamada angiogênese, e ainda na hematopoiese, a produção de células do sangue.
O hormônio é usado ainda como composto para diferentes tratamentos médicos, como por exemplo, no tratamento para disfunção erétil. Ele é usado ainda no tratamento de hipogonadismo masculino, de oligomenorreia, amenorreia secundária e em tratamentos de hiperprolactinemia pós-parto.
Saiba mais
• A prolactina pode ser chamada de PRL, uma abreviação da palavra;
• Além da prolactina, a adenoipófise produz outros hormônios, como por exemplo a tireotrofina, as gonadotrofinas, o hormônio do crescimento, entre outros;
• A prolactina é da mesma família do hormônio do crescimento, tendo, inclusive, estrutura molecular semelhante;
• O hipotireoidismo afeta a produção da prolactina;
• A prolactina auxilia na função sexual, atuando nos orgasmos e nas sensações posteriores;
• O hormônio é formado por 198 aminoácidos;
• Ele possui 23.000 daltons (DA);
• A produção do hormônio é maior entre as 4 e as 7 da manhã;
• Nas mulheres, estimular os mamilos aumentam a produção da prolactina;
• Estrógenos aumentam a produção do hormônio;
• Glicocorticoides diminuem a produção do hormônio.