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Relações Harmônicas

Postado por Maria Mendes em 04/01/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Relação sem prejuízo entre as espécies


As relações harmônicas, como o próprio nome já diz, são interações positivas entre os seres vivos sem que haja disputa, nem desvantagem entre determinadas espécies. Nesse tipo de relação pelo menos um entre eles vai ser beneficiado. As relações harmônicas acontecem de forma intraespecífica, isto é, entre seres da mesma espécie ou ocorre de maneira interespecífica, ou seja, entre indivíduos de espécies diferentes. Confira abaixo os dois tipos de relações harmônicas:


Relações Harmônicas Intraespecíficas 


Também chamada de relação homotípica, esse tipo de associação acontece entre indivíduos da mesma espécie. Existem dois tipos de relações harmônicas intraespecíficas, que são as colônias e as sociedades. Veja:


Sociedade 


É um dos tipos de relações harmônicas composta por indivíduos da mesma espécie. Nessa associação os indivíduos podem se desligar um do outro a qualquer momento, formando uma nova associação. Nesta relação uma particularidade chama bastante atenção: a divisão do trabalho. Abelhas, formigas, vespas e cupins são exemplos de insetos sociais. As abelhas operárias, por não se reproduzirem, realizam todo o trabalho. Elas coletam o néctar das flores, limpam e defendem a colmeia, além de alimentar com mel e cuidar dos ovos das abelhas rainhas. 

Os mamíferos também são exemplos de sociedades, como é o exemplo dos gorilas, babuínos e a raça humana. A principal diferença é que a divisão de trabalho nessa classe não acontece de forma severa. 


Colônia 


Também é outro tipo de relações harmônicas, no qual um agrupamento de seres vivos da mesma espécie repartem funções. A formação das colônias acontece por um método assexuado chamado de brotamento. São exemplos dessa associação as algas volvox, bactérias e os corais. Alguns indivíduos dessa categoria se destinam às funções específicas e necessárias à colônia.

As colônias são divididas em homomorfas, formada por seres que apresentam a mesma forma e a mesma função, mas sem a divisão de trabalho entre eles. E as colônias heteromorfas, que são seres com anatomia diferente e funções distintas.

Os exemplos de indivíduos heteromorfos são as colônias dos celenterados, representados pela água-viva, anêmonas-do-mar, caravelas, recifes de corais etc. Uma parte da colônia é responsável pela alimentação e a outra parte pela reprodução.

Relações Harmônicas Interespecíficas


As relações harmônicas interespecíficas, também conhecida como relações heterotípicas, ocorre entre seres de espécies diferentes. Elas são divididas em: mutualismo, protocooperação, comensalismo e inquilinismo.

Mutualismo


Os indivíduos nessa relação vivem juntos, de maneira fixa, e todos tem vantagem nessa associação. O líquen, por exemplo, são associações feitas entre fungos e algas microscópicas. 


Como os fungos são seres que não produzem seu próprio alimento (heterótrofos), as algas produzem e fornecem alimento por meio da fotossíntese. Em troca, recebem dos fungos água, nutrientes minerais e proteção da luz solar com as suas hifas. 


Essa relação permanente é bem profunda, a ponto de um líquen se reproduzir, gerando novos líquens. Nessa relação um não sobrevive sem outro. Ao executar esse experimento de separá-los em um laboratório, por exemplo, o líquen é danificado e as duas partes morrem.


Protocooperação

A protocooperação é uma das relações ecológicas semelhante ao mutualismo, mas a diferença nessa associação é que os indivíduos não ficam juntos de forma duradoura e conseguem viver separadamente. Nessa relação ambos se beneficiam. Um exemplo de protocooperação é do paguro, uma espécie de caranguejo, e da anêmona-do-mar, um tipo de água-viva.  

Essa espécie de caranguejo não possui uma carapaça resistente que proteja o seu abdômen frágil, em vista disso, os tentáculos das anêmonas protegem o crustáceo contra predadores. Em troca, as anêmonas se aproveitam da rápida locomoção do caranguejo, além de se alimentar das sobras de alimento deixadas por ele. O paguro e a anêmona-do-mar conseguem viver separados, mas o mais comum é vê-los juntos.

Outro exemplo de protocooperação é a relação entre o pássaro-palito e o crocodilo. A ave penetra na boca do crocodilo alimentando-se dos restos alimentares e de vermes existentes na boca do réptil. A vantagem é mútua, uma vez que em troca do alimento, o pássaro livra os crocodilos dos parasitas.


Um exemplo clássico da protocooperação é o pássaro palito e o crocodilo. (Foto: Wikipedia)

Comensalismo

O comensalismo é uma relação na qual os seres aproveitam os restos de alimentos dos outros animais sem que exista desvantagem entre as espécies. O tubarão e as rêmoras, leão e hiena, urubu e o homem são alguns exemplos.  O peixe rêmora vive preso no ventre do tubarão, através de uma ventosa. Conforme o tubarão captura sua presa, o peixe come os restos que o tubarão não aproveitou. Depois de se alimentar, a rêmora vai em busca de outro tubarão para se associar. Essa relação para a rêmora é benéfica e para o tubarão é neutra.

Inquilinismo

Nessa relação, um dos indivíduos é chamado de inquilino, pois um deles se acomoda no corpo de outro organismo, denominado hospedeiro. Não existe qualquer tipo de dano essa associação. Apesar de ser bem parecido com o comensalismo, o inquilinismo não envolve a busca de alimentos, apenas o abrigo. Um exemplo conhecido dessa relação é o pequeno peixe. Ele se hospeda dentro do corpo do pepino do mar.

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