Doença causada por vírus transmissível pelo ar
A rubéola é uma das doenças causadas por vírus que atinge pessoas de todas as idades, mas é mais comum em crianças. A infecção é altamente transmissível, e é passada através do ar, seja pela tosse, espirro e até pela respiração.
Apesar de muito contagiosa, algumas pessoas podem não apresentar os sintomas, não percebendo a presença dela. Entre os sintomas estão dores no corpo, febre, dor de cabeça.
Em casos mais extremos, a rubéola pode causar inchaços nos testículos, no caso dos homens, e aborto, no caso das mulheres. O caso mais grave da doença é a chamada Síndrome da Rubéola Congênita, ou SRC, que afeta, principalmente, recém-nascidos.
Existe vacinas que previnem contra o contágio da doença. Uma vez adquirida, ela não tem um remédio específico, mas tratamentos são administrados para aliviar os sintomas, enquanto o próprio corpo cria resistência ao vírus. O vírus é da família Togaviridae, e do gênero Rubivirus, enquanto a espécie dele é a Rubella Virus.

Pele com sinais de rubéola. (Foto: Wikimédia)
Síndrome de Rubéola Congênita
A Síndrome de Rubéola Congênita é uma doença passada de mãe para filho no período gestacional. Por vezes, a mãe pode não apresentar os sintomas da doença.
Em alguns casos, a mãe tem sintomas como febre, dores musculares, erupções na pele e inchaço nos gânglios. O feto pode não ser afetado, mas quando isso acontece pode acarretar diversos riscos a sua saúde.
Principalmente nas primeiras 16 semanas da gravidez os riscos são maiores, podendo levar a morte do feto e ao aborto. Em outros casos, o recém-nascido pode nascer com problemas no coração, no cérebro, e até surdez e problemas de visão, como o glaucoma.
Em alguns casos, os problemas podem ser revertidos com cirurgia. Os recém-nascidos ainda podem infectar outras pessoas por um período maior do que os adultos, chegando até a um ano.
A doença
Apesar de ter prevenção, a rubéola ainda atinge pessoas de diversos países. Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, e a forma de contágio ainda é tabu para muitas pessoas.
Transmissão
Apesar do que algumas pessoas ainda pensam, a rubéola não é transmitida através de picada de mosquitos nem de outros animais. O vírus é passado pelo ar através de pessoas contaminadas.
O vírus pode ser passado para outras pessoas através da tosse, espirro, fala e até pela respiração de uma pessoa contaminada. No período entre 5 e 7 dias antes e depois do surgimento das erupções cutâneas na pele, o vírus é mais contagioso.
Sintomas
Entre os sintomas da rubéola estão a febre baixa, as dores de cabeça, o inchaço dos gânglios linfáticos, as dores no corpo e a garganta inflamada.
Mas o principal sintoma da doença são as erupções que ocorrem na pele, caracterizado por manchas vermelhas e que causam coceira. As manchas se assemelham as do sarampo, mas a sua cor não é tão intensa.
Diagnóstico
O diagnóstico da rubéola é feito através de exames de laboratório. No Brasil, o exame é feito nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nos casos de suspeita da infecção é importante procurar um médico, pois a rubéola tem sintomas semelhantes a outras doenças, como o sarampo, o eritema infeccioso, a dengue, e outras.
Tratamento
Os tratamentos contra a rubéola podem variar em cada situação. Os remédios não levam a cura da doença, e sim, buscam amenizar os sintomas, enquanto o corpo trabalha para criar resistência ao vírus.
São usados medicamentos como os analgésicos, a exemplo da dipirona sódica e o paracetamol, que buscam aliviar as dores. Os antipiréticos, ou antitérmicos, são utilizados para abaixar a febre.
Em caso de mulher em gestação, anticorpos podem ser usados no tratamento, com o intuito de evitar a contaminação pelo feto.
Prevenção
Existe uma vacina que previne contra a rubéola e, no Brasil, pode ser encontrada no SUS. Ela pode ser aplicada individualmente, ou somada a proteção contra a caxumba e o sarampo. Essa união é chamada de tríplice viral, ou VASPR.
A vacina não é aplicada em gestante. Além disso, mulheres vacinadas devem evitar a gravidez por pelo menos um mês. Vale ressaltar que pessoas infectadas devem evitar locais públicos.
Rubéola no Brasil
No Brasil, a rubéola faz parte da lista de doenças de notificação compulsória. Essa lista reúne eventos que precisam de um controle imediato caso aconteça. A infecção entrou para a lista em 1997, ano em que o país passou por uma crise de sarampo.
Nesse ano, foram notificados cerca de 30 mil casos de rubéola no país. Nos anos seguintes, alguns estados chegaram a ter surtos da doença. Nessa época, houve ainda um surto de SRC.
Em 1999, foi implementado no Brasil o Plano de Erradicação do Sarampo, o que intensificou os cuidados contra a rubéola. Já em 2002, o número de casos havia caído em 95%. Em 2005, houve um surto no estado do Rio de Janeiro. Mas com a intensificação da vacina, os casos voltaram a diminuir.