A célula é a unidade básica dos organismos vivos
Os seres vivos diferem-se dos não vivos pela presença de células (unidade microscópica estrutural e funcional dos organismos vivos). O homem, o cachorro, a orquídea e até as bactérias (ainda que microscópicas) são considerados seres vivos.
Identificar os seres vivos pode parecer fácil, mas você sabe o porquê de uma bactéria ser considerada ser vivo e um vírus não? Sendo que ambos são microscópicos, podem causar doenças e se multiplicam rapidamente.

• Organização celular: todos os seres vivos são formados por uma (unicelular) ou mais (pluricelular) células, dentro delas ocorre vários processos fundamentais para manutenção da vida, além de armazenar o DNA;
• Composição química: os organismos vivos são compostos por substâncias orgânicas como a proteína (10% a 15%) e substâncias inorgânicas como a água (75% a 80%);
• Crescimento: os seres vivos podem crescer por meio do aumento do volume da célula (como é o caso dos organismos unicelulares) ou pelo aumento do número de células (como ocorre nos humanos);
• Metabolismo: no interior das células acontecem várias reações químicas. A liberação de energia para decomposição de moléculas simples em compostas é chamada de catabolismo e o processo inverso é chamado de anabolismo;
• Reprodução: os seres vivos podem gerar descendentes por meio da reprodução sexuada (com o envolvimento de gametas) ou assexuada (sem o envolvimento de gametas);
• Hereditariedade: os organismos vivos podem transmitir para os seus descentes suas características genéticas durante o processo de reprodução;
• Resposta a estímulos: os seres vivos são capazes de reagir a diversos estímulos. Por exemplo, um estímulo da dor pode afastar um animal ou um estímulo luminoso pode fazer uma planta crescer;
• Evolução e adaptação: as constantes mudanças ambientais e sociais fazem os seres vivos evoluírem e consequentemente adaptarem-se ao meio como forma de garantir sua sobrevivência.
Mas e o vírus?
Classificação do seres vivos
Categorias taxonômicas
Aristóteles foi o primeiro a dividir os seres vivos em dois grupos: os que andavam (Reino Animal) e os que não andavam (Reino Vegetal). Logo depois, Carlos Lineu criou as categorias taxonômicas para cada grupo.
A taxonomia é um ramo da biologia responsável pela sistematização e descrição dos seres vivos. Obedecendo uma ordem hierárquica, cada categoria representa um táxon. Atualmente existem oito:
• Domínio
• Reino
• Filo ou divisão (plantas)
• Classe
• Ordem
• Família
• Gênero
• Espécie
Nomenclaturas científicas
Lineu também criou regras para atribuição dos nomes científicos desse seres. Essa nomenclatura binominal determina que:
• Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim ou latinizados, em negrito ou itálico;
• O nome da espécie é composto por dois nomes: o primeiro nome refere-se ao gênero e deve ser escrito com inicial maiúscula e o segundo nome define a espécie, e deve ser escrito com inicial minúscula. Por exemplo, cascavel é o nome popular de uma cobra, mas cientificamente ela é chamada de Crotalus terrificus.
Categorias taxonômicas
Em 1956, Copeland realizou outra classificação dos seres vivos, agora em quatro grupos, baseados em sua estrutura celular, componentes químicos e desenvolvimento dos organismo. Pouco mais de uma década depois, em 1969, Whittaker estabeleceu a existência de cinco reinos.
A classificação de reinos mais recentes é a de Cavalier-Smith, que em 1998 organizou um esquema de seis reinos. Esse modelo é baseado na filogenética, em que os grupos polifiléticos (grupo que não inclui o ancestral comum) são ausentes e os parafiléticos (grupo com alguns descendentes de um ancestral comum) pouco aparecem.

Contudo, o modelo de taxonômico de Whittaker é o mais aceito até hoje. Confira abaixo:
• Animalia: composto por seres vivos eucariontes, pluricelulares e heterótrofos. Exemplos: homem, gato, pássaros, formigas, etc;
• Plantae: comporta os organismos vivos eucariontes, pluricelulares e autótrofos (fotossintetizantes). Exemplos: bananeira, girassol, tulipas, eucaliptos, etc;
• Protista: abrigam os seres vivos eucariontes, heterotróficos ou autotróficos, Exemplos: ameba e algas pluricelulares;
• Monera: formado apenas por seres procariontes, considerados os primeiros a surgirem no ambiente. Exemplo: cianobactérias e bactérias;
• Fungi: composto por seres eucariontes, em grande parte pluricelulares, e heterotróficos. Exemplos: cogumelos, bolores e levedos.
Filogenia
A Filogenia é um modelo de classificação dos seres vivos criado por Willi Hennig, em 1950. Ela se baseia nas relações de ancestralidade e evolução de já extintas ou atuais. Essas ligações são representadas graficamente por uma árvore filogenética.
A árvore filogenética possui ramificações e não é obrigatório a existência de raiz. Esta última representa o ancestral comum às espécies analisadas, que pode dar origem a vários galhos, os quais podem se ramificar. Cada ramificação é um descendente do ancestral.