Hormônio do prazer
A serotonina, também conhecida como o hormônio do prazer, é um neurotransmissor que atua no cérebro e estabelece a comunicação entre os neurônios (células nervosas). Essa substância regula o sono, o humor, o apetite, o ritmo cardíaco, a temperatura corporal, entre outras funções biológicas.
Esse hormônio é sintetizado nos neurônios serotoninérgicos do sistema nervoso central (SNC) e nas células enterocromafins, encontradas na mucosa intestinal de humanos e de animais. A serotonina também pode ser achada em cogumelos e vários tipos plantas.

O humor é controlado por esse hormônio. (Foto: Max Pixel)
Qual a importância da serotonina?
No processo de neurotransmissão, a serotonina é liberada de um neurônio para o outro até dar origem a formação de um impulso nervoso, que pode ser em estímulo ou inibição.
Quando chega na corrente sanguínea, essa substância é capaz de gerar diversos efeitos positivos no corpo humano, normalmente, relacionados com as sensações de bem-estar e saciedade. Veja abaixo a importância da serotonina em algumas funções biológicas:
- Sono – melatonina é uma substância sintetizada a partir da serotonina, juntas elas atuam na regulação do sono. Entre as suas funções, a melatonina atua no ritmo do ciclo circadiano (relógio biológico), nas respostas imunológicas e também funciona como um antioxidante.
O hormônio do sono é produzido de maneira natural pelo organismo ao anoitecer, como uma resposta automática ao escuro da noite. Ao nascer do sol, os níveis de da serotonina reduzem, sinalizando que é hora de acordar.
Com a privação do sono e abuso de estímulos luminosos, como notebook, celular e lâmpadas, a produção da melatonina é modificada, influenciando também nos níveis de serotonina. Ao acordar, o indivíduo consome uma quantidade maior de alimentos, pois o hormônio que regula a saciedade está desregulado.
- Apetite - a qualidade sono, além de contribuir para o equilíbrio do organismo, garante a regulação da fome/saciedade. Isso porque, boa parte da serotonina é encontrada dentro da mucosa intestinal e controla o intestino e seus movimentos.
Além disso, esse hormônio é responsável pela saciedade. Quando um indivíduo come demasiadamente, em especial doces e massas, é um indicativo de baixos níveis de serotonina no cérebro.
Na medida que os níveis de serotonina crescem, a fome reduz e a sensação de saciedade é obtida com mais facilidade. O desenvolvimento de uma alimentação saudável é essencial para garantir o equilíbrio dessa substância no organismo.
- Humor - a serotonina também é responsável por manter o equilíbrio do humor, o seu déficit no organismo está relacionado à depressão – caracterizada pela diminuição na quantidade de neurotramismissores liberados.
No cérebro, essa substância regula a ansiedade, aumenta a felicidade e melhora o humor. Receber uma massagem, tomar sol e ouvir música são pequenas ações que estimulam a produção do hormônio do prazer.
Efeitos da serotonina
Por estar atrelado às funções intelectuais, a deficiência desse hormônio pode causar irritabilidade, dificuldade para dormir, ansiedade e até depressão. Do mesmo modo que os altos níveis hormonais de serotonina podem causar a síndrome da serotonina – caracterizada pela estimulação excessiva de receptores serotoninérgicos.
Baixos níveis
Os baixos níveis de serotonina podem ser ocasionados pelo uso de alguns medicamentos e uma dieta alimentar incompleta – com pouco consumo de vitamina B6 ou consumo excessivo de proteínas.
O déficit de serotonina pode gerar problemas perda de foco, ansiedade, estresse, cansaço, insônia, enxaqueca e até esquizofrenia. Os principais sintomas relacionados a esse problema são:
• Desejo de comer toda hora;
• Dificuldade no aprendizado;
• Falta de libido;
• Mau humor de manhã;
• Oscilações na temperatura corporal;
• Problemas de memória e de concentração;
• Sonolência durante dia;
• Vontade de comer doces.
Uma alimentação saudável é essencial para regular os níveis desse hormônio no organismo. Confira abaixo alguns alimentos ricos em serotonina:
• Abacaxi
• Banana
• Castanha do Pará
• Cerais integrais
• Chocolate preto
• Ovos
• Queijo
• Tofú
• Tomate

A banana é um alimento que contém serotonina. (Foto: Wikimedia)
Altos níveis
A síndrome da serotonina é caracterizada pelo excesso dessa substância no organismo, que pode ser causada por uma alimentação rica em carboidratos e pobre em proteínas. O uso de drogas como LSD e cocaína também elevam os níveis da substância.
Os principais sinais da excesso desse hormônio são:
• Agitação
• Cãibras abdominais
• Calafrios
• Diarreia
• Febre
• Insônia
• Pupilas dilatadas
Os casos mais graves incluem:
• Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD)
• Coma
• Convulsões
• Perda de coordenação
Descoberta da serotonina
A serotonina foi identificada em 1935 pelo italiano Vittorio Erspamer, que inicialmente denominou-a de enteramina, por ser produzida pelas células enterocromafinas do intestino. Mais tarde, em 1948, um grupo de cientistas estadunidenses isolaram pela primeira vez a substância.
O nome serotonina surgiu por um equívoco. Na verdade a nomenclatura foi dada pelo fato dessa substância ter sido identificada como vasoconstritora no plasma sanguíneo. O nome serotonina, refere-se a um agente sanguíneo que afeta a circulação vascular, posteriormente caracterizado quimicamente como 5-hidroxitriptamina (5-HT).
Hormônios do prazer
Além da serotonina, existem três outros hormônios considerados como "hormônios do prazer", são eles: dopamina, endorfina e ocitocina.
A dopamina, chamada também de "mediadora do prazer", é um neurotransmissor monoaminérgico que tem uma grande importância para o desempenho do corpo humano e do cérebro. Ela é responsável ainda pela transmissão de informação entre neurônios.
Alguns exemplos de alimentos que ajudam a liberar a dopamina são as carnes vermelhas, aves, abacate, peixe, maça, beterraba, café, aveia, banana, amendoim, chocolate e melancia. A falta do hormônio no corpo pode ter consequências como dores, perda de energia, problemas de sono, prisão de ventre e vários outros.
A dopamina, chamada também de "mediadora do prazer", é um neurotransmissor monoaminérgico que tem uma grande importância para o desempenho do corpo humano e do cérebro. Ela é responsável ainda pela transmissão de informação entre neurônios.
Alguns exemplos de alimentos que ajudam a liberar a dopamina são as carnes vermelhas, aves, abacate, peixe, maça, beterraba, café, aveia, banana, amendoim, chocolate e melancia. A falta do hormônio no corpo pode ter consequências como dores, perda de energia, problemas de sono, prisão de ventre e vários outros.

A forma química da dopamina, um dos hormônios do prazer. (Foto: Wikipédia)
No corpo humano, a endorfina tem papel na melhora da memória, do bom humor, da disposição, da resistência, do sistema imunológico e em várias outras áreas. Exemplos de alimentos que ajudam a aumentar o nível do hormônio são: chocolate, aveia, milho, vegetais de folhas escuras, nozes e castanhas.
A ocitocina, ou oxitocinona, é produzido no corpo humano pelo hipotálamo e, assim como os outros hormônios do prazer, tem vários papéis importantes no organismo humano. Entre as funções da ocitocina estão a estimulação do leite materno, funções durante o parto, e influência em sentimentos como a empatia.
Entre as formas de aumentar a produção do hormônio está o contato físico, como os abraços e massagens, a amamentação, no caso de mulheres, a prática de boas ações, a meditação, e os exercícios físicos.