Uma DST silenciosa
A sífilis é uma das doenças causadas por bactérias. Ela é dividida em algumas fases evolutivas. Tem tratamento, e até mesmo cura, mas se for ignorada pode levar a grandes complicações e ser fatal. Além de bacteriana, essa doença também é considerada uma DST - Doença Sexualmente Transmissível.

Transmissão
A transmissão da sífilis acontece sempre que existe o contato da mucosa genital ou bucal com as feridas e/ou verrugas. O preservativo é importante para prevenção, mas não é o principal defensor, por que o contágio não acontece com a secreção vaginal ou peniana como no caso do HIV, por exemplo.
Além do ato sexual, o parto bem como a gestação inteira são formas de contágio para o bebê. Uma mulher grávida com sífilis pode sofrer aborto, situação que ocorre na maioria dos casos, ou ter o filho portador da doença e com má formação e/ou síndromes.
É difícil haver transmissão por compartilhamento de itens íntimos ou uso de sanitários, por que a bactéria morre com muita facilidade após entrar em contato com o mundo externo.
Diagnóstico
Como os sintomas da sífilis são muito parecidos com diversas outras doenças não tão graves, e pela complexidade dos remédios que tratam, o diagnóstico correto só é dado por um médico, após avaliação clínica laboratorial que comprova que o paciente está infectado com a bactéria. Podem ser feitos exames de sangue, que só irão apontar algo após cerca de três semanas que a bactéria foi contraída ou pela análise das feridas e verrugas, do material delas, para identificar a causa.
Tratamentos
Normalmente, doenças causadas por bactérias são tratadas à base de antibióticos. A sífilis, que não foge a regra e é tratada com a penicilina. O tratamento vai variar de acordo com o estágio da doença e como o corpo reagiu a ela e aos remédios para combatê-la. É possível que o portador da sífilis tenha alergia a medicação. Por isso antes de iniciar o tratamento é feito um teste que comprove ou não a alergia. Sendo o paciente alérgico existem duas opções: usar outras medicações ou fazer a dessensibilização.
Dessensibilização penicilina
O teste para medir a alergia a penicilina tem que ser feito por profissionais de enfermagem. O procedimento é realizado da seguinte forma: é passado um pouco da medicação na pele, se coçar ou avermelhar na região é por que existe alergia.
Como em qualquer outro tratamento de alergia, antes de tratar a sífilis, o indivíduo usa medicamentos que irão tirar a sensibilidade do corpo em relação a penicilina. E então, só após isso, junto a avaliação médica, é possível fazer o tratamento para combater a sífilis.
Reações adversas
A penicilina em si pode causar, dentro de 24 horas após a administração, alguns desconfortos, tais quais dores musculares e febre. Mas não são reações de grande incômodo. Para situações como essas o médico receita antitérmicos e analgésicos.
As fases da sífilis
Fase primária: A sífilis primária tem poucos sintomas. Entre cerca de sete e vinte dias após o contágio aparecem os inchaços dos gânglios, verrugas ou feridas nas genitais ou boca. As úlceras e erupções cutâneas da sífilis não causam dor nem pus e quase nenhuma secreção. Somem em poucas semanas.
Fase secundária: Nessa fase da doença, que aparece num período aproximado de três semanas, os sintomas são mais intensos: queda de cabelo, mal-estar geral do corpo, manchas e pequenas feridas nas palmas das mãos e nas solas dos pés são alguns exemplos. Essa fase pode sumir como se houvesse curado, assim como a primeira.
Fase terciária: Quando não é tratada em nenhum dos outros períodos, dentro de quinze ou vinte anos a terceira fase chega. Nesse momento o quadro é mais severo e pode ter complicações maiores. Feridas grandes aparecem, essas com mais secreção, tomam o rosto e as partes íntimas. Podem surgir problemas motores, neurológicos, cardíacos e até cegueira. A sífilis terciária não só leva a dependência física como a morte.
Outras fases da sífilis
Latente, congênita e decapitada são as outras fases da doença bacteriana sífilis. A latente é a fase onde a bactéria já está no corpo mas não demonstra nenhum sintoma, como na fase inicial, ou entre o momento primário e secundário, por exemplo. A fase congênita acontece com quem nasce com a doença, filhos de mulheres com sífilis nascem com essa fase da doença. E a sífilis decapitada é transmitida por transfusão de sangue. Hoje é raro isso acontece, acomete mais que faz uso de drogas injetáveis.
Não existe vacina para combater a doença, portanto, a melhor maneira de prevenir é mantendo os exames em dias, estar vigilante a qualquer verruga ou ferida que surgir no corpo, além de sempre usar preservativo. Por mais que ele não seja uma barreira que proteja totalmente, ajuda na prevenção, e evita outros tipos de DSTs.