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Sífilis

Postado por Ana Cláudia Araújo de Oliveira em 06/03/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Uma DST silenciosa


A sífilis é uma das doenças causadas por bactérias. Ela é dividida em algumas fases evolutivas. Tem tratamento, e até mesmo cura, mas se for ignorada pode levar a grandes complicações e ser fatal.  Além de bacteriana, essa doença também é considerada uma DST - Doença Sexualmente Transmissível


Causada pela bactéria Treponema Pallidum, a sífilis possui três fases, onde no primeiro momento ela indolor, no segundo pode causar um pequeno mal estar e no terceiro pode causar grandes danos motores, cerebrais, cardíacos e na pele, com feridas enormes que chegam a tomar o rosto. 


 Foto da bactéria Treponema Pallidum, causadora da sífilis. (Foto: Wikipédia)

Transmissão


A transmissão da sífilis acontece sempre que existe o contato da mucosa genital ou bucal com as feridas e/ou verrugas. O preservativo é importante para prevenção, mas não é o principal defensor, por que o contágio não acontece com a secreção vaginal ou peniana como no caso do HIV, por exemplo.  


Além do ato sexual, o parto bem como a gestação inteira são formas de contágio para o bebê. Uma mulher grávida com sífilis pode sofrer aborto, situação que ocorre na maioria dos casos, ou ter o filho portador da doença e com má formação e/ou síndromes. 


É difícil haver transmissão por compartilhamento de itens íntimos ou uso de sanitários, por que a bactéria morre com muita facilidade após entrar em contato com o mundo externo.

Diagnóstico 


Como os sintomas da sífilis são muito parecidos com diversas outras doenças não tão graves, e pela complexidade dos remédios que tratam, o diagnóstico correto só é dado por um médico, após avaliação clínica laboratorial que comprova que o paciente está infectado com a bactéria.  Podem ser feitos exames de sangue, que só irão apontar algo após cerca de três semanas que a bactéria foi contraída ou pela análise das feridas e verrugas, do material delas, para identificar a causa. 


Tratamentos


Normalmente, doenças causadas por bactérias são tratadas à base de antibióticos. A sífilis, que não foge a regra e é tratada com a penicilina. O tratamento vai variar de acordo com o estágio da doença e como o corpo reagiu a ela e aos remédios para combatê-la.  É possível que o portador da sífilis tenha alergia a medicação. Por isso antes de iniciar o tratamento é feito um teste que comprove ou não a alergia. Sendo o paciente alérgico existem duas opções: usar outras medicações ou fazer a dessensibilização.


Dessensibilização penicilina


O teste para medir a alergia a penicilina tem que ser feito por profissionais de enfermagem. O procedimento é realizado da seguinte forma: é passado um pouco da medicação na pele, se coçar ou avermelhar na região é por que existe alergia.

Como em qualquer outro tratamento de alergia, antes de tratar a sífilis, o indivíduo usa medicamentos que irão tirar a sensibilidade do corpo em relação a penicilina. E então, só após isso, junto a avaliação médica, é possível fazer o tratamento para combater a sífilis. 


Reações adversas 


A penicilina em si pode causar, dentro de 24 horas após a administração, alguns desconfortos, tais quais dores musculares e febre. Mas não são reações de grande incômodo. Para situações como essas o médico receita antitérmicos e analgésicos. 


As fases da sífilis


Fase primária: A sífilis primária tem poucos sintomas. Entre cerca de sete e vinte dias após o contágio aparecem os inchaços dos gânglios, verrugas ou feridas nas genitais ou boca. As úlceras e erupções cutâneas da sífilis não causam dor nem pus e quase nenhuma secreção. Somem em poucas semanas. 


Fase secundária: Nessa fase da doença, que aparece num período aproximado de três semanas, os sintomas são mais intensos: queda de cabelo, mal-estar geral do corpo, manchas e pequenas feridas nas palmas das mãos e nas solas dos pés são alguns exemplos. Essa fase pode sumir como se houvesse curado, assim como a primeira. 


Fase terciária: Quando não é tratada em nenhum dos outros períodos, dentro de quinze ou vinte anos a terceira fase chega. Nesse momento o quadro é mais severo e pode ter complicações maiores. Feridas grandes aparecem, essas com mais secreção, tomam o rosto e as partes íntimas. Podem surgir problemas motores, neurológicos, cardíacos e até cegueira. A sífilis terciária não só leva a dependência física como a morte. 

 
Outras fases da sífilis


Latente, congênita e decapitada são as outras fases da doença bacteriana sífilis. A latente é a fase onde a bactéria já está no corpo mas não demonstra nenhum sintoma, como na fase inicial, ou entre o momento primário e secundário, por exemplo. A fase congênita acontece com quem nasce com a doença, filhos de mulheres com sífilis nascem com essa fase da doença. E a sífilis decapitada é transmitida por transfusão de sangue.  Hoje é raro isso acontece, acomete mais que faz uso de drogas injetáveis. 


Não existe vacina para combater a doença, portanto, a melhor maneira de prevenir é mantendo os exames em dias, estar vigilante a qualquer verruga ou ferida que surgir no corpo, além de sempre usar preservativo. Por mais que ele não seja uma barreira que proteja totalmente, ajuda na prevenção, e evita outros tipos de DSTs.

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