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Sistema nervoso periférico

Postado por Camila Mendonça em 11/06/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Parte do sistema nervoso central


O sistema nervoso periférico é uma das divisões do sistema nervoso central. Sua função é transmitir informações deste para outros órgãos e partes específicas do corpo. A função é realizada através dos nervos e gânglios nervosos. 


Divisão do sistema nervoso periférico


O sistema nervoso periférico está subdividido em: sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo. Cada um com diferenças nos critérios anatômicos, farmacológicos e fisiológicos.

O sistema somático controla as ações voluntárias do corpo, ou seja, aquelas que estão sob controle do ser humano. Nele, apenas um neurônio motor mielinizado, originado no sistema nervoso central, dirige-se diretamente ao motor esquelético, sem a medição dos gânglios.

Já o sistema nervoso autônomo controla as glândulas, os músculos lisos e cardíacos. Diferente do sistema somático, ele atua nas ações involuntárias do corpo humano como, por exemplo, a respiração e ação dos órgãos. 

Seus neurotransmissores atuam liberando adrenalina e noradrenalina, e ele ainda está subdividido em duas partes: sistema nervoso simpático, formado por nervos espinhais que se originam na região torácica lombar da medula, e o parassimpático, composto pelos nervos cranianos e espinhais das extremidades da medula.

O sistema simpático prepara o organismo para situações iminentes de perigo ou estresse. Deste modo, quando o indivíduo é exposto a uma situação em que ele precisa agir rápido, esse sistema aumenta a frequência cardíaca, provoca a dilatação dos brônquios e da pupila, e eleva a transpiração.

Já o sistema nervoso parassimpático é responsável pela situação adversa. Depois que passa a sensação de perigo iminente ou de medo, este sistema fica responsável por restabelecer o estado normal do corpo. Ele controla as ações não conscientes do corpo, como a respiração, por exemplo. 

Ele possui um neurotransmissor, chamado acetilcolina, que atua na passagem do impulso nervoso dos neurônios para as células musculares. Assim, ele ajuda a reduzir a pressão arterial, a frequência cardíaca, a adrenalina, o nível de açúcar no sangue e diminui o tamanho das pupilas.

Exemplo de como esses sistemas agem no corpo:

Tente imaginar uma situação em que o indivíduo está prestes a bater o seu próprio carro. Ele precisa agir rápido para evitar isso e tentar salvar a própria vida. Nesse caso, quem vai agir é o sistema simpático, liberando adrenalina.

Por outro lado, quando esse indivíduo voltar ao seu estado normal, e o corpo entender que não há mais perigo, o sistema parassimpático entrará em ação para reestabelecer a frequência cardíaca e inibir a adrenalina do corpo.

Componentes do sistema nervoso periférico


O sistema nervoso periférico é composto por nervos e gânglios nervosos. Veja como eles estão distribuídos e de que forma agem no corpo.

Nervos

Os nervos do sistema nervoso periférico são como cordões formados por fibras nervosas dispostas e envoltas por um tecido conjuntivo. Eles se dividem em: nervos cranianos e nervos espinhais, sendo uma parte originada na medula e a outra no encéfalo.



Sistema nervoso periférico. (Foto: Educa Mais Brasil)

Nervos espinhais

Os nervos espinhais originam-se na medula espinhal e estão constituídos em 31 pares. Eles são responsáveis pela inervação dos troncos, membros superiores e algumas parte da cabeça.

Dos pares contidos nos nervos espinhais, oito são de nervos cervicais, responsáveis por deixar a coluna na região cervical; doze são de nervos torácicos, que firmam a coluna na região torácica; cinco são de nervos lombares, responsáveis por manter a coluna na região lombar; outros cinco são pares de nervos sacrais, que deixam a coluna na região sacral, e mais um par de nervos coccígeo, responsável por deixar a coluna na região cocciana.

Nervos cranianos

Os nervos cranianos sãos compostos por 12 pares que fazem a conexão com encéfalo. Eles recebem nomes específicos e são numerados de acordo com os algarismos romanos. São responsáveis por inervar principalmente as estruturas da cabeça e do pescoço.

Os núcleos de onde os pares se originam estão localizados no tronco do encéfalo em colunas verticais. Eles correspondem à substância cinzenta da medula espinhal. Além disso, os nervos cranianos se dividem em: aferentes (sensitivos) e eferentes (motores). Os sensitivos originam-se dos neurônios situados fora do encéfalo e são agrupados para formar gânglios. 

Os nervos cranianos sensitivos são: I – nervo olfatório; II – nervo óptico e VIII – nervo vestibulococlear. Eles têm a sensibilidade para captar estímulos, como a sensação de calor, por exemplo.

Já os nervos cranianos motores enviam informações do SNC para os músculos e glândulas. Eles são responsáveis pela movimentação dos olhos, da língua e, de forma acessória pelo movimento dos músculos látero-posteriores do pescoço.

São eles: III – nervo oculomotor; IV – nervo troclear; VI – nervo abducente; nervo acessório; XII – nervo hipoglosso. Outra classificação dos nervos cranianos são os nervos mistos. Eles são formados por fibras motoras e sensoriais. São eles: V – Trigêmeo; VII – nervo facial; IX – nervo glossofaríngeo e X – nervo vago.

Gânglios nervosos

No sistema nervoso periférico, os gânglios nervosos são um conjunto de neurônios localizados fora do SNC. Eles possuem o formato arredondado, envoltos por cápsulas encontradas nos caminhos percorridos pelos nervos.

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