Batimentos cardíacos acelerados
A taquicardia consiste em uma alteração cardíaca causada pelo aumento dos batimentos cardíacos acima de 100 bpm. A frequência que origina a taquicardia pode começar tanto nos ventrículos (câmaras inferiores do coração) quanto nos átrios (câmaras superiores).
Durante a alteração, os átrios se contraem simultaneamente, e o mesmo ocorre com os ventrículos. Esse movimento de contração, portanto, é o que causa a aceleração dos batimentos cardíacos ou as chamadas “batidas duplas”.
Quando o coração, em repouso, mantém uma frequência entre 60 e 100 bpm é considerado normal, mas, quando esse limite é ultrapassado, o indivíduo pode estar sendo afetado por uma taquicardia.
Essa aceleração pode ser originada por diversos fatores, desde os mais simples, como a prática de um exercício físico intenso, até os mais graves, causados por palpitações provenientes de doenças cardiovasculares.

O exercício físico, como a natação, provoca a aceleração dos batimentos cardíacos. (Foto: Pixabay)
Causas da Taquicardia
Antes de relatar as causas relacionadas com a taquicardia, é importante ressaltar que a aceleração do coração provocada por algum tipo de esforço físico é algo comum, desde de que sejam cessados à medida em que a atividade física também é encerrada.
No entanto, o que torna a taquicardia preocupante é quando esses sintomas demoram mais tempo para desaparecer, porque nesses casos poderá estar relacionada a alguma lesão do miocárdio, músculo do coração que garante a circulação sanguínea. Contudo, se tratando de causas comuns, a taquicardia pode aparecer em momentos de:
• Estresse e ansiedade;
• Ataques de pânico e fobia;
• Uso do tabaco;
• Emoções fortes, como susto, sensações de felicidade ou medo intenso;
• Consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou enérgicas;
• Uso de estimulantes.
No geral, existem três tipos de classificação para a taquicardia. São elas:
Taquicardia ventricular: é o nome que se dá para a taquicardia que começa em dos ventrículos do coração. Ela ainda possui os subtipos: monomórficas- quando apresentam origem no mesmo lugar do ventrículo; polimórficas - quando têm várias origens; instáveis- quando causam a queda da pressão, estáveis - quando não altera a pressão arterial e nem o nível de consciência da pessoa.
Taquicardia atrial: é a que começa nos átrios;
Taquicardia sinusal: é aquela que tem início no nó sinusal, que são células específicas do coração.
O nó ou nodo sinusal funciona como um marcapasso natural do coração. Ele é responsável por produzir as descargas elétricas, que induzem a contração dos músculos do coração. O nodo atrioventricular recebe a atividade elétrica gerada pelo nodo sinusal e, em seguida, é liberada para todo o músculo cardíaco através do feixe de His (coleção de células cardíacas musculares) e das fibras de Purkinje (fibras musculares cardíacas especializadas).
Quando a frequência cardíaca for elevada em razão dos impulsos elétricos gerados no nodo sinusal, é que acontecerá a taquicardia sinusal. No geral, ela é um acontecimento comum, principalmente em situações onde a pessoa leva um susto ou faz algum esforço físico, já que o coração necessita de mais sangue e oxigênio.
Portanto, como foi dito, a taquicardia se torna preocupante quando essas sensações são originadas de outros pontos do coração, que não o nodo sinusal. Ou então ela é acompanhada de outros sintomas, como síncopes (desmaios), tonturas, vertigens, fadiga, falta de ar, dentre outros.
Esses sintomas, inclusive, podem estar relacionados a arritmia cardíaca, que consiste no funcionamento irregular do coração. A taquicardia é considerada um tipo de arritmia, em função dos batimentos cardíacos acelerados, entretanto, a arritmia apresenta outros quadros, como batimento cardíaco lento (bradicardia).
O tipo de arritmia mais comum é a fibrilação atrial. Ela mistura os batimentos acelerados com os irregulares. Entre as causas do seu desenvolvimento estão: anormalidade cardíaca de nascimento, dano cardíaco (infarto), ou problema na válvula cardíaca. Porém, pessoas comuns também podem desenvolver a fibrilação arterial.
Outras fatores que contribuem para o desenvolvimento da fibrilação atrial é a síndrome do nó sinusal e, em casos raros, algumas infecções virais.
Sintomas
Além dos batimentos cardíacos acelerados, a taquicardia pode vir acompanhada de outros sintomas, como:
• Confusão mental;
• Falta de ar;
• Desmaios;
• Dor no peito;
• Dificuldade para se movimento;
• Sudorese;
• Palpitações.
Diagnóstico e tratamento
Nos casos de taquicardia sinusal, desenvolvida por motivos de ansiedade, o tratamento pode ser feito com o uso de ansiolíticos, porém é importante observar a frequência dos outros sintomas que foram mencionados no tópico anterior.
Quando os batimentos do coração de uma pessoa em repouso ultrapassa os 150 bpm considera-se um caso de arritmia grave. Nesses casos, se a palpitação permanecer por mais de 30 min, é importante buscar ajuda médica.
A diferença entre arritmia e taquicardia será diagnosticada através da realização de exames específicos. Os mais indicados para esses casos são: o eletrocardiograma (ECG) e o Holter. Já os tratamentos, a depender do diagnóstico, variam entre medicamentos e cirurgias.
Nos casos mais graves de arritmia, como a fibrilação atrial, onde há um risco iminente de parada cardíaca, o médico poderá indicar a implantação de desfibrilador no coração. O aparelho é responsável por medir as palpitações do coração e aplicar um choque elétrico capaz de restabelecer o seu ritmo comum, evitando assim uma parada.