Doença infecciosa causada por bactéria
O tétano é uma doença infecciosa e não contagiosa causada pela toxina da bactéria Clostridium Ttetani. Esse micro-organismo pode ser encontrado nas fezes, na terra, em objetos enferrujados ou contaminados e afeta pessoas que apresentam ferimentos, arranhões ou cortes. Mordidas de animais infectados também podem originar a enfermidade.
Se não for tratado, o tétano pode gerar problemas no sistema respiratório, dificuldade de deglutição e espasmos musculares. Existe também o tétano neonatal, decorrente da contaminação pelo cordão umbilical em recém-nascidos.
Transmissão do tétano
A Clostridium Ttetani é uma bactéria anaeróbica (que não necessita de oxigênio para o crescimento) encontrada nas fezes dos animais e que contamina a terra, as plantas e objetos que estão enferrujados. A transmissão da doença ocorre quando os esporos da bactéria entram em contato com a parte ferida da pele, ou quando o objeto contaminado perfura o tecido. Queimaduras e tecidos necrosados também são alvo dessas bactérias.
Após entrar em contato com a pele ferida, a bactéria começa liberar a neurotoxinas tetanospasmina que se espalham pela corrente sanguínea e chegam ao sistema nervoso central. Tal substância bloqueia os sinais neurológicos e isso causa as contrações musculares, que são características da patologia.
Os cachorros podem transmitir o tétano para o corpo humano através de mordidas, mas também podem contrair a doença. Crianças que brincam com terra e pessoas que trabalham em roça ou plantação são grande foco da enfermidade. A doença não é contagiosa e a vacina é o melhor método contra o contágio.

Vacinação é a melhor forma de combater o tétano. (Foto: Pixabay)
Sintomas
Depois da transmissão, a bactéria leva de cinco a vinte dias em incubação e as primeiras manifestações começam a aparecer a partir da terceira semana. Os espasmos musculares são o sinal mais perceptível do tétano, nos casos mais agudos eles podem chegar a fraturar alguns ossos e até causar a morte dos indivíduos.
Outros sintomas da doença são:
• Febre;
• Dor de cabeça;
• Dificuldade de deglutição (engolir);
• Hipertensão;
• Taquicardia;
• Rigidez muscular (pescoço, abdômen, maxilar, nuca);
• Insuficiência respiratória;
• Suor excessivo.
Tratamento
Após as primeiras manifestações, a pessoa que está sofrendo a moléstia deve procurar ajuda médica. O especialista deve realizar diversos questionamentos sobre sintomas e fazer exame físico até chegar a um diagnóstico conclusivo. Em raros casos, o médico determina a realização de exames laboratoriais que tem a função de descartar a possibilidade de outras doenças.
O tratamento deverá ser imediatamente iniciado depois de detectada enfermidade e eliminada a possibilidade de ser raiva ou meningite. A intervenção envolve limpeza e cicatrização da ferida, além do uso de medicamentos contra os sintomas e para aliviar as dores. Antibióticos, antitoxinas, sedativos devem ser devem ser prescritos pelo especialista. Em casos extremos será necessária a utilização de tubos de oxigênio pelos pacientes.
Além do tratamento principal, os médicos ainda recomendam:
• Repouso;
• Ingestão de líquidos;
• Alimentação saudável e regular;
• Limpeza da ferida.
Prevenção
A vacinação infantil e de adultos é a melhor forma de prevenir o tétano. As primeiras doses da DTP (dupla bacteriana que protege contra difteria e tétano) devem ser administradas nos 2, 4 e 6 meses e aplicado um reforço aos 15 meses e, posteriormente, aos 4 anos. Depois, a vacina deve ser novamente tomada a cada 10 anos.
Todas as pessoas devem tomá-la, principalmente os menores de cinco anos e maiores de 60, já que tem os maiores índices de contágio pela bactéria. As grávidas que não foram vacinadas nos últimos devem tomar a de reforço.
Outros tipos de vacina são:
• Antitetánica (ATT): age apenas contra o tétano é aplicado em adultos;
• Tríplice bacteriana (DTP): proteção contra o tétano, a difterina e coqueluche;
• Duplo adulto (dT): age contra difteria e tétano;
• Tetravalente (DTP+Hib): contra o tétano, a difteria, a meningite e a coqueluche.
Outras importantes medidas para prevenir a doença são: limpar as feridas e retirar o tecido morto, cobrir os aranhões e cortes para que eles não entrem em contato com poeira ou terra, limpar ou jogar fora os objetos pontiagudos sujos ou enferrujados.
Tétano Neonatal
Uma das maiores recomendações médicas é que as grávidas realizem a vacinação antes do parto. Isso porque os filhos das mães vacinadas apresentam imunidade passiva transitória por dois meses de vida. Se a prevenção não for realizada, os recém-nascidos podem ser contagiados pela enfermidade caso os instrumentos médicos não sejam devidamente esterilizados.
O tétano materno e neonatal (TMN) ocorre quando o cordão umbilical entra em contato com instrumentos infectados com a bactéria. Ele acomete os bebês com até 28 dia e se manifesta por meio da dificuldade em mamar, choro frequente, irritabilidade e até as contraturas musculares.
O tétano neonatal pode gerar a morte de 70% das crianças contagiadas. Os países subdesenvolvidos e onde a higienização dos instrumentos é inadequada têm altos índices de transmissão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2017, o tétano era responsável pela morte de mais de 10.000 recém-nascidos no continente americano. Os países das Américas, entretanto, conseguiram eliminar definitivamente o tétano materno.