Podendo ser subdivididas em sete formas diferentes
Estruturadas em sua maioria das vezes no subsolo, os tipos de raízes das plantas podem ser classificados e divididos de diversas formas. O principal objetivo é fixar a planta no solo, além de servir como ponte de absolvição de sais minerais e água, que são fundamentais para o crescimento da vegetação.
As raízes são compostas por diversas áreas. Uma das mais importantes se chama coifa, que é a região composta por células responsáveis pela proteção da parte onde elas ficam e da produção de um lubrificante que contribui para o processo de penetração da raiz no solo.
As suas classificações são feitas a partir do ambiente na qual vivem, bem como as funções que são capazes de desempenhar. As divisões são feitas em:
• Raízes Terrestres
• Raízes Aéreas
• Raízes Aéreas
• Raízes Aquáticas
Ressaltada a sua importância, vale lembrar que, no processo de germinação de uma semente, a primeira fase de estruturação de uma vegetação é feita através da raiz, que também pode ser chamada de radícula.
Após o período inicial, é formada a raiz principal, que dá espaço para o crescimento de outras raízes, definidas como raízes secundárias.

Diversos tipos de raízes podem ser encontrados na natureza. (Imagem: Pxhere)
Tipos de raízes
Como foi dito anteriormente, de acordo com o local, objetivo e tipo de plantação, as raízes podem ser definidas em diversos tipos, que são:
Raízes pivotantes
Essas raízes, também denominadas como principais, se destacam em comparação com as outras em virtude do seu comprimento, além de ser capazes de obter raízes secundárias. Alguns exemplos de onde podem ser encontradas são as plantações de café, feijão, laranjeira, entre outras.
Raízes fasciculadas
O grande diferencial desses tipos de raízes é que elas crescem em formato de cabeleira, sem ser necessário o apoio de um eixo central. Elas são caracterizadas pelas raízes finas, que crescem a partir de um ponto específico, tendo o mesmo diâmetro. Alguns exemplos de onde elas podem ser encontradas são as plantações de milho, cebolinha, cana, bem como na grama, entre outras.
Raízes tuberosas
Esses tipos de raízes são definidos por crescerem debaixo da terra e suas brotações são realizadas em um pedaço do caule, mais precisamente na coroa do caule. Elas podem ser encontradas nas plantações de cenoura, batata-doce, nabo, mandioca e beterraba.
Raízes adventícias
As raízes adventícias caracterizam-se por surgir de qualquer parte do caule ou das folhas, e penetrando no solo.
Desenvolvem-se em algum tipo de suporte e podem ser encontradas em plantas epífitas (que vivem sobre outros vegetais), como as orquídeas. É importante lembrar que esse tipo de raiz não é parasita e não causa nenhum tipo de prejuízo para a planta suporte.
Raízes escoras
Elas também podem ser chamadas de raízes suporte. Esse tipo de raiz se desenvolve a partir de algumas regiões do caule e se fixam no solo. A principal função é aumentar a sustentação da planta. Ela pode ser encontrada na plantação de milho, por exemplo.
Raízes respiratórias
São raízes que crescem em direção à superfície e fornecem oxigênio as partes submersas. Apresentam orifícios chamados pnemátodos em toda a sua expansão. Estas raízes atingem até o nível das marés mais altas. É comum encontrarmos esse tipo de raiz em manguezais.
Também chamadas de pneumatóforos, elas são encontradas em algumas plantas que se desenvolvem em locais alagadiços, como mangues, em que o solo é normalmente pobre em oxigênio.
Raízes estranguladoras
Elas são definidas como raízes parasitas que, ao crescerem, envolvem a superfície do tronco do vegetal hospedeiro. Com esse crescimento, é formado uma rede que vai espalhando, impedindo o crescimento da planta hospedeira, que em sua maioria acaba morrendo. Um exemplo de planta que possui esse tipo de raiz é o mata-pau.
Regiões das raízes
Coifa ou caliptra: região responsável pela proteção do tecido vegetal que favorece o crescimento da planta. Além disso, é uma área rica em amido.
Zona lisa: local onde apresenta os primeiros tecidos que estendem a raiz.
Zona pilífera: obtém o desempenho de absorver os nutrientes da terra.
Zona suberosa: é a área das ramificações.
Colo ou cole: também definida como a área da mudança entre a raiz e o caule.