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Vesícula biliar

Postado por Ana Cláudia Oliveira em 24/04/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Aliada da digestão


A vesícula biliar é um órgão que fica atrás do fígado e ajuda na digestão dos alimentos. Ela é uma pequena bolsa que guarda a bile: líquido verde que dissolve as gorduras. Assim como os rins, a vesícula biliar pode produzir cálculos, ou seja, pedras. Essa produção acontece por diversos tipos de irregularidades no sistema digestivo e/ou na alimentação.


Indicação da vesícula biliar no corpo humano. 
(Foto: Flickr)

A bile


Também conhecida como bílis, a bile é um líquido verde e amargo que o fígado produz e a vesícula reserva. A bile é composta por água, bicarbonato de sódio, pigmentos, gordura, sais inorgânicos e colesterol. O líquido da vesícula é formado também por ácidos, sendo o principal o ácido clorídrico. Esses ácidos são os componentes que ajudam na digestão da gordura.

Trajetória da bile


Esse líquido é produzido pelo fígado e armazenado na vesícula biliar. A bile circula pelos ductos biliares e pela vesícula até chegar ao intestino, onde emulsiona as gorduras permitindo que as pequenas partículas lipídicas aumentem de tamanho, finalizando o processo de digestão.

Problemas na vesícula biliar


Apesar de ocupar uma pequena parte no corpo humano e de vários outros animais, a vesícula biliar tem uma função muito importante na digestão. Quando esse órgão deixa de funcionar como deve, o corpo reage de formas desconfortáveis, apresentando sintomas como enjoos, vômitos, diarreias, além de fortes cólicas abdominais. O mau funcionamento geralmente deve-se a presença de tumores ou pedras que atrapalham a passagem da bile.

Pedras na vesícula


A principal irregularidade que pode acontecer na vesícula biliar é o surgimento de pedras. Os cálculos na vesícula são formados principalmente por colesterol e sais biliares. Eles podem apresentar diversos tamanhos, podendo ser pedras pequenas, parecidas com grãos, enquanto outras podem ser do tamanho da vesícula.

Pedras extraídas de uma vesícula. (Foto: Wikipédia)


Os sintomas variam muito. Há pessoas que levam anos e até a vida inteira sem apresentar sinais do problema, outras têm variações leves, enquanto algumas têm grandes transtornos. O indivíduo com pedras na vesícula biliar pode apresentar:


• Intolerância a alimentos gordurosos;

• Dor no lado direito do abdômen;

• Dor de cabeça;

• Distensão abdominal;

• Enjoos;

• Vômitos;

• Diarreias;

• Dor nas costas;

• Cólicas na parte superior do abdômen.


Tratamento para pedra na vesícula


Existem remédios que aliviam os sintomas das pedras na vesícula. Dietas especiais, indicadas por médicos, também ajudam no dia a dia do paciente que sofre com o problema.

O que realmente trata os cálculos biliares é a cirurgia. Geralmente o médico, junto com a decisão do paciente, opta por retirar toda a vesícula, porque se ela produziu pedras provavelmente produzirá mais, sendo necessária nova cirurgia. As pedras surgem por causa de maus hábitos alimentares, deficiência do fígado ou predisposição genética.

Colecistite


A colecistite é uma inflamação da vesícula biliar. Geralmente ela é causada pela presença de pedras no órgão. Essa enfermidade na vesícula causa grandes transtornos porque tem sintomas fortes e desconfortáveis, tais como:

• dor abdominal que dura mais de seis horas;
• febre;
• náuseas.

A colecistite pode ser aguda ou crônica. A forma aguda da doença é súbita, ou seja, surge de uma para outra, rapidamente. Começa com uma dor intensa no abdômen.

Cerca de 95% das pessoas que apresentam a colecistite aguda tem pedras na vesícula. Quando a inflamação dá sinais e não apresenta os cálculos característicos, os médicos diagnosticam a pessoa com colecistite alitiásica, que surge por acúmulo de lama na vesícula. Essa lama é composta por substâncias parecidas com as das pedras. A colecistite se torna crônica após várias crises da versão aguda da doença.

Outras doenças da vesícula biliar


• Doença da vesícula biliar de cálculos crônicos;

• Gangrena ou abscessos;

• Formações de tecidos (pólipos) na vesícula;

• Defeitos da vesícula biliar presentes no nascimento (congênito);

• Colangite esclerosante;

• Tumores da vesícula biliar e do ducto biliar.


Vídeo laparoscopia – um assunto relacionado


A vídeo laparoscopia é uma técnica de cirurgia menos invasiva. Isso porque para realizar o procedimento, o médico faz cerca de três furos no abdômen para alcançar a área que precisa ser corrigida. Ao contrário da cirurgia convencional ou aberta, em que é necessário realizar um grande corte no abdômen do paciente.

A cirurgia realizada pela vídeo laparoscopia pode ser feita para correção de diversos problemas na região, mas o procedimento mais conhecido é a colecistectomia: a retirada da vesícula biliar.

O cirurgião faz os furos na região da vesícula e com uma micro câmera anexada a uma espécie de mangueira ele visualiza a região da vesícula e extrai o órgão.

Essa técnica é muito bem avaliada pela área médica porque tem pouco corte, pouco sangramento, dura menos tempo e a recuperação do paciente é mais rápida.


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