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Zika

Postado por Alana Caiusca em 14/02/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Doença transmitida pelo Aedes aegypt


Zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypt – mesmo causador da dengue e chikungunya , que causa aos seus portadores sintomas como febre, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Em casos mais graves, o vírus pode causar danos neurológicos como a Síndrome de Guillain-Barrè e microcefalia em bebês. 

Entre os anos de 2015 e 2016, o mundo passou por uma epidemia de Zika, foram registrados casos nos cinco continentes. No Brasil, a doença teve seu primeiro caso registrado em 2015 e até ao final de 2016 afetou de 10% a 15% da população brasileira. 

Descoberta do vírus Zika

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em 1947 em um macaco-rhesus, capturado na floresta de Zika, em Uganda. A infecção em humanos aconteceu na Nigéria, em 1954. Sua chegada ao Brasil é baseada em três teorias:

• Introdução por meio da Copa das Confederações, em 2013.
• Introdução por meio durante a Copa do Mundo, em 2014;
• Introdução através de atleta oriundo da Ásia que estava com a viremia (presença de vírus no sangue) e participou de um evento de canoagem no Rio de Janeiro, em 2014. 

Quanto as suas características, o vírus Zika pertence ao gênero flavivírus, assim como o Dengue Vírus (DENV) e Febre Amarela (YFV). É classificado também como um arbovírus – tipo de vírus transmitido aos humanos por artrópodes hematófagos, a exemplo do mosquito. 


Cápside do vírus do Zika. (Foto: Wikipédia)

O ciclo de vida do Aedes aegypti

O Aedes aegypti é uma espécie de mosquito proveniente da África, mas atualmente está presente por quase todo o mundo, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais. Ele adapta-se bem em zonas urbanas e precisa de água parada (não necessariamente limpa) para se reproduzir. 

O ciclo de vida do mosquito começa quando a fêmea deposita os seus ovos na água parada ou na borda de recipientes que possam acumular o líquido, por exemplo, borda de baldes, bacias e latas de lixo, além de bromélias e pratos de plantas. Esses ovos podem permanecer por até 450 dias em um local seco à espera de água para eclodir. 

A eclosão ocorre quando a água entra em contato com o recipiente dando origem às larvas, que possuem cabeça, tórax e abdômen. A fase larval possui quatro estágios, com uma média de cinco dias.

Da larva surge a pulpa, estágio no qual o futuro mosquito possui um formato de vírgula e não se alimenta. Após dois dias, a pulpa se transforma em mosquito, que se alimenta de frutos e sucos de alguns vegetais, além de desenvolver um padrão de cor característico: listras e manchas brancas em um corpo preto. 

Ao alcançar a fase adulta, após alguns dias o mosquito já está apto para a cópula, que geralmente acontece durante o voo. Após fecundada, a fêmea precisa de sangue para amadurecer os seus até 3 mil ovos. É nesse momento que pode acontecer a transmissão do vírus. 


Até então, sabe-se que a principal forma de transmissão do vírus da Zika é através da picada do mosquito Aedes aegypti. Não há evidências de transmissão do vírus por meio do leite materno, da urina, do toque e da saliva, apesar de serem encontrados vestígios nesses fluidos. 

Há indícios de que o Zika pode ser sexualmente transmissível. Em função disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o guia de prevenção da transmissão sexual do vírus Zika. O órgão recomenda a prática de sexo seguro e  para os casais que desejam conceber um filho, que observem se apresentam algum dos sintomas da doença. 

Dengue, Zika e Chikungunya: entenda a diferença

A Zika apresenta sintomas de uma doença leve e pode até ser confundida com a dengue. Após a picada do mosquito, a pessoa infectada apresenta os primeiros sintomas em até três dias. 

Confira abaixo na tabela os principais sintomas da dengue, chikungunya e zika:


Sintomas

Dengue

Chikungunya

Zika

Febre

Febre alta (>38º)

Febre alta (>38º)

Ausente ou baixa

Dores nas articulações

Dores leves

Dores intensas

Dores moderadas

Manchas vermelhas na pele

Não aparece de imediato

Após 48 horas

Quase sempre presente

Coceira

Leve

Leve

Moderada ou intensa

Vermelhidão nos olhos

Leve

As vezes presente

Presente em 50% dos casos

Dores musculares

Quase sempre presente

Presente em 30% dos casos

Presente em 65% dos casos

Sangramentos

Moderado

Leve

Ausente


Diagnóstico, tratamento e prevenção

Em 80% dos casos, os sintomas da Zika não são visíveis, por esse motivo o diagnóstico mais seguro é realizado através de três tipos de exames:

Isolamento viral: técnica complexa, geralmente restrita a laboratórios de pesquisa;
RT-PCR: detecção do material genético do vírus, frequentemente realizada nos primeiros dias de doença;
Sorologia: junção de vários métodos, podendo ser realizada após do RT-PCR com resultado negativo.

O tratamento da vírus Zika consiste em medicamentos também utilizados para dor e febre, além de descanso e reposição de líquidos. O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios não são indicados, pois podem aumentar o risco de hemorragias. 

Como o Aedes aegypti é o principal vetor do vírus, a melhor prevenção consiste na eliminação do mosquito. Confira algumas dicas:

• Coloque tela nas janelas;
• Limpe as calhas;
• Use de repelentes;
• Evite o acúmulo de água;
• Coloque areia nos vasos de plantas.

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