Utilizada para manipular e entreter
- Falácias formais
São as que dizem respeito a um tipo de raciocínio. Esse tipo de falácia está no campo da lógica. Temos como exemplo:
Quando chove, a grama fica molhada.
A grama está molhada hoje. Logo, choveu.
- Falácias não-formais

No discurso político, esse recurso é utilizado de forma persuasiva com o objetivo de convencer o eleitor. (Imagem:Pixabay)
Outros tipos de falácia
O norte-americano Irving M. Copi, filósofo que escreveu “Introdução à lógica” estabeleceu uma sistematização das falácias, e as separou em dois grandes grupos: falácias de relevância (argumentum ad hominem ou argumento contra o homem, argumentum ad ignorantiam, que quer dizer argumento por ignorância, argumentum ad verecundiam, que significa apelo à autoridade e argumentum ad populum, ou argumento ao povo) e falácias de ambiguidade, compõem esse grupo a falácia do equívoco, falácia da ênfase, da composição e a anfibiologia.
Argumentum Ad Hominem
Esse tipo de falácia tem por objetivo atingir a pessoa que expressou (contra o homem) o argumento. Um exemplo:
Quando alguém diz: Sou a favor da descriminalização das drogas.
A pessoa que ouve a frase responde: Só sendo uma usuária de drogas para ser a favor dessa ideia.
Perceba que a resposta não está embasada em algum argumento que comprove os malefícios da descriminalização das drogas, mas busca atingir de forma pessoal quem a enunciou.
Argumentum Ad Ignorantiam
Essa é uma falácia lógica que busca comprovar que algo pode ser falso ou verdadeiro a partir de uma ignorância anterior sobre aquele tema.
Esse tipo de falácia possui a seguinte estrutura lógica:
Não conheço X ou sobre X;
Portanto, X não existe ou não serve.
Exemplo: Não há mais acusações de corrupção, isso porque, não existe corrupção no Brasil.
Argumentum ad verecundiam
Consiste em validar um argumento em cima da reputação de alguém. A conclusão desse raciocínio se baseia tão somente na credibilidade de quem a expõe ou pratica uma ação.
Exemplo: O cantor Zeca Pagodinho consome bebidas alcoólicas. Logo, ingerir bebidas alcóolicas deve ser algo bom.
Fora os efeitos de relaxamento que o consumo do álcool pode trazer, esse raciocínio deixa de lado situações prejudiciais causadas pela bebida, como acidentes de trânsito, risco de câncer, violência. Há também o fato de que mesmo sendo um cantor de relevância no cenário nacional, ele não é uma referência na área da saúde.