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Humanismo Renascentista

Postado por Mayanna Marques em 09/11/2020 e atualizado pela última vez em 16/11/2020

Movimento intelectual e filosófico ocorrido na Europa


O Humanismo Renascentista surgiu a partir das concepções do Renascimento, entre os séculos XIV e XVI. O movimento, que surgiu na Itália, foi o marco principal da transição da Idade Média para a Idade Moderna, apresentando às áreas da arte, cultura, ciência, economia, política, filosofia, e muitas outras, novos valores e interesses.


Com uma perspectiva diferente da época do período medieval, o pensamento da renascença era voltado à razão, colocando o homem em uma “posição central” diante de tudo e assumindo um papel questionador. E foi justamente o humanismo a característica mais marcante do período. Entenda mais sobre o assunto e confira como essas ideias influenciaram os países europeus.


Concepções do Humanismo Renascentista


O Humanismo Renascentista foi um movimento intelectual e filosófico que atingiu diversos setores da sociedade europeia entre os séculos XVI e XVI, mas, sobretudo, as área da educação e da cultura.


Nestas esferas, os ensinamentos de novas disciplinas como poesia, história, filosofia, e a interpretação do cristianismo usando como base as ideias de Platão, foram premissas para as novas formas de pensar e estilos da época. Muito mais que isso, os estudos passaram a inspirar pensadores do século seguinte e também a influenciar no comportamento do homem, além de provocar reforma nas universidades e criação de colégios para estudos em todo o continente europeu.


Os humanistas acreditavam na capacidade intelectual ilimitada do homem e estimulava a divulgação de conhecimento, o que desafiava a política e a religião. O surgimento da imprensa no século XV, realizado por Johann Gutemberg, impulsionou ainda mais essas concepções, pois as publicações e circulação de textos aumentaram na Europa.


Culturalmente, a visão centrada em Deus deixa de existir e o homem passa a ser visto como a razão e a natureza, e responsável pela construção dos seus valores. As teorias passam a seguir instintos e criatividade, deixando para trás o teocentrismo medieval que lhe impunha valores como a negação dos pensamentos científicos e da filosofia racional.

A valorização da cultura greco-romana era uma das características do movimento Humanismo Renascentista. Na arte, os artistas buscavam representar o homem e a natureza com riquezas de detalhes e dando a máxima impressão de realidade. Nas pinturas e esculturas, o corpo humano passou a ser valorizado, e na arquitetura os templos religiosos e palácios seguiam as linhas clássicas.

Assim, o Humanismo Renascentista se consagra como um forte movimento que se espalhou em toda a Europa, não negando o valor da religião, mas sim questionando algumas ideias impostas pela igreja. Além do antropocentrismo e do racionalismo, ainda é possível destacar o individualismo, como uma das características mais marcantes do período.


Imagem de perfil do filósofo Giovanni Pico Della Mirandola.

Giovanni Pico Della Mirandola foi um dos filósofos mais influentes do Humanismo Renascentista. 
(Imagem: Wikimedia Commons)


Filósofos e Intelectuais Humanistas


Com a evolução do movimento Humanismo Renascentista, as atividades intelectuais ganharam mais liberdade e tais ideias, apesar da nova perspectiva antropocêntrica, ainda chocava com as expectativas da época medieval, devido à sua forte ligação com a igreja.


Os humanistas chamavam a Idade Média de “Idade das Trevas” e defendiam que o homem não dependia da vontade divina para traçar o seu caminho. Pensamentos como este pode ser encontrado em obras como “Discurso sobre a dignidade do homem”, de Giovanni Pico Della Mirandola.


O filósofo foi considerado um dos representantes mais importantes do Humanismo Renascentista. Sua tese era de que o homem, como ser racional, tem capacidade para fazer escolhas.


Sua obra exalta a natureza humana e tenta conciliar religião com a filosofia, afirmando que o estudo dessa ciência é importante para aqueles que buscam a verdade e a sabedoria. Além dele, outros intelectuais apoiaram-se na ideologia do humanismo ressaltando essa linha de pensamento na literatura, poesia e arte, tais como:


  • Francesco Petrarca
  • Giovanni Boccaccio
  • Erasmo de Roterdã
  • Michel de Montaigne
  • Giovanni Pico della Mirandola
  • Marsílio Ficino
  • Gasparino Barzizza
  • Francesco Barbaro
  • Jorge de Trebizonda
  • Guarino de Verona
  • Michelangelo
  • Donatello
  • Raphael Sanzio

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