A lua fica no meio, entre a terra e o sol
O Eclipse Solar é um fenômeno que, para acontecer, depende de vários fatores. Ele projeta dois campos bem delimitados sobre a superfície da Terra: a umbra e a penumbra. A região umbral é o local onde o eclipse se manifesta em sua totalidade, onde fica 100% escuro durante o fenômeno. Já na região penumbral acontece o eclipse de forma parcial, com uma sombra rápida.

O Eclipse Solar é um fenômeno astronômico que impressiona por sua intensidade. (Foto: Max Pixel)
É, portanto, uma ocorrência incomum que acontece quando a lua se encaixa entre a Terra e o sol e acaba ofuscando de forma parcial ou total os raios de luz em uma estreita faixa terrestre. No momento em que ocorre, é provável olhar para o sol e ver apenas um anel exterior, ou então, não conseguir ver nada.
Vale destacar surgimento de dois eclipses solares idênticos é mais difícil de acontecer. Tudo depende do quanto a órbita lunar esteja inclinada e também de qual seja distância que a Terra está com relação à lua e o sol. A sombra projetada vai depender da distância para ser completa ou não.
História do eclipse solar
A palavra eclipse tem origem no termo grego “ékleipsis” que significa desaparecimento. Existem alguns registros que relatam a existência de eclipses há milênios atrás, na Babilônia, em 2.138 a.C.. Como naquela época não existia muita instrução nem conhecimento sobre o fenômeno, quando se tinha notícia ou se via esse acontecimento, logo era associado à mitologia.
Depois que aconteceu um eclipse total na Grécia, em 1.184 a.C., foi imediatamente associado a uma assustadora manifestação de fúria dos deuses. Os registros de eclipses que ocorreram nesse período ajudaram a marcar a cronologia, especialmente na Grécia Antiga, no Império Romano e no Oriente Médio.
Fases do eclipse solar
Em todos os eclipses é possível observar sombras inconstantes se movendo pela superfície da Terra. No anel de diamante surgem os últimos raios de luz opaca, também conhecido como fotosfera. Nessa etapa existe a possibilidade de visualizar os ventos solares com mais nitidez. O céu ganha a coloração azul acinzentado e ao mesmo tempo horizonte permanece iluminado.
O processo de formação do eclipse solar possui fases distintas. Primeiro sua temperatura e luminosidade baixam e acontece o contato entre a lua e sol. Depois disso, é formada uma coluna de sombra no oeste que se move rápido (cerca de 2.800km/h), e com isso a temperatura pode cair até 10 °C, além de haver ventanias.
O fenômeno do eclipse é muito parecido com o momento que antecede o anoitecer, conhecido como crepúsculo. As estrelas e alguns planetas reluzem mais e só nessa hora é possível olhar diretamente para o eclipse, sem a necessidade de um protetor ocular. Geralmente, os eclipses solares possuem em média sete minutos de duração.
Tipos de eclipses
Quando a lua está perto da Terra e esta longe do sol, a sombra que se forma é completa. Caso a lua fique mais distante da Terra, a sombra que se forma é incompleta. Por esse motivo, a classificação dos eclipses solares é:
• Eclipse Solar Parcial: acontece quando somente uma parte da luz do sol é coberta pela lua. Há um bloqueio parcial da luminosidade solar.
• Eclipse Solar Total: acontece quando toda a luz do sol fica bloqueada pela lua. Essa modalidade ocorre cerca de 400 em 400 anos no mesmo lugar do planeta terra.
• Eclipse Anular ou Anelar: acontece quando a lua não tem o tamanho suficiente para cobrir todo o sol. Isso faz com que a lua consiga cobrir apenas o centro do disco solar, formando uma espécie de anel resplandecente.
• Eclipse Híbrido: é quando acontece o eclipse total em determinados pontos de visão e em outros, o eclipse é anelar por causa do grau de inclinação da órbita lunar.
Quando ocorre o eclipse solar
O eclipse solar ocorre somente na época de lua nova, quando esta se insere entre a Terra e o sol. Esse fenômeno não ocorre com frequência porque as órbitas da Terra e da lua têm formatos e posições diferentes.
Quando a órbita da Terra gira em torno do sol, ela não fica no mesmo plano que a órbita lunar quando gira em torno da Terra. A lua atravessa o plano orbital terrestre duas vezes por ano. Isso ocorre por conta da inclinação de seu deslocamento em relação ao eixo terrestre de 5 °C.
Apesar de existir a necessidade da fase da lua nova com as posições nodais e orbitais semelhantes, há um período cíclico para que ocorram os eclipses. Eles sempre voltam a acontecer na mesma ordem e com as mesmas características do período anterior.
Período de Saros é o nome desse ciclo, que possui aproximadamente 18 anos e 11 dias (6.585,3 dias). Por meio dele é possível prever as épocas em que os eclipses praticamente idênticos podem acontecer. A depender das condições climáticas, podem ocorrer no mínimo dois e no máximo cinco eclipses solares durante o ano.
Eclipse solar X Eclipse lunar
Eclipses solares ocorrem quando a lua está na fase nova, já os eclipses lunares ocorrem quando a lua está na fase cheia. O sol fica na linha de encontro entre o plano da órbita lunar e a órbita solar, denominado de Linha dos Nodos. Se não existisse a inclinação entre os planos das órbitas, haveria um eclipse solar a cada lua nova e um eclipse lunar a cada lua cheia.
Sabendo que o eclipse solar ocorre quando a lua fica entre a Terra e o sol e o eclipse lunar ocorre quando a Terra fica entre a lua e o sol, fica claro que o fenômeno lunar é o momento em que a lua invade a sombra da Terra. Os eclipses em sua maioria, acontecem quatro vezes ao ano, sendo dois solares e dois lunares.

O Eclipse Solar acontece pelo menos duas vezes ao ano. (Foto: Wikipédia)
Curiosidades do eclipse solar
• Binóculos e telescópios só podem ser utilizados com a utilização de filtros especiais para esse fim específico e o ideal é não exagerar na observação.
• Em 15 de janeiro de 2010 aconteceu o eclipse solar anelar mais longo de todo o milênio, sua duração foi de 11 minutos e 7,8 segundos, quando normalmente, sua duração máxima é de 7 minutos.
• Especialistas recomendam observar o eclipse por alguns segundos apenas e com a devida utilização de óculos específicos. Óculos de soldar com tonalidade superior a 14 é uma opção segura.
• Não é recomendável visualizar o fenômeno do eclipse a olhos nus, por que as radiações que emanam do sol podem queimar o tecido ocular. Também não pode usar óculos escuros, filmes velados e radiografias.
• O eclipse solar parcial é o mais nocivo para se visualizar a olhos nus, por causa do brilho do sol que continua praticamente igual.