São estudos desenvolvidos por Albert Einstein
A Teoria da Relatividade é formada por dois estudos: Relatividade Restrita (1905) e Relatividade Geral (1915).
Estes estudos foram desenvolvidos pelo físico alemão Albert Einstein, cujo objetivo é esclarecer algumas lacunas deixadas pelas leis de Newton. Uma das principais pressuposições criadas pela Teoria da Relatividade é que o tempo não é igual para todos, podendo variar conforme a velocidade, a gravidade e o espaço percorrido. Além disso, estabelece uma relação espaço-tempo como unidade.
Uma das grandes descobertas da Teoria da Relatividade é a velocidade da luz, da sua natureza e do efeito de tudo o que presenciamos no universo.

Entre as diversas horarias, Albert Einstein foi eleito
a pessoa do século, na última edição da Time de 1999.
(Foto: Pixabay)
Principais pontos da Teoria da Relatividade
• O tempo é relativo e não absoluto como se pensava.
• Espaço e tempo não podem ser desvinculados.
• A gravidade é uma deformidade no tecido espaço tempo, causada pela densidade dos corpos celestes.
• A velocidade da luz é uma constante em todo universo, estando a 300 mil m/s, e nada pode superar esta velocidade.
• Energia é igual a matéria e matéria é igual a energia. E=mc2
• Viajar em velocidade próxima à da luz, faz com que o tempo passe mais devagar.
• Orbitar regiões de alta gravidade faz com que o tempo passe mais devagar.
Relatividade Restrita
A Teoria da Relatividade Restrita ou Teoria Especial da Relatividade (TRR), foi publicada por Albert Einstein em 1905, através do artigo “A Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento”.
Na Relatividade Restrita existe um conjunto de referenciais privilegiados, chamados de referenciais inerciais, no qual todos os fenômenos físicos devem ter a mesma descrição.
A partir do conhecimento da Teoria da Relatividade, foi possível estabelecer que a velocidade da luz, no vácuo, em relação a um referencial, é constante em relação a todas as direções que ela pode ser medida.
Mesmo quando o referencial inicial está em movimento em relação a um outro referencial, ela continua com a mesma velocidade 299.792.458 metros por segundo (m/s), onde o tempo utilizado na definição é o segundo. Assim temos que a velocidade da luz é de 299.792.458 metros, aproximadamente 300 mil quilômetros, ou ainda 0,002 UA.
Com a descoberta de que a velocidade da luz é constante em todo o universo, quando paramos para observar durante a noite as estrelas no céu, existe uma grande possibilidade delas não existirem mais no universo, pois muitas delas estão a distâncias muito maiores a da velocidade da luz. O que vemos na verdade é a luz dessas estrelas que viajam até o nosso planeta.
Desta forma, ao observar um céu noturno estamos na verdade observando o passado de galáxias, estrelas e cometas, que dependendo da sua distância podem até ter deixado de existir.
Quando um objeto aproxima-se da velocidade da luz, em qualquer sistema, a quantidade de energia diferencial requerida para ampliar a sua velocidade aumenta de forma rápida até ao infinito, tornando impossível alcançar a velocidade da luz.
Com o desenvolvimento da Relatividade Geral, esta distinção entre referenciais inerciais e outros referenciais deixa de existir, passando a ser escrita da mesma forma em todos os referenciais, sejam eles inerciais ou não, ou mesmo não cartesianos.

Fórmula obtida a partir da teoria de Einstein, onde E = energia de repouso, M = massa e C = velocidade da luz.
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Teoria da Relatividade Geral
A Teoria da Relatividade Geral, ou relatividade geral foi criado pelo físico teórico Albert Einstein e apresentado na Academia Prussiana de Ciências, em 1915. O estudo afirma que a gravidade, nada mais é do que distorções que uma massa provoca em um tecido espaço-tempo.
Segundo Einstein a gravidade não é uma força, mas uma consequência da curvatura do espaço-tempo. Para ele, todos os corpos celestes estão localizados em cimas de uma malha de tecido espaço-tempo, que dependendo da massa desses corpos pode criar distorções no tecido.
A partir daí, quando a luz aproxima-se de um campo gravitacional de um planeta ou estrela, tende a se curvar devido a mudança da sua trajetória. Desta forma, a luz passa a acompanhar a curvatura da malha do tecido espaço-tempo.
O estudo da relatividade prevê que o tempo passa de forma diferente em diversas situações, sendo uma delas representadas pela velocidade, na qual o tempo passa mais devagar para quem navega em alta velocidade.
O Paradoxo dos gêmeos, foi um experimento utilizado para definir que viajar em velocidade próxima à da luz faz com que o tempo passe mais devagar.
A experiência mental retrata um homem que faz uma viagem ao espaço em uma nave de grande velocidade. Porém, na volta para casa, este homem volta com aspecto mais novo do que o seu irmão gêmeo que ficou na terra movendo-se a velocidades cotidianas.
Para a Teoria da Relatividade Geral, o buraco negro é um lugar no espaço que nada pode escapar, nem mesmo as partículas que se movem na velocidade da luz, pois a velocidade de escape desses corpos massivos é superior a velocidade da luz.
Desta forma, temos outra forma do tempo passar mais lento, que é orbitando com o corpo celeste de grande densidade, como um buraco negro ou uma estrela de nêutrons.
De acordo com a Teoria da Relatividade, só é possível viajar para o futuro em duas situações: viajando a altíssima velocidade, próxima a velocidade da luz ou orbitando em uma região cuja a gravidade é muito alta.