Própria para consumo dos seres vivos
Água potável é aquela que pode ser consumida pelos humanos e animais por não causar nenhum risco à saúde. Basicamente ela não possui cor (incolor), sabor (insípida), nem cheiro (inodora), além de ser livre de qualquer tipo de poluente ou contaminação.
A água é necessária para a sobrevivência dos seres vivos e ainda que a Terra seja composta por ela em sua grande parte, uma quantidade muito pequena é considerada potável (menos de 1%). Dessa porcentagem, pode-se levar em consideração ainda o problema da escassez, que tem afetado todo o mundo em decorrência de fatores como seca, poluição e sua má distribuição.
Diferenças entre água potável, tratada e mineral
A água potável pode ter uma origem natural, ou seja, de alguma fonte na natureza, e ser consumida sem a necessidade de nenhum tratamento ou pode ser tratada, exigindo alguns procedimentos para a eliminação de possíveis substâncias que podem causar malefícios à saúde.
Muito consumida de maneira geral, a água mineral é encontrada em fontes, principalmente de camadas profundas do solo, e por conta disso é rica em diversos minerais, como bicarbonato, sulfato, potássio, cálcio, magnésio, cálcio, potássio, nitrato, entre outros. Dessa maneira, ela é considerada potável.

Água potável é aquela que pode ser consumida pelos seres vivos. (Foto: Pexels)
Distribuição de água no mundo
Cerca de 71% da superfície terrestre é composta de água. Porém, 97,4% desse volume está nos mares e oceanos e, portanto, possuem uma grande quantidade de cloreto de sódio, sendo impróprias para o consumo. Outra parte encontra-se nas calotas polares, locais difíceis de serem acessados. A minoria está concentrada nos rios, lagos e águas subterrâneas.
Além disso, a água que pode ser aproveitada não é adequadamente distribuída ao redor do planeta. Enquanto alguns locais possuem grandes reservas, como Brasil, Canadá, China e Japão, outros são extremamente carentes desse recurso. É o caso dos países do Oriente e da África.
E mesmo nas nações que possuem muita água potável, a distribuição dessas reservas naturais é irregular. O território brasileiro, por exemplo, apesar de conter 12% da água superficial da Terra, possui 70% dessa capacidade hídrica concentrada na Bacia Amazônica, enquanto em locais mais povoados, como a região sudeste, chega a apenas 6%.
Por conta disso, são utilizados outras fontes de água potável, como os reservatórios subterrâneos. Alguns deles são o Serra Geral, Furnas, Alter do Chão, Aquífero Guarani e Itapecuru.
Acesso à água potável
O acesso à água potável e ao saneamento, assim como o direito à vida e liberdade, é uma garantia assegurada pela resolução de 2010 do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas). Entretanto, ainda hoje, o número de pessoas sem acesso à água potável continua grande, mesmo com o crescimento em mais de dez vezes do consumo de água per capita no último século.
Dados divulgados em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) comprovam isso: cerca de três em cada dez pessoas (em um total de 2,1 bilhões) não tem acesso à água potável em casa e seis em cada dez (4,5 bilhões) carecem de saneamento seguro, o que resulta em milhares de mortes infantis todos os anos.
Por conta disso, a ONU estabeleceu como novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas o fim da defecação ao ar livre e, consequentemente, o acesso universal aos serviços básicos até 2030. Isso contribuirá para a redução da contaminação de água e possibilitará que mais famílias tenham água potável para consumir.
Tratamento de água
A água que chega nas residências passa por um longo processo de tratamento para que, de fato, se torne totalmente potável. Dos rios, poços ou barragens, ela é levada para estações de tratamento onde passam por diversas etapas, entre elas: oxidação, coagulação e floculação, decantação, filtração, desinfecção, fluoretação, correção do PH e ortopolifosfato de sódio.
Após todas essas fases, ela sai por meio de encanamentos até chegar às casas. Nas regiões onde não há unidades de tratamento nem encanamentos, a água potável é levada à população através de caminhões-pipa.
Dessalinização
Alguns países que sofrem com a escassez hídrica tem recorrido a uma outra forma de tratamento de água: a dessalinização. Ela consiste em uma série de processos químicos que retiram da água o sal e outros componentes danosos à saúde. Porém, esse é um procedimento extremamente caro, e por conta disso, só vem sendo utilizado pelas nações que possuem muitos recursos financeiros e avanços na área tecnológica.
Apesar de existirem cinco métodos de dessalinização, dois deles são os mais conhecidos: a osmose inversa e a destilação multiestágios. O primeiro consiste na pressão sobre a água salgada, fazendo com que água e sal sejam separados. Já o segundo utiliza o vapor a uma temperatura muito alta que levam a água a diversos estágios de ebulição e condensação até chegar ao grau de pureza ideal.
O Oriente Médio é um dos principais detentores de reservas de energia, necessárias para esse procedimento, e por isso conseguiu construir grandes plantas de dessalinização. Hadera, no norte de Israel, possui a maior delas em todo o mundo e consegue, dessa forma, que 15% do consumo doméstico de água potável para sua população resulte da dessalinização.
Outro exemplo está em Eliat, também em Israel, onde toda a água consumida decorre desse processo. Jebel Ali, nos Emirados Árabes, produz 300 milhões de metros cúbicos de água por ano e em 2007, Tamba Bay, na Flórida, começou a produzir 95.000 m³ de água.