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Ano Bissexto

Postado por Márcia Macedo em 14/08/2019

Acontece de quatro em quatro anos


O Ano Bissexto é o ano que possui um dia a mais, em comparação com os outros anos que possuem 365 dias. O ano bissexto acontece a cada quatro anos e quando acontece, o ano passa a ter 366 dias. De acordo com o calendário Gregoriano, considerado o calendário universal, o dia extra acrescentado a cada quatro anos é introduzido sempre no mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias.


A Terra leva 365 dias e 6 horas para fazer o movimento de translação em volta do Sol. (Foto: Pixabay)

Ano Bissexto


O ano bissexto ocorre por causa do ano-calendário, que foi historicamente usado e tinha uma diferença em comparação com o ano lunar. Se no calendário tradicional, um ano tem a duração de 365 dias, seria necessário completar para se igualar ao calendário solar, que tem a duração de 365,25.

A diferença de 0,25 que sobra, equivale à fração de um quarto de um dia. Nesse caso, de quatro em quatro anos, sobra a diferença de exatamente um dia, em comparação com o calendário convencional e solar. O dia que sobra a cada quatro anos é exatamente o que determina o ano bissexto.

História dos Calendários


Existem algumas regras que determinam se o ano é bissexto ou não. Essas regras são distintas em três períodos específicos:

Calendário Juliano

O calendário Juliano foi criado pelo líder romano Júlio César no ano de 46 a. C. Como pontífice máximo da República Romana, Júlio César tinha a tarefa de decidir quando seria introduzido os meses intercalares no calendário romano tradicional, um calendário de tipo lunissolar.

Esse calendário esteve em vigor entre os anos de 45 a. C. até 7 d. C. O autoritário Júlio César, no final de seu governo, modificou radicalmente o calendário de Numa Pompílio (sabino escolhido como segundo rei de Roma). 

A partir de 45 a. C. e por todo o período inicial de utilização desse calendário, o dia extra era introduzido depois do dia 25 de Februarius e deveria acontecer de três em três anos. Foi nessa época, por causa da forma como os romanos contavam os dias do mês, que os anos que continham um dia a mais ficaram conhecidos como anos bissextos.

O erro da introdução dos anos bissextos de a cada a três anos em vez de a cada quatro só veio ser identificado cerca de trinta anos mais tarde. Acredita-se que esse erro tenha sido corrigido por conta da não existência de anos bissextos entre 12 a. C. e 3 d. C. Os anos bissextos do calendário Juliano acabaram sendo abandonados nesse período.

Calendário Augustiano

O calendário Augustiano entrou em vigor de 8 d. C. até o ano de 1581. O fundador do Império Romano e primeiro imperador César Augusto, corrigiu o calendário em 8 d. C. e a partir desse ano e por toda a época até o ano de 1581, o dia extra era incluído depois do dia 24 de Februarius e teria que acontecer de quatro em quatro anos.

No decorrer dos anos, a maneira de contagem dos dias do mês foi se modificando. Ao invés de ser interpretado como sendo um duplo dia 24, passou a ser interpretado como sendo um dia a mais, inserido no fim do mês de fevereiro.

O senado romano fez uma homenagem ao imperador, substituindo o nome do mês, de Sextilius para Augustus, que passou de 30 para 31 dias. Também foi retirado de Februarius, que passou de 29 para 28 dias, afetando o ponto de introdução do dia extra.

O calendário Augustiano ou Juliano/Augustiano, como também era chamado, é classificado frequentemente como uma pequena revisão do calendário Juliano, predominando o conhecimento de que o calendário Juliano prevaleceu de 45 a. C. ao ano de 1581.

Calendário Gregoriano

No ano de 1582, com intuito de corrigir o atraso acumulado, o Papa Gregório XIII mudou e acertou o calendário, que passou a ficar conhecido como calendário Gregoriano. Ficou estabelecido que o ajuste teria que ser feito de maneira que o equinócio de março caísse no dia 21 do mês em questão, estando compatível com o primeiro Concílio de Niceia (325 d. C.).

O Papa Gregório, então, solicitou estudos que concordasse com a correção dos erros dos calendários passados. O intuito do Papa era definir os ajustes conforme a Páscoa cristã unida com o equinócio de março. Ele definiu também, uma regra mais específica para os anos bissextos.

Entre os anos de 325 e 1582 se passaram 1257 anos. Como no sistema Juliano, a cada 128 anos existia a necessidade de retirar um dia do calendário, ficou acumulado uma média de aproximadamente 10 dias (9,82 dias), depois 1257 anos passados.

Sendo assim, no ano de 1582, no período de transição entre os calendários Juliano e Gregoriano, o dia 04 de outubro foi seguido pelo dia 15 de outubro. Os 10 dias entre essas datas, foram eliminados do calendário e a sequência cronológica de contagem de tempo deixou de existir.

Com as correções, ficou estabelecido que a nova regra para calcular os anos bissextos, passando a ser da seguinte forma:

• De quatro em quatro anos ocorre o ano bissexto.
• De 100 em 100 anos não ocorre o ano bissexto.
• De 400 em 400 anos ocorre o ano bissexto.
• As últimas regras prevalecem sobre as primeiras.

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