Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul
Brics é uma sigla que representa Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – países de economia considerada emergentes. Esses países formam um grupo político de cooperação e são os membros fundadores.

A sigla Brics representa os países participantes do grupo. (Foto: Wikimedia Commons)
História do Brics
No ano de 2001, o economista britânico Jim O’Neill criou a sigla original BRIC, através de um estudo cujo título era “Building Better Global Economic BRICs”. Daí por diante, a sigla foi bastante usada e ganhou destaque como um símbolo da transformação no poder econômico global, e dessa forma acabou se afastando das economias desenvolvidas do conhecido G7 em relação ao mundo em desenvolvimento.
O grupo não é classificado como um dos blocos econômicos, nem como uma associação de comércio formal, assim como é a União Europeia. Muitos referem-se à sigla como “os Brics” ou “países Brics”, ou “Cinco Grandes”.
Brasil, Rússia, Índia e China têm demonstrado a pretensão de formar um “clube político” ou uma “aliança”, com intuito de transformar o poder econômico em constante crescimento que detêm, em uma forte influência geopolítica.
Os países participantes do grupo estão em etapas similares com relação ao desenvolvimento econômico, no que se refere ao mercado emergente. Estudiosos declararam no ano de 2005, que a Coréia do Sul e o México eram os únicos países parecidos com os Brics. Apesar disso, suas economias foram rejeitadas, por serem consideradas mais desenvolvidas.
Na realidade, essa rejeição ocorreu porque Coréia do Sul e México já integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O entendimento de igualdade e benefício mútuo entre os integrantes é observado sem interferência e total apoio ao conceito.
Desde o ano de 2009, as cúpulas dos líderes do Brics acontecem todos os anos. A letra “S” foi acrescentada à sigla BRIC para compor o Brics, em 14 de abril de 2011 e representa a inclusão da África do Sul que em inglês é South Africa ao grupo.
A entrada da África do Sul no grupo gerou muitas críticas da Comunidade Econômica Mundial. A razão dessa desaprovação se deu por que eles julgam que o desenvolvimento da África do Sul não está no mesmo nível dos outros países membros.
O economista Jim O’Neill afirmou em agosto de 2013, que o termo Brics não tinha mais razão para existir. Isso porque os países participantes tomaram outros rumos. Os países membros do grupo são vulneráveis às crises econômicas.
Características e objetivos do Brics
• Boas reservas de recursos minerais;
• Criação de um banco de reservas econômicas emergenciais;
• Diminuição, apesar de lenta, das desigualdades sociais;
• Economia estabilizada recentemente;
• Estabelecer cooperação em áreas científica, cultural, técnica e no setor acadêmico;
• Fortalecer a economia dos países membros;
• Índices sociais em processo de melhorias;
• Institucionalização do grupo Brics;
• Investimentos de empresas estrangeiras em todos setores da economia;
• Investimentos em setores de infraestrutura;
• Mão de obra em grande quantidade e em processo de qualificação;
• Mercados de capitais (Bolsa de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros;
• Níveis de produção e exportação em crescimento;
• Produto Interno Bruto (PIB) em crescimento;
• Rápido acesso da população aos sistemas de comunicação;
• Situação política estável.

Os países participantes do Brics pertencem a continentes diferentes. (Foto: Wikimedia Commons)
Banco
Em julho de 2014, na VI Conferência de Cúpula do Brics, que se realizou Em Fortaleza – Brasil, foi oficializada a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido popularmente como “Banco do Brics”.
A sede do banco fica em Xangai, na China, e o objetivo principal da instituição financeira é ser um banco de investimento e resgate para as nações participantes do grupo e auxiliar em financiamento para execução de infraestrutura nos países emergentes e subdesenvolvidos.
O Novo Banco de Desenvolvimento é uma alternativa para países que precisam de crédito para o Banco Mundial e também para o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Encontros anuais
As reuniões da Cúpula do Brics acontecem todo ano e contam com a participação de todos os líderes da organização. O Brasil vai sediar em 2019, a 11ª Cúpula do Brics, na capital federal, Brasília. Essa é a terceira vez que a nação brasileira será a sede do evento.
Sobre a presidência rotativa, a prioridade do grupo está concentrada nos acordos de cooperação em ciência, tecnologia e inovação, incentivos para economia digital, combate aos ilícitos transnacionais e financiamentos para atividades produtivas.
Confira as reuniões que já aconteceram:
• 1ª Cúpula: Ecaterimburgo – Rússia (junho de 2009)
• 2ª Cúpula: Brasília – Brasil (abril de 2010)
• 3ª Cúpula: Sanya – China (abril de 2011)
• 4ª Cúpula: Nova Délhi – Índia (março de 2012)
• 5ª Cúpula: Durban – África do Sul (março de 2013)
• 6 Cúpula: Fortaleza – Brasil (julho de 2014)
• 7ª Cúpula: Ufá – Rússia (julho de 2015)
• 8ª Cúpula: Benaulim (Goa) – Índia (outubro de 2016)
• 9ª Cúpula: Xiamen – China (agosto de 2017)
• 10ª Cúpula: Johanesburgo – África do Sul (julho de 2018)