Junção de estrelas
As constelações são áreas celestes formadas por estrelas importantes, aparentemente próximas umas das outras, vistas normalmente no turno da noite. A palavra surgiu do latim “constellatio” que significa “conjunto estelar”. De acordo com a União Astronômica Internacional (IAU), atualmente, o planeta é composto por 88 divisões geométricas celestes.
Origem das constelações
Não há indícios do período específico em que surgiram as teorias acerca das constelações, mas pinturas feitas na caverna de Lascaux, há 17.300 anos, comprovaram que habitantes antigos já haviam analisado essa junção de estrelas que, para eles, formavam figuras geométricas, imagens de animais e até mesmo de humanos.
Os gregos descreveram algumas das constelações conhecidas atualmente, sendo 48 delas relatadas por Ptolomeu. Nos séculos 16 e 17, os europeus acrescentaram as demais.
Em 1922, Henry Norris Russell, juntamente com a União Astronômica, dividiram a esfera celestial nas 88 constelações oficiais. O objetivo dessa divisão era para que houvesse um mapeamento de áreas na esfera celestial.
Das 88 constelações, 36 ficam localizadas predominantemente no céu setentrional e as outras 52 predominantemente no meridional.

As constelações podem facilmente vistas através da luminosidade das estrelas. (Foto: Pixabay)
Como reconhecer as constelações
A identificação das constelações se dá por meio da observação. Quando se pode observar um conjunto de estrelas ou corpos celestes reunidos em uma determinada região do céu, isso é denominado constelação.
Sendo assim, as principais constelações são:
• Andrômeda;
• Cruzeiro do Sul;
• Cão Maior;
• Cão Menor;
• Constelação de Órion;
• Fênix;
• Ursa Maior;
• Ursa Menor;
Elas são bastante conhecidas em virtude do brilho das estrelas, que podem ser classificadas como:
Alfa: a estrela mais brilhante;
Beta: a segunda estrela mais brilhante;
Gama: a terceira estrela mais brilhante.
Lista das constelações
Em ordem alfabética, confira a lista das 88 constelações oficiais, em latim e português:
• Andromeda, Andrômeda (mit.)
• Antlia, Bomba de Ar
• Apus, Ave do Paraíso
• Aquarius, Aquário
• Aquila, Águia
• Ara, Altar
• Aries, Áries (Carneiro)
• Auriga, Cocheiro
• Boötes, Pastor
• Caelum, Buril de Escultor
• Camelopardalis, Girafa
• Cancer, Câncer (Caranguejo)
• Canes Venatici, Cães de Caça
• Canis Major, Cão Maior
• Canis Minor, Cão Menor
• Capricornus, Capricórnio (Cabra)
• Carina, Quilha (do Navio)
• Cassiopeia, Cassiopéia (mit.)
• Centaurus, Centauro
• Cepheus, Cefeu ( mit.)
• Cetus, Baleia
• Chamaeleon, Camaleão
• Circinus, Compasso
• Columba, Pomba
• Coma Berenices, Cabeleira
• Corona Austrina, Coroa Austral
• Corona Borealis, Coroa Boreal
• Corvus, Corvo
• Crater, Taça
• Crux, Cruzeiro do Sul
• Cygnus, Cisne
• Delphinus, Delfim
• Dorado, Dourado (Peixe)
• Draco, Dragão
• Equuleus, Cabeça de Cavalo
• Eridanus, Eridano
• Fornax, Forno
• Gemini, Gêmeos
• Grus, Grou
• Hercules, Hércules
• Horologium, Relógio
• Hydra, Cobra Fêmea
• Hydrus, Cobra macho
• Indus, Índio
• Lacerta, Lagarto
• Leo, Leão
• Leo Minor, Leão Menor
• Lepus, Lebre
• Libra, Libra (Balança)
• Lupus, Lobo
• Lynx, Lince
• Lyra, Lira
• Mensa, Montanha da Mesa
• Microscopium, Microscópio
• Monoceros, Unicórnio
• Musca, Mosca
• Normai, Régua
• Octans, Octante
• Ophiuchus, Ofiúco (Caçador de Serpentes)
• Orion, Órion (Caçador)
• Pavo, Pavão
• Pegasus, Pégaso (Cavalo Alado)
• Perseus, Perseu (mit.)
• Phoenix, Fênix
• Pictor, Cavalete do Pintor
• Pisces, Peixes
• Piscis Austrinus, Peixe Austral
• Puppis, Popa (do Navio)
• Pyxis, Bússola
• Reticulum, Retículo
• Sagitta, Flecha
• Sagittarius, Sagitário
• Scorpius, Escorpião
• Sculptor, Escultor
• Scutum, Escudo
• Serpens, Serpente
• Sextans, Sextante
• Taurus, Touro
• Telescopium, Telescópio
• Triangulum, Triângulo
• Triangulum Australe, Triângulo Austral
• Tucana, Tucano
• Ursa Major, Ursa maior
• Ursa Minor, Ursa Menor
• Vela, Vela (do Navio)
• Virgo, Virgem
• Volans, Peixe Voador
• Vulpecula, Raposa
Ao longo dos anos, essas definições foram feitas por alguns cientistas, entre eles estão:
• Claudius Ptolomaeus, no Almagesto em cerca de 150 d.C.;
• Johann Bayer (1572-1625), astrônomo alemão, no Uranometria em 1603;
• Johannes Hevelius (1611-1689), astrônomo alemão-polonês, e
• Nicolas Louis de Lacaille (1713-1762), astrônomo francês, nos Memórias e Coelum Stelliferum em 1752 e 1763.
Constelações que podem ser vistas no Brasil
Do Brasil, apenas quatro das 88 constelações podem ser visualizadas. Importante destacar que essa visualização pode variar de acordo com as condições climáticas e a localização.
São elas:
Órion: Ela pode ser vista durante todo o verão e facilmente identificada no céu pela presença das Três Marias, que juntas formam o cinturão de Orion.
Hidra: Essa constelação fica mais visível entre os meses de março e abril, porém, não é tão fácil de ser encontrada, pois é ela é composta por estrelas majoritariamente com pouco brilho.
Escorpião: Durante o mês de agosto ela pode ser encontrada através de uma estrela de uma coloração avermelhada. Ela trata-se de Antares, a estrela mais brilhante da constelação Escorpião.
Coroa Austral: ao identificar a constelação de Escorpião, aproxime o olhar do “rabo” do animal representado pela formação de estrelas. Na região será possível identificar a pequena constelação do hemisfério sul.