0

Sua mochila está vazia!

Densidade Demográfica

Postado por Thamires Santos em 05/02/2019

Razão entre a quantidade de pessoas e a área dos territórios


Densidade Demográfica ou População Relativa leva em consideração a distribuição populacional em determinadas áreas, permitindo a identificação dos territórios mais e menos ocupados. 

Esse estudo possibilita as análises dos fatores socioeconômicos das sociedades, como taxas de natalidade e mortalidade, expectativa de vida, fluxo migratório, infraestrutura urbana, entre outros. 

Por outro lado, apesar das aplicações, os cálculos de densidade demográfica apresentam certas deficiências. Uma delas é a generalização dos dados, pois o contingente populacional não costuma distribuir-se de maneira uniforme em todas as regiões. 

Como encontrar uma densidade demográfica?


A densidade demográfica é dada pela divisão entre a população absoluta e a área da cidade ou país observado. O estado da Bahia, por exemplo, possui 14.812.617 milhões de habitantes, e sua superfície é de aproximadamente 567.295 km², logo:

D = 14.812.617/ 567.295
D = 26,11

Portanto, a densidade demográfica do estado baiano em 2018 era de 26,11 habitantes por quilômetros quadrados. 

As taxas de densidades são alteradas de acordo com alguns fatores externos. São eles:

• Clima
• Relevo
• Urbanização
• Problemas Ambientais
• Endemias e epidemias
• Guerras e conflitos

Densidade Demográfica no mundo 


Em 2017, a população mundial chegou a 7,6 milhões. Com isso, a densidade demográfica do planeta era de aproximadamente 14,9 hab/ Km². Os oito países de maior densidades são:

• Macau (20,46 hab/ Km²)
• Mônaco (18,13 hab/ Km²)
• Cingapura (8,16 hab/ Km²)
• Hong Kong (6,75 hab/ Km²)
• Bahrein (1,89 hab/ Km²)
• Malta (1,31 hab/ Km²)
• Maldivas (1,27 hab/ Km²)
• Bangladesh (1,13 hab/ Km²)

No que tange aos continentes, a Ásia é o mais populoso, pois abriga a China e a Índia. Porém, a densidade demográfica é baixa em consequência da dimensão territorial. Já a área de maior densidade é cidade chinesa Macau. 

As menores densidades estão atreladas aos fatores que impedem a ocupação, a exemplo da Groenlândia, Antártida, Ilhas Maldivas, Saara Ocidental e Mongólia. Esses locais apresentam climas rigorosos, sobretudo na questão de baixas temperaturas.
 
Vale lembrar que densidade não é a mesmo que tamanho populacional, pois refere-se, exclusivamente, a superfície dos territórios. A Índia é o segundo país mais populoso do mundo, mas ocupa a 18° posição no ranking das densidades. 

Densidade demográfica do Brasil 


Geralmente, em uma mesma área pode haver grandes desigualdades entre as densidades. Isso é recorrente no Brasil, que possui significativas diferenças entre as regiões. 

A região Nordeste (36,49 hab/Km²), Sul (51,38 hab/km²) e Sudeste (94,63 hab/ Km²) apresentam as maiores taxas de densidade, diferentemente da região Norte (4,70 hab/ Km²). 

Caso a mesma proporção de habitantes do Sudeste fosse colocado no Norte, a densidade continuaria baixa, porque sua superfície é de grandes dimensões. Já se a população do Norte fosse realocada para o Sudeste, os índices de população relativa aumentariam. 


A região Norte engloba 45,25% do território nacional,
por isso a baixa densidade. (Foto: Wikipédia)


De acordo com senso do IBGE de 2017, o Distrito Federal é a localidade de maior densidade (525,9 hab/ Km²), seguidos do Rio de Janeiro (381,87 Km²), São Paulo (181,7 hab/Km²), Alagoas (121,2 hab/ Km²) e Sergipe (104,4 hab/ Km²). 

A Bahia mantém a quarta maior população entre as unidades federais, perdendo apenas para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No entanto, ocupa a 15° colocação na lista de densidades demográficas dos estados brasileiros. A região concentra mais da metade da população em apenas 35 cidades, sendo que o total é de 417. Quase 25% dessas pessoas moram na capital Salvador ou em Feira de Santana. 

Já a cidade de maior densidade do Brasil é Taboão da Serra, em São Paulo. Ele atingiu o patamar de 14.012 habitantes por cada quilômetro quadrado. Em segundo e terceiro lugar estão Diadema (13.696 hab/ Km²), também na região paulista, e São João do Miriti (13.399 hab/ Km²), no Rio de Janeiro.

Dentro do espaço geográfico nacional, os estados de Roraima (2,33 hab/Km²), Amazonas (2,61 hab/ Km²), Mato Grosso (3,70 hab/ Km²), Acre (5,05 hab/ Km²) e Tocantins (5,58 hab/ Km²) são os de menor densidade. 

A importância da densidade demográfica 


Os estudos sobre a população relativa são indispensáveis, pois servem de apoio para os projetos de estruturação urbana. Ao examinar as localidades em que as populações estão distribuídas, torna-se possível a elaboração de políticas voltadas para as demandas socioeconômicas.

Além disso, coloca em evidência os impactos ambientais provocados pelo ciclo predatório humano. Afinal, com maior o fluxo de pessoas os recursos naturais são mais explorados e, consequentemente, propícios a extinção. 

O resultado desse aumento desenfreado das populações em lugares específicos e da falta de planejamento são os problemas ambientais urbanos: poluição, mudanças climáticas, desmatamento, descontrole na produção e descarte do lixo, entre outros. 

Observando os dados, é notório que o Brasil possui uma concentração populacional na faixa litorânea. Isso é resultado do fracasso nos processos de povoamento iniciados no século XX, uma tentativa de levar um significativo número de pessoas para ocupar o centro e o norte do país. 

Artigos Relacionados

A Convenção de Viena, que entrou em vigor em 1980, baseia-se no Direito Internacional para assinatura de tratados firmados entre nações.

A conurbação é o resultado do crescimento horizontal das cidades, sendo também a principal formadora das chamadas regiões metropolitanas.

O Consenso de Washington, apoiado por instituições financeiras mundiais, visava a ampliação do neoliberalismo em países latino-americanos.

Quer estudar
pagando menos?
Com o Educa Mais Brasil você estuda com desconto até o final do curso!
×Graduação
Curso que deseja estudar