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Erosão

Postado por Thamires Santos em 12/02/2019

Deslocamento de terra ou fragmentos de rocha de uma superfície


Erosão é o sistema de deterioração dos solos e rochas provocado por agentes naturais (chuva, água, vento, gelo, clima, etc.) e antrópicos (intervenção humana). As partículas com os nutrientes da superfície são arrastados de um local para outro, provocando modificações nas paisagens. 

Elementos químicos e físicos provocam o desgaste dos sedimentos e, consequentemente, tornam as camadas de terra extremamente frágeis. O contato com a água e outros componentes erosivos concretizam o deslocamento para as áreas mais baixas do relevo. 


Tipos de Erosão


Existem categorias de erosão que variam de acordo com os agentes externos ou exógenos; território geográfico ou velocidade da sedimentação (concentração dos resíduos transportados). Além desses, os ciclos de desmatamento, queimadas e problemas ambientais urbanos

Erosão fluvial


Desgaste dos solos pela ação dos rios, sejam eles temporários ou perenes. As vegetações  próximas das margens de córregos, lagos e nascentes – chamadas de matas ciliares – conseguem equilibrar as cheias. No entanto, a retirada dessa cobertura vegetal para fins agrícolas facilita a invasão das águas, provocando também o assoreamento – acúmulo de materiais no fundo dos rios. 


Erosão pluvial


A chuva é um dos principais agentes erosivos. Regiões que não possuem vegetação são vulneráveis ao deslocamento de sedimentos e formação de sulcos (falhas e cortes no solo). Com isso, as erosões pluviais podem acontecer de quatro maneiras: 


Erosão em splash: choque gerado entre as gotas de chuva e o contato com o solo. Mesmo de forma gradativa, esse processo pode intensificar a perda dos nutrientes que estruturam os solos e rochas. 
Laminar (lixiviação): retirada da cobertura superficial da terra pela água da chuva. 
Ravinas: surgimento de grandes buracos em áreas desgastadas. 
Voçorocas: formação de crateras que atingem os lençóis freáticos e outros componentes internos do solo.


Erosão eólica 


Comum em regiões desérticas e subdesérticas, são modificações provocadas pelos ventos. Esse agente tem a capacidade de retirar os fragmentos mais finos, a exemplo de areia e silte (fragmentos rochosos menores que um grau de areia), deixando o terreno pedregoso e de pouca permeabilidade.


Nos locais de intensa atuação dos ventos pode-se formar zonas rebaixadas que se assemelham a lagos, mas que ficam secos durante longos períodos. As dunas de areia dos lençóis maranhenses e deserto do Jalapão, no Tocantins, foram feitas por erosões eólicas. 


Erosão marinha


A faixa litorânea é a mais atingida pelas movimentações dos mares e marés. As ondas marítimas arrastam grandes quantidades de sedimentos, provocando sérios problemas para as populações costeiras. 


Quando a erosão é profunda, a água do mar pode contaminar os lençóis freáticos e modificar as fontes de alimentação de pássaros e tartarugas. Segundo o Panorama da Erosão Costeira no Brasil, publicado em novembro de 2017 pelo Programa de Geologia e Geofísica Marinha, 4.500 km de litoral são afetados pela erosão. O avanço do mar tem destruído estradas, casas e portos. 


Erosão glacial 


O processo de congelamento e descongelamento das águas causam o efeito chamado de dilatação. Como acontece na superfície das rochas, estimulam também seu rompimento. O derretimento do gelo cria concentrações de sedimentos de cor escura na superfície. Esse efeito é identificado como morenas ou morainas


Já o atrito entre os blocos e os solos formam erosões no formato de U, os fiordes. Eles são comuns na Noruega, Alemanha, Groenlândia, Nova Zelândia, Áustria, Chile e Canadá. 


Os fiordes foram criados há 12 mil anos, quando as montanhas sofreram interferências das erosões glaciais. (Foto: Pixabay)


Erosão gravitacional


Recorrente em áreas montanhosas e de grandes altitudes e declínios. Em relevos também pode acontecer a agitação dos solos em função das águas da chuva. Já as regiões de maior declividade impulsionam o escoamento da água nas camadas superficiais, contribuindo com a instabilidade. Em localidades planas o fenômeno é inverso, pois o transporte da água estimula o ganho de nutrientes minerais. 


Erosão geológica


Alterações estimuladas por agentes naturais de forma lenta e processual. A junção de variados tipos de erosão dão origem aos vales – regiões de pouca altitude cercadas por montanhas e colinas.


Os atritos entre as placas tectônicas formam os vales tectônicos, o fluxo dos rios constroem os vales fluviais, e o derretimento das geleiras criam os vales glaciais. O Grand Canyon, nos Estados Unidos; os treze parques nacionais do Reino Unido; e o Vale do Rift, no Quênia, pertencem a essas categorias.


A prevenção


Ações humanas têm acelerado os processos erosivos. As zonas de maior vulnerabilidade social são atingidas constantemente por deslizamentos de terras e soterramento de casas e pessoas. Esses problemas seriam rapidamente resolvidos se os sistemas de degraus e terraços – plantações que inibem o escoamento da água – fossem implantados. 


Em zonas voltadas para as práticas agrícolas as formas de prevenção envolvem os métodos: 


Curvas de nível: fileiras de plantas com espaços para a passagem de água; 
Rodízio de culturas: plantio de diversas sementes a fim de garantir a qualidade dos solo e o controle de pragas; 
Terrenos planos: as safras anuais, que demandam do arado na colheita, devem ser feitas em superfícies planas. 

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