Território criado em 1977
O Estado do Mato Grosso do Sul, situado na região Centro-Oeste, é um dos locais menos populosos do Brasil. Dos 79 municípios, somente 23 apresentam mais de 20 mil habitantes.
Ao todo, segundo dados do IBGE de 2018, o estado abriga 2.748.01023 de pessoas, mantém uma área de 357. 145, 535 Km² e estabelece fronteiras com Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Paraná, Bolívia e Paraguaia.
A sua densidade demográfica – cálculo que avalia o número de habitantes em um determinado espaço – é de 6,86 hab/km². O aumento é significativo, mas estima-se que mais de 30% da população que reside no Estado do Mato Grosso do Sul não é de nativos.
Origem
O Estado Mato Grosso do Sul não era independente até 1977. No início da formação das unidades federativas, a região era atrelada ao Mato Grosso. Após um longo impasse entre governo, movimentos emancipacionistas e opositores, foi decretado a separação dos estados.
A princípio, o território seria batizado de Campo Grande. Porém, com a aprovação do projeto de emancipação pelo Congresso Nacional e presidente Ernesto Geisel, em outubro de 1977, o nome foi modificado para Mato Grosso do Sul e a capital Campo Grande.
O norte, que engloba a Amazônia, permaneceu como Mato Grosso, e o Sul – menos populoso e marcado pelo bioma do Pantanal – tornou-se um novo estado.
O nascimento da 23° polo federativo favoreceu a expansão agropecuária e industrial no Brasil, pois as terras eram propícias para as práticas agrícolas e criação de gado de corte. Por outro lado, esse movimento impulsionou a degradação natural e riscos à sobrevivência das população ribeirinhas, quem em sua maioria era indígena.
Características do Estado de Mato Grosso do Sul
O Cerrado integra a maior parte da zona sul-mato-grossense, mas também é evidente a presença da vegetação de Mata Atlântica e pampas.
No lado oeste do Estado do Mato Grosso do Sul, dominado pelo Pantanal, no período de cheias do Rio Paraguai, a região torna-se a maior planície inundada do mundo. Com o recuo das águas, camadas de nutrientes são depositadas na superfície, favorecendo a riqueza da biodiversidade.
O solo reto abriga as plantas mais resistentes à água, sendo que em alguns trechos nascem arbustos de médio porte. Nos pontos mais altos, a cobertura é semelhante com a da Caatinga, com árvores de profundas raízes.

Rio Salobra, que nasce na Serra da Bodoquena. (Wikimedia Commons)
O relevo é formado por planícies, planaltos e chapadas nas proximidades das bacias hidrográficas dos rios Paraná e Paraguai. As serras de Maracaju e Bodoquena são as mais elevadas, pois as altitudes médias do sul-mato-grossense oscilam entre 200 a 600 metros.
O clima tropical de altitude e tropical é dominante, com chuvas intensas no verão e inverno seco. As temperaturas alternam entre 20°C a 25°C, mas é comum as geadas no sul. Os termômetros conseguem marcar até 2°C.
Herança cultural
Os traços culturais do Estado do Mato Grosso do Sul são marcados pelas tradições, crenças e costumes dos imigrantes que povoaram o país, principalmente os paraguaios e bolivianos.
Entretanto, uma das maiores heranças é a indígena, pois a região ainda concentra a segunda maior população. Entre as principais etnias estão:
• Atikum
• Guarani
• Guató
• Kadiwéu
• Kamba
• Kinikinawa
• Ofaié
• Terena
O Estado do Mato Grosso do Sul também abriga a terceira maior colônia japonesa, ficando atrás apenas de São Paulo e Paraná. Essa combinação inusitada deu origem a danças, comidas e bebidas diferenciadas.
Sob influência do Paraguai, por exemplo, foi criado o tereré – bebida parecida com um mate gelado. Já os pratos populares são as chipas, um tipo de pão de queijo paraguaio, punchero, arroz carreteiro, furrundum, etc.
Práticas econômicas
As atividades econômicas do Estado do Mato Grosso do Sul funcionam de acordo com as produções rurais, industriais e turísticas. A posição geográfica favorece a entrega de materiais em outras áreas do oeste e região Norte.
É destaque no mercado internacional pela produção de açúcar, soja e milho, além de possuir o terceiro maior rebanho bovino do Brasil. Também movimenta a economia interna com as plantações de algodão, cana-de-açúcar e arroz.
Apresenta a terceira maior reserva de minério de ferro e segunda de manganês. Por isso, abriga filiais de usinas minero-siderúrgicas nos municípios Corumbá e Três Lagos.
Outra fonte econômica do estado é o ecoturismo nos biomas do Parque Nacional da Serra da Bodoquena e Complexo do Pantanal, o que resulta em diversos empregos e serviços. Somente o Pantanal, por exemplo, concentra mais de 3 mil espécies de plantas, 300 categorias de peixes, 50 tipos de anfíbios, 95 classes de répteis, 650 variedades de aves e 150 de mamíferos.
A Gruta Azul e o Rio Sucuri, localizados na cidade de Bonito, é um dos pontos turísticos mais visitados. Todos os anos milhares de turistas visitam as feirais, museus, monumentos, parques ecológicos, rios e cachoeiras do estado.