A maior floresta tropical do planeta que ocupa 49% do território brasileiro
A Floresta Amazônica perpassa por nove países – Brasil, Peru, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Guiana, Suriname, Equador e Guiana Francesa – sendo, portanto, a maior floresta tropical do mundo com um total de 5,5 milhões de km² de extensão.
Mais da metade da sua vegetação, 61%, encontra-se em território brasileiro, entre os estados do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Pará e Roraima.
Com uma biodiversidade muito rica nos mais diversos aspectos, a Floresta Amazônica tem uma grande relevância ambiental para todo o mundo e não apenas para os países onde está localizada. É possível ter uma noção sobre essa relevância conhecendo as suas principais características.
Mais da metade da sua vegetação, 61%, encontra-se em território brasileiro, entre os estados do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Pará e Roraima.
Com uma biodiversidade muito rica nos mais diversos aspectos, a Floresta Amazônica tem uma grande relevância ambiental para todo o mundo e não apenas para os países onde está localizada. É possível ter uma noção sobre essa relevância conhecendo as suas principais características.

A Floresta Amazônica é a maior reserva natural do planeta. (Foto: Wikipédia)
Características da Floresta Amazônica
A Floresta Amazônica fica localizada próxima à Linha do Equador. Por conta disso, seu clima equatorial apresenta temperaturas elevadas que variam entre 22ºC e 28ºC, além de apresentar bastante umidade, que ultrapassa os 80%.
De maneira geral, as árvores amazônicas podem chegar a 40 metros de altura. Do alto, por exemplo, é possível visualizar as copas das árvores que, por conta da proximidade uma das outras, impede até mesmo a entrada dos raios solares. Por conta disso, o solo da Floresta Amazônica é considerado pobre, com poucos nutrientes e pouca cobertura verde.
Apesar disso, o húmus resultante da degeneração de restos de animais, além das folhas, frutos e flores que caem das árvores, permitem que o solo seja nutrido o suficiente para possibilitar o desenvolvimento de um flora rica e variada.
Flora
A Floresta Amazônica possui aproximadamente 30 mil de espécies de plantas e 2.500 espécies de árvores de grande porte. Sua vegetação é dividida em:
- Mata de terra firme: esse tipo de vegetação fica localizado nas áreas mais altas, com árvores de grande porte, e por isso não são atingidas pelas enchentes periódicas. Alguns exemplos são o mogno, cedro e a castanheira.
- Mata de igapó: já essas espécies são encontradas na regiões mais baixas e mais suscetíveis aos alagamentos que ocorrem nos períodos chuvosos. É o caso da vitória-régia, dos buritis e da palmeira jauari (Astrocaryum jauari).
- Mata da várzea: as espécies desse tipo de vegetação também ficam localizadas nas regiões mais baixas. Normalmente, brotam quando a água está baixa e dão frutos quando no período das enchentes, como a andiroba, seringueira, jatobá e a samaúma.

A vitória-régia é encontrada na mata igapó, portanto, propensa a alagamentos. (Foto: Wikimedia)
Fauna
Assim como a flora, a vida animal encontrada na Floresta Amazônica é muito diversificada. Existem muitos tipos de répteis e anfíbios, uma grande variedade de peixes (abriga 85% das espécies da América do Sul), além de diversas espécies de outros mamíferos aquáticos e terrestres, insetos e aves, como onças, ariranhas, tucanos, sucuri, jiboia, araras, peixes-boi, pirarucus, entre outros.
Nos rios amazônicos acontece um fenômeno chamado de piracema, que ocorre quando os peixes estão no período de desova e nadam contra a correnteza, enfrentando muitos obstáculos naturais. Por conta disso, nesse período a pesca predatória prejudica a cadeia alimentar, pois pode causar o aumento de determinadas espécies e o desaparecimento de outras.
Dessa forma, é possível ter uma dimensão da variedade da fauna e da flora existentes na Floresta Amazônica: são mais de 2,5 milhões de espécies de insetos, cerca de 40.000 espécies de plantas, 2.000 aves e mamíferos.
Rios
A Floresta Amazônica possui a maior bacia hidrográfica do planeta. O seu maior e principal rio é o Amazonas, com mais de mil afluentes. Com 6.992,06 km² de extensão, ele começa na Cordilheira dos Andes (Peru) e atravessa todo o norte da América do Sul. Além do Amazonas, outros rios importantes são:
- Rio Negro: é segundo maior rio em volume de água, além de ser o maior afluente e mais extenso rio de água negra do mundo.
- Rio Solimões: com cerca de 1.700 km de comprimento, suas águas são muito utilizadas para o lazer, comércio e pesquisas.
- Rio Araguaia: se origina na divisa entre Mato Grosso e Goiás e faz um percurso de 2.000 km até desaguar no Rio Tocantins.
- Rio Nhamundá: muito utilizado para práticas esportivas, esse rio divide os estados do Amazonas e Pará.
- Rio Tocantins: se origina no Maranhão e percorre um trajeto de 2,6 mil km até desaguar no Oceano Atlântico. É muito aproveitado para o abastecimento das populações ribeirinhas.
- Rio Tapajós: um dos principais afluentes do Amazonas, esse rio percorre 795 km de extensão. Também é muito utilizado para pesca esportiva.
- Rio Xingu: constantemente ameaçado de desmatamento, o rio Xingu possui 1.979 km de extensão e percorre 35 municípios. Cerca de 25.000 índios vivem ao longo desse rio.
Desmatamento e suas consequências
Um dos principais problemas encontrados na Floresta Amazônica é o desmatamento, que pode levar à extinção de diversas espécies de plantas e animais, além de provocar danos irreversíveis ao meio ambiente comprometendo o equilíbrio ecológico e climático da região. Outra grande dificuldade encontrada na região amazônica tem relação com o crescimento populacional e com a extração/comercialização ilegal das árvores nativas.
De acordo com estudos feitos pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), somente nos últimos 12 meses, o desmatamento na Amazônia atingiu um crescimento de 40%, o que gera consequências como o aumento da poluição do ar, devido às queimadas, e a erosão do solo.