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Geografia Econômica

Postado por Adriana Lopes em 28/11/2018

Estudo dos fatores que afetam as atividades econômicas da Terra


A Geografia Econômica é o campo da Geografia Humana que estuda as transformações geográficas resultantes da localização, organização e distribuição das atividades econômicas. Ela visa compreender a maneira como o espaço geográfico e seus aspectos influenciam a economia e também o contrário, como a economia afeta o meio.


Fatores como o clima, questões político-sociais e a geologia, por exemplo, impactam a economia de uma região afetando significativamente a produtividade, seja por meio da viabilidade ou não dos recursos naturais, como nas resoluções ligadas à economia. Circunstâncias como essas são estudadas pela Geografia Econômica.


Sendo assim, é possível perceber que essa área da Geografia possui grande relevância, principalmente, no atual mundo globalizado e conectado ao capitalismo. É cada vez mais necessário compreender a dinâmica das atividades econômicas nos espaços geográficos, pois isso afeta todos os segmentos da sociedade.

História


Paradigmas e transformações nos contextos econômicos e sociais da sociedade levaram ao surgimento da Geografia Econômica.


Karl Sapper (1866-1945) foi o precursor ao realizar os primeiros estudos nesse sentido. O principal motivo foi a necessidade de comerciantes e produtores em expandir e conquistar novos mercados para seus produtos. Para isso, era necessário conhecer os aspectos econômicos de outras regiões, além das condições físicas e recursos naturais. Esse campo de estudo continuou evoluindo e se tornou muito relevante para o desenvolvimento da economia.


A Geografia Econômica estuda os fatores geográficos que impactam na economia.

Conceitos importantes


Alguns conceitos precisam ser conhecidos para o entendimento da Geografia Econômica e suas áreas de estudo. O primeiro deles é o conceito de economia, que pode ser definida como uma forma de organização social para garantir a produção de bens e serviços. Isso é possível por meio dos cuidados com produção, que envolvem recursos naturais, trabalho (mão de obra) e capital (máquinas e infraestrutura) por conta da ameaça de escassez. 


Meio ou espaço geográfico é outra definição que deve ser entendida corretamente como um produto e condição da ação humana. É composto por um conjunto de sistemas de ações (tudo que é praticado) e sistema de objetos (tudo que é usado para fazer), ambos interdependentes. Por fim, vale também compreender o que é capitalismo: sistema econômico baseado na lógica do capital, que é a riqueza investida para gerar mais riqueza.

Áreas de estudo da Geografia Econômica


As abordagens de estudo da Geografia Econômica são:


Geografia Econômica Teórica: responsável pela elaboração de teorias sobre a distribuição das atividades econômicas e relações espaciais;
Geografia Econômica Histórica: analisa o processo histórico do desenvolvimento econômico de um local;
Geografia Econômica Regional: pesquisa as condições econômicas de determinada região.

Subdivisões da Geografia Econômica


Além das áreas de estudo citadas acima, a Geografia Econômica pode ser subdividida em:


Geografia Agrária ou Rural: analisa as práticas humanas e as formas de utilização de recursos no meio rural, a exemplo da silvicultura, exploração turística e mineração.
Geografia Industrial: pesquisa as formações das indústrias nos espaços geográficos e seus aspectos como energia, clima e matéria-prima.
Geografia dos Transportes: estuda as redes de transporte disponíveis em um espaço geográfico, tanto de deslocamento humano como de carga. 

Geografia Econômica na prática


A Geografia Econômica permite a criação de relações entre as sociedades humanas e o meio natural, além das formas de adaptação da humanidade ao espaço geográfico, principalmente no que tange a extração dos recursos naturais utilizados pelo homem para o seu desenvolvimento.


A maneira como os diversos fatores (clima, política e sociedade) afetam a economia de um local, seja por meio do fornecimento de recursos naturais na produção industrial, ou no processo de ocupação do solo, entre outros, são campos de estudo da Geografia Econômica.


Essa investigação fornece informações sobre padrões de consumo, comercialização, prestação de serviços, redes de comunicação, energia e transporte, tanto em nível local, regional, como global.


Pode-se citar ainda as atividades do setor primário, por exemplo, que incluem a extração de bens e recursos naturais (pesca, mineração, produção de energia); setor secundário, que são as atividades que estabelecem a transformação dos bens e dos recursos que foram extraídos do meio ambiente; terciário, que tem relação com as atividades cujos produtos são bens intangíveis; e o quaternário, que envolve os serviços altamente intelectuais, como investigação, inovação e desenvolvimento.


Para que todos esses setores funcionem de maneira adequada na cadeia de consumo, foi necessária a compreensão da maneira como as ações humanas impactam nos recursos naturais utilizados por meio da análise dessa área da Geografia.

Atenção ao vestibular


A Geografia Econômica costuma cair com frequência nas provas de vestibular, principalmente na análise de temas econômicos atuais. 


Para se dar bem nas questões sobre esse assunto, é importante analisar os meios de modo e produção, além das transformações passadas pelas diversas economias. Também é válido observar a maneira como o desenvolvimento tecnológico impacta a economia e a globalização, que permite uma integração entre os diferentes lugares do mundo.

Como ser um especialista em Geografia Econômica 


Se você se interessou pela área e quer saber como se tornar um especialista em Geografia Econômica, deve saber que, primeiramente, é necessário cursar a graduação em Geografia, que tem duração média de quatro anos. Em seguida, deve-se buscar uma pós-graduação em Geografia Econômica e a partir daí, o profissional estará apto para atuar nesse campo de estudos.

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