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Geografia Urbana

Postado por Adriana Lopes em 27/11/2018

É o estudo do meio urbano e todos os seus aspectos


Geografia Urbana é a área da Geografia Humana que estuda o meio urbano e as cidades em todos os seus aspectos: história, características, processo de desenvolvimento, entre outros.

O comportamento da população e de que forma se reproduzem, além da maneira como os bairros, parques, áreas comerciais se organizam dentro de uma cidade, por exemplo, podem ser explicados pela Geografia Urbana. 

A diferença entre as Geografias Urbana e Humana é que a segunda tem como foco a relação do homem com o meio em que vive, suas ações, usos e transformações sobre o espaço. Já a primeira se relaciona com outras vertentes da pesquisa geográfica como Geografia de Transportes, Geografia Econômica e  Geografia da População. Além de envolver conhecimentos de Arquitetura, Planejamento Urbano, Demografia, Cartografia, entre outros.

Principais conceitos 


Entre os principais conceitos da Geografia Urbana existem dois que precisam ser compreendidos corretamente por serem, muitas vezes, utilizados como sinônimos: cidade e meio urbano.

Meio urbano ou espaço urbano é definido como a área formada por um grupo populacional com habitações justapostas, como áreas residenciais (casas e edifícios) e industriais, com atividades e práticas econômicas, sociais e culturais. 

Cidade pode ser conceituada com uma área urbanizada onde reside um grupo de pessoas com espaços destinados às mais diversas atividades, sejam industriais, culturais, moradia ou financeiras.

Outros conceitos importantes da Geografia Urbana são:

Metrópole: é a capital ou cidade grande de um país com alto desenvolvimento urbano e que impactam outras cidades econômica, cultural ou socialmente.
Metrópole regionais: são as cidades consideradas referências econômicas em nível local, sendo as importantes de uma região.
Metrópoles nacionais: são as grandes cidades de um país com importância de níveis social e político.
Microrregião: são municípios limítrofes, ou seja, localizados nos limites de uma mesma região.
Megalópoles: são agrupamentos de grandes cidades (metrópoles) situadas próximas geograficamente, sendo difícil uma delimitação territorial.
Conurbação: é a unificação entre duas ou mais cidades que se desenvolvem muito próximas umas das outras.


A Geografia Urbana estuda os principais aspectos do meio urbano e das cidades. (Foto: Pixabay)

O que estuda a Geografia Urbana


Conforme citado no início do texto, Geografia Urbana estuda a história, características e processos de desenvolvimento de uma cidade ou meio urbano. Mas além disso, ela estuda também:

- Processo de urbanização de uma cidade;
- Problemas urbanos, como mobilidade urbana, trânsito, logística, entre outros;
- Crescimento desordenado das cidades, suas causas e consequências;
- A população e sua relação com os espaços públicos urbanos;
- Características dos bairros e distritos, divisões de uma cidade.

Sobre Geografia Urbana, vale ainda destacar a sua diferença para a Geografia Rural. Esta refere-se à pesquisas sobre o meio rural e sua relação com o meio urbano, incluindo práticas específicas, como mineração, exploração turística do meio e silvicultura.

Importância da Geografia Urbana para as cidades


A compreensão das relações entre o homem e o meio em que vivem, bem como o entendimento sobre o surgimento, funcionamento, desenvolvimento e principais aspectos de uma cidade são possíveis por meio da Geografia Urbana. 

Essa área da geografia é responsável também pela explicação de muitas questões e temais debatidos atualmente como a conurbação, déficit habitacional, cidades globais (as quem possuem um alto desempenho estrutural, econômico e logístico globalmente), bem como a favelização, metropolização, macrocefalia urbana, hierarquia das cidades, entre outros.

Geografia Urbana no vestibular


Para quem está se preparando para a prova de vestibular, é importante estudar alguns tópicos específicos sobre Geografia Urbana, como o processo de urbanização no Brasil, que só teve início no século XX. Até então, o Brasil era considerado agrário, com a maior parte da sua população vivendo no meio rural. Nesse período, o poder estava nas mãos dos grandes latifundiários e seus representantes.

Esse cenário começou a se transformar na Era Vargas, em 1930, com mudanças significativas nas relações de trabalho, além da do desenvolvimento do país com a construção de estradas e o incentivo à produção e ao consumo.

Sobre esse tema vale destacar também que o desenvolvimento urbano no país é considerado “deformado” por conta da transferência da população rural para as cidades de forma desorganizada. A população urbana no Brasil alcançou altos índices a partir da década de 1960, quando os centros industriais de referência localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram responsáveis por esse processo de crescimento populacional nas cidades.

Outras questões sobre Geografia Urbana que devem ser estudados também são a poluição causada pela urbanização das cidades, a desigualdade social no espaço urbano e mobilidade urbana.

Como se tornar um profissional da área


Quem deseja se tornar um especialista em Geografia Urbana deve prestar vestibular para o curso de bacharelado em Geografia, que tem duração de cinco anos em média, e após a conclusão, realizar uma especialização em Planejamento Urbano. A partir daí, o profissional poderá trabalhar na elaboração de planos diretores e definições de estruturas urbanas. Além disso, poderá realizar planejamento do uso do solo, sustentabilidade, mobilidade e inclusão social. 

Há também a opção de cursar a licenciatura em Geografia para atuar com professor da disciplina no ensino fundamental e médio. Já para dar aula em universidades será necessário realizar pós-graduação ou mestrado.

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A Convenção de Viena, que entrou em vigor em 1980, baseia-se no Direito Internacional para assinatura de tratados firmados entre nações.

A conurbação é o resultado do crescimento horizontal das cidades, sendo também a principal formadora das chamadas regiões metropolitanas.

O Consenso de Washington, apoiado por instituições financeiras mundiais, visava a ampliação do neoliberalismo em países latino-americanos.

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