Também chamada de Rapa Nui
A Ilha de Páscoa é uma das regiões mais isoladas do planeta Terra, lugar que guarda muitos mistérios. Esse local é internacionalmente conhecido por causa das estátuas de pedra, batizadas de Moais que chegam a pesar 50 toneladas e 7 metros de altura.
A Ilha de Páscoa foi abrigo de uma civilização muito próspera, mas que acabou devido ao isolamento e o empobrecimento do solo.
Fica situada no Oceano Pacífico a 3.600 km de distância da América do Sul, o continente mais próximo. O local foi descoberto em 1722 pelo navegador holandês Jacob Roggeveen. Contudo, quando Roggeveen chegou à ilha, por volta do século VIII, a derrocada da civilização Rapa Nui já era evidente. Atualmente essa área pertence ao Chile.
Estátuas da Ilha de Páscoa
Na Ilha de Páscoa existem mais de 890 estátuas distribuídas por todo o local. Elas foram construídas entre 1250 a 1500 pelo povo Rapa Nui. Os Moais eram divididos em três tipos:
Os primeiros tinham olhos e pálpebras, além de ter um tipo de chapéu feito com uma pedra vulcânica de cor vermelha. Essas pedras foram retiradas do vulcão "Puna Pau" e pesavam mais de 10 toneladas. Aproximadamente 250 estátuas pertenciam a essa categoria, elas ficavam expostas a beira mar, voltadas para o centro da ilha.
O segundo tipo eram as estátuas construídas ao pé do vulcão “Rano Raraku”, que não tinham olhos ou chapéus, porém tinham vários desenhos e símbolos. Como a linguagem do povo Rapa Nui não foi traduzida, não é possível saber o que os desenhos significam.
O terceiro é chamado de "tukuruti", que se parece com o ser humano. Esse tipo é menor que os outros e parece estar de joelhos com as mãos nas pernas, além de possuir uma cabeça redonda e aparentar ter uma barba pequena.
Grande parte dessas estátuas pesa entre 1 e 27 toneladas, e medem de 4,5 a 6 metros de altura. No entanto, a maior de todas possui 20 metros de comprimento.
Porque essas estátuas foram feitas?
A construção dessas estátuas é cercada de mistérios e teorias. A hipótese mais aceita é que elas foram feitas e erguidas pelos primeiros habitantes em homenagem aos seus antepassados. Essa teoria explica o fato delas serem colocadas de costas para o mar e de frente para o interior da ilha, supervisionando as aldeias.
Além disso, ao escavar os Moais, os cientistas localizaram desenhos nas costas das estátuas. De acordo com os pesquisadores, os símbolos podem representar a família do escultor, oferecendo indícios sobre diferentes estruturas familiares ou grupais na ilha.

Estátuas de Moais. (Foto: PxHere)
O enterro de pessoas era comum próximo às estátuas, isso pode indicar que os Rapanui enterravam seus mortos junto à estátua da família.
Outras teorias indicam que os Moais serviam de para-raios na ilha, uma vez que no local era comum a incidência de tempestades. Os chapéus das esculturas agiam como condutor de eletricidade, preservando os Moais.
Turismo
A Ilha de Páscoa fica situada entre o mar azul e o relevo vulcânico. A região tem trilhas que podem ser feitas de bicicleta, a cavalo, a bordo de uma excursão ou até mesmo a pé.
Na cidade de Hanga Roa fica a maioria dos hotéis, restaurantes e serviços da Ilha de Páscoa. Nessa cidade é possível encontrar o único aeroporto do local.
Durante o passeio na região o turista passa pelos vulcões Rano Kau e Rano Raraku e à aldeia cerimonial de Orongo. Quem visita a região também pode conhecer a praia de Anakena – que guarda seu próprio conjunto de Moais – e um grande sistema de grutas.
A gastronomia na Ilha de Páscoa dispõe de muitos pescados. Atum grelhado e ceviche são algumas das principais iguarias locais, sempre consumidos com vinhos brancos chilenos.
O turismo é a uma das mais importantes atividades realizadas na Ilha de Páscoa.
Curiosidades
Um turista já roubou a orelha de um Moai
Em 2008, um turista da Finlândia foi visto na praia de Anakena, arrancando a orelha de um dos moais. Um dos moradores da Ilha de Páscoa viu o turista fugindo do local com um pedaço da estátua na mão. O morador alertou a polícia e o turista finlandês foi detido em prisão domiciliar e multado em cerca de 20 mil dólares.
Kulju pediu desculpas publicamente por meio de um jornal chileno, após ser capturado. Como consequência do incidente, hoje existe um maior controle sobre o acesso de turistas.
Algumas estátuas foram derrubadas por moradores irritados
Estudiosos acreditam que, em determinado momento do século XVIII, aconteceram rebeliões provocadas pelos moradores da ilha. Revoltados por terem cada vez menos recursos para sobreviver, as tribos começaram a se rebelar uma contra as outras, derrubando seus Moais.
Em 1868, já existiam informações que tinham estátuas verticais na ilha, além de outras que estavam enterradas nas encostas do vulcão Rano Raraku. Grande parte delas foi reerguida depois.