Indicador que mede o desenvolvimento humano dos países membros da ONU
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um indicador que mensura o grau de desenvolvimento humano dos países a partir de aspectos como educação, renda e saúde. Trata-se de uma ferramenta utilizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para avaliar todas as nações que são membros da ONU (Organização das Nações Unidas).
O IDH tem uma importância significativa por permitir que os países identifiquem os quesitos que apresentam algum grau de deficiência e possam, assim, estabelecer estratégias e planos para melhorá-los.
Origem do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi criado pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq com a colaboração do indiano Amartya Sen, em 1990. Ambos buscavam uma medida que não focasse apenas no lado econômico, mas também no fator humano.
A partir de então, o IDH passou a ser um dos principais itens do Relatório para o Desenvolvimento Humano (RDH), que é comissionado pelo PNUD. De acordo com o órgão, as pessoas são a riqueza dos países e o desenvolvimento humano tem como base a criação de um ambiente onde possam desenvolver seu potencial.
Os países são avaliados a cada ano e por meio dos resultados obtidos pelo IDH é possível identificar o nível de desenvolvimento humano e socioeconômico de cada nação. Além disso, é por meio desses dados que as agências das Nações Unidas conseguem estabelecer estratégias de ajuda humanitária para as localidades necessitadas.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede o nível de desenvolvimento humano dos países que integram a ONU. (Foto: Pixabay)
Critérios de avaliação
A avaliação dos países pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é feito a partir de três critérios: educação, renda e saúde.
Educação
No critério educação é levado em consideração o tempo médio de estudo de uma população. Portanto, quanto maior for o tempo de permanência das crianças e adolescentes na escola, maior as possibilidade de um país ser desenvolvido.
Esse aspecto mostra também a importância ou não que os governantes dão à educação e, consequentemente, ao futuro de seu país por meio das políticas públicas de incentivo ao estudo, como campanhas e ações para a redução das taxas de repetência e evasão escolar.
Saúde
A saúde é outro critério avaliado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nesse sentido, é analisada a taxa de expectativa de vida da população, que é influenciada pelo facilidade ou não de acesso aos recursos médicos, bem como tratamentos e outras questões relacionadas ao bem-estar e qualidade de vida.
Se a taxa de expectativa de vida de um país é alta, isso significa que as condições de vida de seus habitantes são boas, que o fornecimento de medicamentos é adequado, que são realizadas campanhas de vacinação, de pré-natal e que a população é bem orientada em relação aos cuidados com a saúde.
Renda
O IDH também analisa a distribuição de renda dos países a partir do cálculo do valor médio de rendimento de um país, com base na média do Produto Interno Bruto – soma de bens e serviços produzidos em determinado período – dividido pelo número de habitantes.
Dessa forma, nesse critério são avaliados o nível de consumo, poder aquisitivo e taxa de desemprego.
Escala do IDH
A escala do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) varia entre 0,000 – nenhum desenvolvimento humano –, até 1 (taxa de desenvolvimento humano alta). Sendo assim, as nações que possuem uma taxa superior a 0,800 possuem IDH alto, os que apresentam uma taxa entre 0,500 e 0,799 tem IDH mediano e de 0 a 0,499, IDH abaixo da média.
Importância e críticas ao IDH
O IDH é considerado de extrema relevância por mensurar o nível de desenvolvimento das nações em questões básicas como educação, saúde e renda. Tornou-se referência mundial, principalmente por nortear políticas públicas que auxiliem a desenvolver os aspectos ainda carentes de cada país.
Além disso, outro importante benefício do IDH foi a possibilidade de criação do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), que avalia as condições internas de cada país, seus estados e cidades, sendo também uma importante ferramenta para nortear os governantes.
Entretanto, alguns especialistas possuem uma opinião crítica em relação ao IDH, considerando-o limitado por abordar os mesmos aspectos de maneira redundante e excluir aspectos de ordem ambiental.
IDH dos países
Dados do IDH divulgados pela ONU em 2018 destacam os dez países com os melhores índices. Confira abaixo:
1) Noruega - 0.953
2) Suíça - 0.944
3) Austrália - 0.939
4) Irlanda - 0.938
5) Alemanha - 0.936
6) Islândia - 0.935
7) Hong Kong - 0.933
8) Suécia - 0.933
9) Singapura - 0.932
10) Holanda - 0.931
Os países que apresentam as menores taxas são os seguintes:
180) Moçambique - 0.437
181) Libéria - 0.435
182) Mali - 0.427
183) Burkina Faso - 0.423
184) Serra Leoa - 0.419
185) Burundi - 0.417
186) Chade - 0.404
187) Sudão do Sul - 0.388
188) República Centro-Africana - 0.367
189) Níger - 0.354
IDH no Brasil
O Brasil faz parte do grupo considerado de “Alto desenvolvimento humano”, ocupando o 79º lugar no IDH, com 0,759. Entre os estados brasileiros, os que se destacaram no PNUD de 2010 foram Distrito Federal (0,874), Santa Catarina (0,840) e São Paulo (0,833) da região centro-oeste, região sul e região sudeste, respectivamente, nas três primeiras colocações.
Com relação aos municípios, São Caetano do Sul/SP (0,862), Águas de São Pedro/ SP (0,854) e Florianópolis/ SC (0,847) ocuparam os três primeiros lugares.