O desenho do mundo
O mapa-múndi é uma ilustração onde o homem tenta mostrar como é a Terra: continentes, oceanos, países, limites etc. Existem registros de que o primeiro mapa foi feito em um pedaço de tijolo de argila. Nele estava o rio Eufrates e a Mesopotâmia.
O mundo antigamente, na visão de quem se dedicava a descobrir e conhecer mais sobre, era apenas a Grécia e a Mesopotâmia. Sabia-se pouco sobre o mundo. Os primeiros registros eram de um mundo plano, ou apenas o retrato daquilo que os olhos do autor alcançavam.
Saber como era a terra e suas divisões só mudou depois de 1500, quando os Europeus encontraram as Américas. E o mapa-múndi só ficou mais perto, verdadeiramente, do que se tem hoje quando descobriram o Novíssimo Mundo, em 1770, que é o continente da Oceania.

Mapa-múndi. (Foto:Wikipédia)
Cartografia: a arte de fazer e estudar mapas
O mapa-múndi, como qualquer outro mapa, possui conceitos cartográficos que facilitam o entendimento: localização, orientação e informação, e também é possível dividir os mapas em dois grandes grupos: ler e ver.
A orientação é feita em relação às direções. Todo mapa possui, em algum canto inferior, uma rosa dos ventos igual a uma bússola, apontando os pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. A localização diz respeito às coordenadas geográficas, ou seja, latitude e longitude, que ajudam a entender climas e fuso-horários, além de dividir o mundo em hemisférios norte e sul e os hemisférios oriente e ocidente. Já informação são os títulos que mostram o que representa o mapa e pode ser político, demográfico etc. Geralmente existem legendas que explicam cores e demais elementos ilustrados.
No que diz respeito aos mapas para serem lidos ou simplesmente vistos é simples: os últimos possuem menos informações. Um exemplo é o mapa-múndi político, que têm limites e nomes. Dessa forma, quem olha visualiza um lugar com nome já entende do que se trata. Já quando há um mapa que mostra os tipos de culturas agrícolas cultivadas em determinado continente, por exemplo, haverão várias ilustrações que desenham isso e que exigirão do observador uma leitura do mapa, caso deseje entender do que se trata.
E de onde veio o mapa do mundo?
A primeira ilustração do espaço onde se estava, que se pode chamar de mapa, e até mesmo mapa-múndi, por conta da visão de mundo de quem fez, foi o da Mesopotâmia. Mas Hecateu de Mileto, na Grécia Antiga, fez o primeiro livro de história e geografia do mundo que mostra a terra em formato de disco com a Grécia no meio.
Já Claudius Ptolomeu fez um tratado de geografia que mostrava a terra esférica. Ele apareceu no mundo depois de Cristo. Essa terra desenhada por Ptolomeu era bem próxima do conceito de planeta Terra conforme convencionado hoje.
A partir daí os mapas mudaram muito ao longo dos anos, sempre evoluindo de acordo com o crescimento da visão de mundo que o homem tinha. Na Idade Média, período da cultura medieval, antes do achado do Novo e Novíssimo mundos, o mapa que existia era um disco, mostrando a Terra no formato T e O. Nesse mapa havia: Europa, Ásia, África e mar Mediterrâneo no meio.

Levou um tempo até descobrirem e entenderem que a Terra era muito maior, que abrigava mais países e que não tinha um abismo, nem muito menos uma borda, visto que ela não é plana, e sim, esférica.
O que tem no mapa-múndi
No mapa-múndi existem os limites dos países e continentes com os oceanos. Mas existem as versões políticas, de vegetação, densidade demográfica e etc. Nele é visto os seis continentes, os cinco oceanos e os 193 países (quantidade convencionada pela ONU – Organização das Nações Unidas).
Os oceanos são: Pacífico, Atlântico, Índico, Glacial Ártico, Glacial Antártico. Já os continentes são: Ásia, América (dividido em: América do Norte, América Central e América do Sul), África, Antártida, Europa, Oceania.
Paralelos e meridianos: latitude e longitude
O mapa-múndi tem linhas imaginarias verticais e horizontais. Horizontalmente são cinco linhas, os paralelos: Linha do Equador, Trópico de Câncer, Trópico de Capricórnio, Círculo Polar Ártico e Círculo Polar Antártico. Verticalmente existem os meridianos. O principal é o Greenwich, o marco-zero. A distância entre cada um representa quinze graus.

A Linha do Equador (que recebe esse nome por passar acima do Equador) divide o mundo no meio horizontal, sendo que o que está ao norte é o hemisfério norte e o que está abaixo é o hemisfério sul. Já o meridiano de Greenwich, que parte a terra no meio vertical, divide o planeta em ocidente e oriente. Quanto mais perto um país está da Linha do Equador, passando pelos trópicos, mais quente ele será. Um exemplo é o clima tropical e clima equatorial da região Norte e região Nordeste do Brasil, bem como dos países do meio da África, por exemplo.
Greenwich, como marco-zero do mundo, traça os fusos-horários a partir dele. Ele tem o grau 0. A distância de um meridiano para o outro é de quinze graus, e esses quinze graus representam uma hora. Então, indo para o oeste conta-se menos uma hora e a leste mais uma hora.