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Pedogênese

Postado por Camila Mendonça em 11/02/2019

Processo de formação dos solos


Pedogênese é o nome atribuído ao processo de formação dos solos, produzidos a partir da degradação ou composição das rochas, além da junção de fatores químicos, físicos e biológicos. 

A origem e a formação do solo são estudados através da Pedologia, ciência responsável pelo estudo das rochas que, ao passar pelo processo de erosão, dão origem aos diferentes tipos de solo. 

Processos da pedogênese


As rochas passam por um processo de transformação ao entrar em contato com a atmosfera. Com isso,  suas composições químicas e características físicas são alteradas devido a ação do calor do sol, dos ventos, da água da chuva e outros fatores ambientais. 

Baseado nisso, a formação do solo ou pedogênese acontece de duas maneiras: intemperismo químico, processo de decomposição da rocha e intemperismo físico, processo de degradação da rocha. Nos dois casos a rocha é transformada em pequenos fragmentos ao passar pelas transformações. 

Esse processo dá origem ao solo, que é um material solto e serve de habitat natural para plantas, animais e microrganismos. A diferença dos processo está apenas nos agentes transformadores. 

Intemperismo físico

Nesse procedimento, a pedogênese se dá por meio da degradação das rochas, que ocorre com a ação de agentes, como a temperatura e a pressão. O intemperismo físico costuma acontecer em regiões onde o clima é mais quente como, por exemplo, na área semiárida do sertão pernambucano.

Os agentes modificadores mais comuns no intemperismo físico são o calor e a pressão, além do peso de algumas camadas das rochas. Os solos do intemperismo físico são mais jovens e, por isso, menos profundos.

Intemperismo químico

No intemperismo químico, a pedogênese acontece por meio da decomposição das rochas. Os estados físicos da água, como o vapor e o gelo são os agentes modificadores mais influentes desse processo.

Por isso, esse procedimento é mais comum em regiões úmidas, onde as chuvas acontecem com mais frequência e as reações químicas de maneira mais natural. Além disso, os solos desse mecanismo são largos e perfeitos, deixando-os mais profundos. 

O solo formado por esse mecanismo é encontrado em regiões mais litorâneas, a exemplo da Amazônia. No vídeo abaixo, acompanhe como esses processos acontecem. 

Camadas do solo


O solo é formado por uma série de fatores químicos, físicos e biológicos, que o organiza em camadas de diferentes aspectos e composições. Essas camadas sobrepostas recebem o nome de horizontes do solo, e o conjunto de horizontes dá origem ao perfil do solo. Quando o solo é bem desenvolvido, ele apresenta pelo menos 4 tipos de horizontes. Eles se dividem em:

Horizonte A: na pedogênese, essa região é muito transformada, pois é uma zona com mistura de matéria orgânica e substâncias minerais. Ela recebe bastante influência do clima e alta atividade biológica;

Horizonte B: dentro da pedogênese, esse horizonte é considerado a parcela mais pura de todo o perfil do solo. É caracterizado pela cor forte e pela acumulação de argilas procedentes dos horizontes superiores e também de óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio;

Horizonte C: este é o horizonte intermediário, pois está localizado entre o solo e a rocha. Além de ser conhecido como saprolito, esse horizonte é chamado de rocha podre pelo fato de parecer duro. Quando estar em processo de decomposição, ele se desmancha facilmente. Assim, constitui uma mistura de solo pouco denso com rocha-matriz pouco alterada;

Horizonte O: divide a camada de organismos em duas partes. Na parte mais superficial, é encontrada materiais orgânicos, a exemplo das folhas e animais mortos. Na outra metade encontra-se os húmus, material já descomposto que torna o solo fértil. Quanto maior a quantidade de húmus, mais apropriado para o plantio é o solo.


As rochas são transformadas em solo através dos processos de degradação e decomposição. (Foto: Wikipedia)

Agentes transformadores do solo


Além das ações causadas pelos intemperismos, a formação do solo também é influenciada pela ação de outros fatores naturais, a exemplo do relevo, clima e o tempo cronológico.

No território brasileiro, o clima é o fator predominante na pedogênese, já que o país encontra-se quase todo na zona tropical e tem um relevo que, desde o final do Cretáceo, não sofreu grandes movimentações. Dessa forma, a natureza da rocha e o relevo têm importância secundária na formação dos solos, mas possuem a sua importância.

Clima: a umidade e a variação de temperatura influenciam diretamente na intensidade e na velocidade da formação dos solos, bem como melhora a distribuição de matéria orgânica e mineral nos perfis dos solos. Em regiões de clima quente e úmido, as ações dos intemperismos acontecem de forma rápida e intensa, uma vez que o aumento da temperatura acelera a velocidade das reações químicas. 

Tempo cronológico: O tempo que o solo fica exposto à atmosfera determina a sua maturidade. Os solos mais velhos, em sua maioria, são mais profundos que os solos mais novos.

Relevo: O relevo ajuda no processo de entrega das águas das chuvas. Se o relevo for desigual, a distribuição do líquido será feito de forma diferente, atingindo as áreas mais baixas e côncavas. 

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