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Placas Tectônicas

Postado por Filipe Oliveira em 30/04/2019

Também são chamadas de blocos litosféricos


As placas tectônicas compõem a camada externa e sólida do Planeta Terra chamada de litosfera, onde estão localizadas os continentes e oceanos.

Essa camada é formada por sete placas tectônicas principais, que são rígidas e mudam de posição se encaixando como um jogo de quebra-cabeças. 

O movimento das placas tectônicas pode resultar em vulcões, terremotos, tsunami


Distribuição das placas tectônicas no mundo. (Foto: Wikimedia Commons)

Surgimento das placas tectônicas


No ano de 1913, o geógrafo e meteorologista alemão, Alfred Wegener, apresentou a teoria da Deriva Continental alegando que há milhões de anos a Terra tinha apenas um grande continente, nomeado de Pangeia. A teoria de Alfred foi confirmada pela teoria sucessora, chamada de Teoria das Placas Tectônicas.

A Teoria das Placas Tectônicas diz que a crosta da terra é fragmentada em grandes blocos semirrígidos, isto é, em placas que abrangem os continentes do mundo e as profundezas dos oceanos. As placas se deslizam sobre o magma, empurradas por forças originadas no interior do Planeta Terra. Dessa forma, é possível concluir que a superfície terrestre não é uma placa inerte, como era falado no passado.

As principais placas tectônicas 


O Planeta Terra possui 52 placas tectônicas, sendo 14 delas chamadas de principais e 38 menores. Veja a seguir as placas tectônicas principais e suas características:

Placa Sul-Americana 

Cobre a América do Sul se alongando até a Dorsal Mesoatlântica.

Sua fronteira ao leste faz limite divergente com a Placa Africana; ao sul, faz limite com a Placa Antártica e com a Placa Scotia; a oeste, faz limite convergente com a Placa de Nazca; e ao norte, limita-se com a Placa Caribenha.

Placa de Nazca

Localiza-se à esquerda da Placa Sul-Americana. O encontro entre Placa Sul-Americana e Placa de Nazca formou a Cordilheira dos Andes.

Placa do Pacífico

Atinge grande parte do Oceano Pacífico.

Limita-se ao norte com a Placa do Explorador, com a Placa Juan de Fuca e com a Placa de Gorda.

Seu limite com a Placa Norte-Americana ocasionou na falha de San Andres.

Placa Euro-Asiática

Envolve parte da Eurásia e limita-se com a Placa Africana e a Placa da Índia.

Separa-se da Placa Norte-Americana pela Dorsal Mesoatlântica.

As outras principais placas tectônicas:

• Placa Norte-americana
• Placa Africana
• Placa Indiana
• Placa Arábica
• Placa de Scotia
• Placa Australiana
• Placa de Cocos
• Placa das Filipinas
• Placa das Caraíbas
• Placa Juan de Fuca
• Placa da Antártida

Além das placas principais, ainda existem as placas tectônicas menores. Veja algumas delas: Placa Adriática, Placa da Anatólia, Placa Arábica, Placa Caribeana, Placa da Carolina, Placa de Cocos, Placa Leste-Americana, Placa Helénica, Placa Indiana, Placa Indo-Australiana, Placa Iraniana, Placa das Filipinas, Placa da Somália, Placa de Scotia, Placa de Sunda e Placa de Tonga.

Limites das placas tectônicas


Existem três limites de placas tectônicas, elas são classificadas pela forma como as placas se deslocam umas em relação às outras. Elas podem ser classificadas em Divergentes, Convergentes e Conservativos.

Limites Divergentes

Esse movimento acontece quando as placas se afastam uma das outras gerando uma nova crosta oceânica. 

Por isso, quando ocorre a movimentação das correntes convectivas ascendentes, o magma, que fica no interior do Planeta Terra, atravessa as fissuras indo em direção à superfície. Daí em diante, o magma se resfria e fica depositado nas bordas das placas tectônicas, aumentando seu tamanho.

O afastamento das placas pode resultar em terremotos e formar vulcões e vales rifte.

Limites Convergentes

Nesse movimento as placas ficam próximas e em seguida se batem umas contra as outras. Quando ocorre esse movimento entre uma placa oceânica e uma placa continental, a primeira volta ao manto e a segunda fica enrugada, formando dobras. Isso ocorre, pois as rochas das placas oceânicas são mais espessas que as pedras das placas continentais.

Quando acontece o encontro entre duas placas oceânicas, a placa que afundará será a mais espessa entre as duas.

No choque de duas placas continentais, não há afundamento porque as densidades das duas placas são iguais, deste modo, as duas vão se dobrar. A placa Sul-Americana e a Placa de Nazca são exemplos desse caso, elas se chocaram dando origem a Cordilheira dos Andes, localizada na América do Sul.

Limites transformante

Nesse movimento, as placas se deslocam umas em relação às outras, ocasionando rachaduras no local de contato entre as placas. No movimento transformante, não existe quebra nem criação de novas placas, mas em alguns casos pode causar falhas.

Um exemplo de movimento transformante aconteceu entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-América, resultando na falha de San Andres, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.


Ruínas de construções após um terremoto. (Foto: Wikimedia)


Placas tectônicas no Brasil


O Brasil está localizado no centro da Placa Sul-Americana, que possui uma extensão de 43,6 milhões de quilômetros quadrados e, aproximadamente, 200 quilômetros de espessura. Essa placa tectônica se desloca para oeste, se afastando da Dorsal Mesoatlântica e se aproximando das Placas de Nazca e do Pacífico.

Por localizar-se exatamente no centro da Placa Sul-Americana, o país não sofre com abalos sísmicos significativos. Os abalos que ocorrem são decorrentes do desgaste da placa.

Desastres Causados pelo Movimento das Placas


Como vimos, o movimento das placas tectônicas podem causar grandes desastres. 

Após o ano de 1900 surgiu a Escala Richter, escala de medição para terremotos. A escala foi criada pelo americano Charles Richter e possui uma medida que varia de 0 a 9,5 ou mais, a depender do último terremoto registrado.


Ilha de Sumatra destruída por um tsunami. (Foto: Wikipédia)

Essa escala é responsável por registrar a intensidade dos tremores. Um dos abalos sísmicos mais fortes aconteceu no Chile, em 1990, que alcançou a magnitude de 9.5, na escala. Veja a seguir os registros mais intensos.

PaísAnoMagnitude
Chile 1960 9.5
Alasca 19649.2
Sumatra 20049.1
Japão
20119.0

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O Consenso de Washington, apoiado por instituições financeiras mundiais, visava a ampliação do neoliberalismo em países latino-americanos.

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