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Problemas Ambientais Urbanos

Postado por Thamires Santos em 22/01/2019 e atualizado pela última vez em 30/11/2021

Fatores que modificam o meio ambiente e a paisagem urbana


Os problemas ambientais urbanos se acentuaram durante os avanços da urbanização e industrialização. Esses processos modificaram intensamente as paisagens naturais, desencadeando inúmeros problemas: desmatamento, efeito estufa, mudanças climáticas, poluição, entre outros. 

A Revolução Industrial, que teve origem em 1870, foi o fator decisivo para organização das cidades. Esse centros urbanos – mesmo de maneira precária – passaram a funcionar de acordo com esse novo modo de produção.

A falta de estrutura, aliada às aglomerações populacionais, marcaram o início dos problemas ambientais presentes na atualidade. Diante desse cenário, os países subdesenvolvidos são os mais atingidos.



Problemas Ambientais Urbanos: agentes motivadores


Entre os principais problemas ambientais urbanos destacam-se: 


Ilhas de calor, inversão térmica e chuva ácida


Os resíduos gasosos despejados na atmosfera provocam mudanças nos ciclos de temperatura, das chuvas e umidade.

  
As regiões mais urbanizadas enfrentam os efeitos da inversão térmica. O ar que se concentra próximo à superfície – que em condições naturais é quente – torna-se mais frio que o ar dos níveis elevados. Esse ciclo impede a circulação do ar quente e a eliminação das partículas poluentes. Problemas respiratórios como asma e bronquite são consequências desse fenômeno. 


As ilhas de calor, que também são recorrentes nos grandes centros urbanos, proporcionam um significativo aumento da temperatura. Locais com acúmulo de prédios, concreto e asfalto têm facilidade em reter calor, dificultando a passagem do ar.

  
A junção de todos esses fatores, mais a queima de combustíveis, resultam na chuva ácida. Substâncias químicas, como o ácido sulfúrico e o nítrico, interferem no pH (substância que determina a acidez de uma solução aquosa) da água da chuva, tornando-a corrosiva.



Poluição

  
A poluição acontece de variadas formas: sonora, visual, pela água, terra e ar.

  
Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde, 7 milhões de pessoas morrem por ano no mundo em função da poluição atmosférica. A transmissão de gases tóxicos, decorrentes do uso intensivo de automóveis e da industrialização, revela-se um dos grandes dilemas das cidades.

  
No Brasil, a instituição afirma que mais de 50 mil pessoas morrem todos os anos em consequência dessa mesma poluição. Doenças como câncer de pulmão, acidente vascular cerebral e pneumonia estão entre os responsáveis pelos óbitos.


45% dos gases poluentes liberados nas cidades é de monóxido de carbono (Foto: Pixabay)

O acelerado desenvolvimento urbano e a falta de programas voltados para o saneamento básico trazem à tona outra questão preocupante: a poluição da água. No território brasileiro, 60% do esgoto gerado é despejado nas águas de córregos, rios e mares sem nenhum tratamento.


Lixos


A ineficiência das estruturas de coleta e reciclagem converte-se em mais um dos problemas ambientais urbanos, o lixo.

  
Além de causar danos à saúde, o lixo produz substâncias que liberam dióxido de carbono na atmosfera, um dos compostos causadores do efeito estufa. O descarte inapropriado gera inundações e deslizamento de encostas, resultando em milhares de desabrigados.

  
De acordo com estudo da Associação Brasileira Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, 29 milhões de toneladas de lixo foram descartados de maneira inadequada em 2017.

  
Os que passam por algum tipo de coleta são direcionados para lixões ou aterros sanitários, que não apresentam soluções para proteção dos solos, dos lençóis freáticos e das regiões ao redor.

  
Efeito Estufa


Resíduos como gás carbônico, metano, ozônio, óxido nitroso e os diversos clorofluorcarbonetos – quando emitidos na atmosfera pela queima de combustíveis e tráfego de automóveis – produzem radiações infravermelhas e, consequentemente, o aumento da temperatura do planeta.

  
 A elevação do nível do mar, o derretimento das geleiras dos polos, o desaparecimento de cidades litorâneas e a extinção de espécies que pertencem a cadeia alimentar humana são alguns dos efeitos desse fenômeno químico.


Cidades Sustentáveis X Problemas Ambientais Urbanos


De acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, 70% da população do planeta viverá em centros urbanos. Diante dessa realidade, alguns países têm investido em propostas para solucionar problemas ambientais urbanos. 


As chamadas cidades sustentáveis baseiam-se em aspectos sociais, ambientais e econômicos para seu desenvolvimento. Adotam medidas direcionadas para diminuição de gases poluentes e do uso desenfreado de recursos hídricos. 


 As cidades mais sustentáveis do mundo são:


• Zurique (Suíça);
• Singapura (República de Singapura);
• Estocolmo (Suécia);
• Viena (Áustria);
• Londres (Inglaterra);
• Frankfurt (Alemanha);
• Seul (Correia do Sul);
• Hamburgo (Alemanha);
• Praga (República Checa);
• Munique (Alemanha);

 
Para essas significativas mudanças apostam em energia renovável (vindos do sol, ventos, etc), em sistemas de coleta e reciclagem de todas as formas de lixo (eletrônico, doméstico, industrial, etc.) e em meios de transporte não poluentes.

  
Sustentabilidade e desenvolvimento econômico andam lado a lado, pois as cidades precisam manter os espaços verdes e também os fatores que contribuem para a qualidade de vida, como acesso à educação, emprego, moradia e saúde.

  
O Brasil ainda possui poucas cidades sustentáveis. Apenas Londrina, Curitiba e João Pessoa possuem projetos de prevenção ambiental em funcionamento. Eles trabalham com coleta adequada de lixo, planos de prevenção de enchentes, arborização e campanhas para o uso de bicicletas. 

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O Consenso de Washington, apoiado por instituições financeiras mundiais, visava a ampliação do neoliberalismo em países latino-americanos.

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