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Protocolo de Kyoto

Postado por Filipe Oliveira em 04/06/2019

Tem o objetivo de reduzir a emissão de gases que agravam o efeito estufa


O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional com o objetivo de diminuir o lançamento de gases causadores do efeito estufa e o consequente aquecimento global.

O Protocolo foi assinado na cidade de Kyoto, no Japão, em 1997. O protocolo criou orientações para reduzir o impacto dos problemas ambientais originados pelos tipos de expansão industrial e de consumo atuais do planeta.

Os países que assinaram o Protocolo de Kyoto se comprometeram a diminuir o lançamento de gases causadores do efeito estufa em 5,2%, em comparação com os números registrados em 1990. O principal gás a ser reduzido foi o dióxido de carbono (CO2), uma vez que, para os especialistas, a emissão desse e de outros gases está associada ao aquecimento global, processo que pode gerar efeitos catastróficos para a humanidade durante os próximos anos.

A quantidade do corte nas emissões de gases poluentes varia de país para país, apenas as nações desenvolvidas foram obrigadas a fazer a redução de 5,2% dos gases emitidos.

O Protocolo de Kyoto passou a vigorar em 2004 e fazia a previsão para que as metas fossem alcançadas entre 2008 e 2012.

Protocolo de Kyoto países


As nações que assinaram ao Protocolo foram divididas em categorias. Veja quais são elas a seguir:

Países que assinaram e aprovaram o Protocolo: Brasil, Argentina, Peru, Tanzânia, Austrália, alguns países da União Europeia, etc.
Países que assinaram e não aprovaram o Protocolo: Estados Unidos, Croácia, Cazaquistão, etc.
Países que não assinaram e não aprovaram o Protocolo: Vaticano, Andorra, Afeganistão, Taiwan, Timor-Leste, etc.
Países que não assumiram nenhuma posição no Protocolo: Mauritânia, Somália, etc.

O Protocolo de Kyoto foi assinado por mais de 180 países.


O reflorestamento é uma das metas do Protocolo de Kyoto. (Foto: Wikimedia Commons)

Planos e estratégias


O Protocolo de Kyoto possui três estratégias para ajudar os países a chegarem a suas metas ambientais. A primeira elas é a formação de parcerias entre as nações na elaboração de projetos ambientais. A segunda estratégia oferece aos países desenvolvidos a adquirir créditos das nações que poluem pouco. A terceira opção é o chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), o famoso mercado de créditos de carbono. 

De acordo com o Protocolo de Kyoto, os países devem seguir as seguintes instruções para alcançarem a meta de redução dos gases poluentes:

• Elevar a eficiência energética em setores importantes da economia;
• Proteger e ampliar os sumidouros e reservatórios de gases de efeito estufa sobre o meio ambiente, como as florestas;
• Promover práticas de sustentabilidade de manejo florestal, florestamento e reflorestamento;
• Promover uma agricultura sustentável;
• Incentivar a pesquisa, promover, desenvolver e ampliar o uso de formas novas e renováveis de energia;
• Financiar pesquisas de tecnologias de sequestro de dióxido de carbono;
• Desenvolver tecnologias ambientalmente seguras, que sejam avançadas e inovadoras;
• Reduzir ou retirar os incentivos fiscais para todos os setores emissores de gases de efeito estufa que sejam contra ao objetivo do protocolo; 
• Aplicar práticas que reduzam as emissões de gases poluentes; 
• Compartilhar informações sobre novas tecnologias adotadas.

Estados Unidos e o Protocolo de Kyoto


Mesmo sendo o maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, os Estados Unidos se recusou a aprovar o Protocolo de Kyoto. De acordo com o ex-presidente George W Bush, as metas estabelecidas pelo protocolo poderiam dificultar o crescimento da economia americana. Além disso, o país não concordou com o fato das nações em desenvolvimento não terem metas estabelecidas.

A maioria dos norte-americanos não acredita no aquecimento global, por exemplo. Para eles, essas mudanças climáticas fazem parte do ciclo da Terra e não possuem relação com as atividades humanas.


Apesar de ter assinado, Estados Unidos não aprovaram o Protocolo. (PIxabay)


Brasil e o Protocolo de Kyoto


Mesmo tendo aprovado o protocolo em agosto de 2003, o Brasil não teve obrigações em relação a prazos e metas de emissão de gases de efeito estufa, já que é uma nação em desenvolvimento. Isso ocorre porque o Brasil é visto como um país que prioriza os setores sociais, além de não emitir uma grande quantidade de gases nocivos à atmosfera do Planeta Terra

Uma das grandes prioridades brasileiras dentro do Protocolo de Kyoto está relacionada redução do desmatamento. O país possui 16% das florestas mundiais, protegendo essas florestas o Brasil faz uma grande contribuição para o controle do efeito estufa.

Conversas para a retomada do Programa Proálcool, ações para a produção de biodiesel e incentivo à energia limpa representam as ações do Brasil no combate às alterações climáticas.

O Brasil é um país que possui uma grande matriz energética renovável, uma das maiores do mundo. O país foi o primeiro a usar o etanol, uma alternativa aos combustíveis derivados do petróleo.

Dez anos depois


Em 2015 o protocolo de Protocolo de Kyoto completou dez anos. No entanto, uma análise divulgada em fevereiro de 2015 mostrou que o acordo não atingiu os objetivos iniciais, pois entre os anos de 2005 e 2012, ao invés de diminuir, ocorreu um aumento de 16,2% na emissão dos gases poluentes. Ainda sim, alguns especialistas dizem que o Protocolo gerou alguns benefícios. 

Atualmente o Protocolo de Kyoto está em vigor devido ao estabelecimento de novos objetivos, que devem ser atingidos em 2020.

Resumo sobre o Protocolo de Kyoto


- Tratado internacional que surgiu na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima;

- Seu objetivo é estabelecer metas para controlar a emissões de gases do efeito estufa;

- As nações que assinaram o Protocolo assumiram reduzir a emissão de gases nocivos em 5%;

- Cerca de 180 países assinaram;

- Com o não cumprimento das metas em 2015, cerca de 200 países ampliaram o prazo do Protocolo de Kyoto para 2020.



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