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Região Nordeste

Postado por Thamires Santos em 26/12/2018

O terceiro maior território do Brasil


A região Nordeste preenche mais de 18% do território brasileiro, ou seja, é a terceira maior entre as regiões brasileiras. Banhada pelo oceano Atlântico, foi a primeira colônia de exploração portuguesa no período das grandes expedições. 


A região – formada por nove estados do Brasil – é coberta por pequenas extensões de Mata Atlântica. O advento da industrialização e agronegócio contribuíram com seu intenso desmatamento.


As cidades nordestinas alimentam a economia com o turismo histórico-cultural (patrimônios da humanidade) e ecológico. O arquipélago de Fernando de Noronha, os Lençóis Maranhenses e os Canyons do São Francisco são alguns dos lugares mais requisitados por pesquisadores e turistas. 


Sub-regiões do Nordeste


A região Nordeste é formada por Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe. Como possui grandes proporções de terra, foi separada em quatro pontos: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio Norte. 


Zona da Mata


Engloba a maior parte dos estados nordestinos, especificamente Alagoas, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Recebeu essa nomenclatura por causa da forte presença de Mata Atlântica – algo que não corresponde com o cenário atual. 


Com clima tropical, mais especificamente tropical úmido, com chuvas irregulares no período de abril a junho. O relevo é de planaltos, depressões e planícies. Como é a zona mais industrializada e populosa, sobraram poucas áreas com árvores de médio e grande porte. 


O plantio e comercialização do café, fumo, cacau, entre outros – aliado ao turismo, indústrias e extração de fontes petrolíferas – movimentam a economia local. 


Meio Norte


O Meio Norte, que inclui a Mata dos Cocais, faz parte do Maranhão e Piauí. É um território de transição entre o semiárido e a Amazônia


Seu clima tropical úmido contribui com elevadas temperaturas, chegando a marca dos 40 graus no verão.

O extrativismo mineral, especialmente a retirada de carnaúba e babaçu, era a principal atividade econômica dessa região. No entanto, a agropecuária e as práticas agrícolas voltadas para a soja mudaram esse quadro.

  
Os rios que percorrem o Meio Norte, Parnaíba, Pindaré, Grajaú e Mearim, contribuem com a fabricação de arroz. 


Agreste 


O agreste nordestino é uma área de transição entre o sertão e a zona da mata, por isso o clima é uma junção do tropical úmido do litoral com o clima semiárido do sertão.

  
O relevo reúne planaltos e chapadas, com destaque para o Planalto da Borborema – situado nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. 


A caatinga e plantas caducifólias (perdem as folhas em determinados períodos do ano) compõem a vegetação local. Já as cheias dos rios acontecem de forma intermitente (temporária). 


As bases econômicas do agreste giram em torno da pecuária e policultura, pois a formação de brejos nas encostas dos planaltos facilita a criação de gado e cultivo de feijão, mandioca, milho, algodão, entre outros. 


Sertão


Das quatro divisões da região Nordeste, o sertão é a maior delas. Começa no sul nordestino e se estende por grande parte da Bahia. 


O clima predominante é o de semiárido, com elevadas temperaturas durante todo e chuvas irregulares. Nessas condições, de dezembro a junho o tempo é chuvoso, e de julho a novembro é quente. 


Enfrenta longos ciclos de estiagem. Isso acontece porque o Planalto da Borborema, situado entre o agreste e a zona da mata, impede que a umidade do oceano Atlântico circule pelo local.

  
Diante das limitações de acesso à água, as plantas precisam ser resistentes ao solo seco e pedregoso. Por isso a vegetação típica é de arbustos espinhentos (cactos) e árvores de pequeno porte.

  
Outro diferencial da região é o rio São Francisco, um dos mais importantes da América do Sul. Ele engloba 521 municípios brasileiros, sendo o principal meio de sobrevivência das populações ribeirinhas.

  
As maiores produtoras de frutas tropicais do país são banhadas pelo Velho Chico, as cidades de Petrolina e Juazeiro. O rio também tem contribuído com o desenvolvimento da fabricação de vinhos, que tem dado visibilidade ao Brasil no mercado internacional.


Cultura Nordestina


A região Nordeste tem rico e variado berço cultural. A colonização portuguesa, a vinda de negros como escravos e a população nativa (índios) deixaram legados em inúmeras vertentes.


  O bumba meu boi é considerado Patrimônio Cultural do Brasil. (Foto: Wikimedia Commons) 

Na literatura nordestina destacam-se autores como Jorge Amado, Ariano Suassuna, Clarice Lispector, João Ubaldo Ribeiro, João Cabral de Melo Neto, Dias Gomes, Ferreira Gullar, entre outros.

  
A literatura de cordel, tipo de literatura popular, também tem enriquecido o cenário literário brasileiro. Durante muitos anos essa modalidade foi desqualificada, ganhando notoriedade apenas no século XX.

  
Na música, a região Nordeste tem como destaque os ritmos populares como xaxado, samba de roda, forró, baião e axé. A dança traz o frevo, o maracatu e as coreografias do boi-bumbá (bumba meu boi). 


A região também é famosa pelas comidas tradicionais, a exemplo do baião de dois, carne seca, acarajé, moqueca, farinha de mandioca, mungunzá e o bolo de rolo, considerado patrimônio imaterial de Pernambuco.

Curiosidades sobre a região Nordeste


• A cidade do Recife foi fundada em 1537 e é a capital de estado mais antiga do Brasil;
• A Bahia é o maior estado da região Nordeste e faz divisa com oito estados, incluindo estados da região Centro-Oeste e região Sudeste;
• O Galo da Madrugada, tradicional no carnaval de Recife, é considerado o maior bloco de carnaval do mundo, segundo o Guiness Book;
• O litoral do Maranhão possui a maior quantidade de ilhas do literal brasileiro. Sua capital, São Luís, está localizada em uma ilha;
• João Pessoa é conhecida como “Porta do Sol”;
• As rochas mais antigas encontradas no Brasil estão na cidade de Serra Caiada, no Rio Grande do Norte. Acredita-se que elas tenham cerca de 3,8 bilhões de anos.

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