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Relevo

Postado por Filipe Oliveira em 17/05/2019 e atualizado pela última vez em 29/11/2021

É resultante da ação de dois agentes


Relevo é o modelo de superfície do Planeta Terra. Isto é, as formas que a camada externa apresenta devido as ações dos agentes internos (endógenos) e externos (exógenos).

É a base da formação de diversas paisagens existentes do planeta, pois exerce influências no clima e, consequentemente, no tipo de vegetação. A Geografia demonstra muito interesse no estudo do relevo. Isso ocorre porque esse elemento é  importante para a distribuição da população, ocupação e organização do espaço geográfico.

Outras áreas do conhecimento também se importam com o estudo do relevo, mas a ciência que o utiliza como assunto principal é a Geomorfologia, aliada à Geologia, que estuda as formas do relevo terrestre.


Cadeia de montanhas. (Foto: PxHere)

Agentes Formadores 


Dois meios formam o relevo terrestre:  os agentes endógenos, que são causados pela ação interna da terra, por meio de impulsos de energia, e os exógenos, que moldam as formas de relevo na parte interna através das temperaturas, ventos, chuvas, rios, microrganismos e coberturas vegetais.

Além desses fatores, temos a ação antrópica, já que o homem altera intensamente seu ambiente, modificando também as características do relevo.

O intemperismo é um fenômeno que merece ênfase quanto ao modelado do relevo terrestre. Define-se pelo processo de desgaste físico, químico e biológico que as rochas e  relevos passam ao longo dos anos. Destacam-se três tipos:

Intemperismo Físico

Nesse tipo de intemperismo as rochas passam por rupturas e divisões;

Intemperismo Biológico

É um método de decomposição provocado nas rochas por causa das atividades dos seres vivos, como bactérias, fungos, e até mesmo seres humanos;

Intemperismo Químico

Nesse tipo de intemperismo acontece a decomposição das rochas de forma natural, principalmente pela ação da água, a qual dissolve os elementos solúveis que as formam.



Tipos de Relevo do Brasil


No Brasil, grande parte do relevo é formado por planaltos, planícies e depressões, ainda que outros grupos, como serras, chapadas, tabuleiros e patamares, possam ser observados.

Planaltos

Os planaltos são terrenos normalmente planos, localizados em altitudes relevantes. São cercados, ao menos por um dos lados, por áreas mais baixas, a exemplo do Planalto Central Brasileiro, o Planalto Centro-Sul Mineiro, os planaltos da Região Amazônica e os planaltos da bacia sedimentar do Paraná.

Planícies

As planícies são regiões planas ou com poucas ondulações, constituídas pelo afastamento de sedimentos arrastados pela água ou vento. Na maioria das vezes estão localizados em áreas com baixa altitude. As planícies do Brasil com maiores destaques são a do Pantanal mato-grossense, a do rio Amazonas e seus principais afluentes , e as encontradas no litoral do país.

Depressões    

A depressão é o grupo de relevos planos ou ondulados que localizam-se abaixo dos níveis de altitude das regiões vizinhas. Exemplos de depressão podem ser vistas na Região Amazônica, como as depressões do Acre e Amapá, e na Região Sudeste, onde sítios urbanos usaram os atributos do relevo para o levantamento de grandes cidades, como São Paulo e Belo Horizonte.

Serras

As serras se estabelecem sem relevos acidentados e em forma de cristas e topos pontiagudos ou em margens elevadas por planaltos. São exemplos a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira. Chapadas e tabuleiros são relevos com topos planos constituídos de rochas sedimentares, frequentemente limitados por bordas com inclinações diferentes.

Chapadas

As chapadas ficam localizadas em medias e altas altitudes. A Chapada Diamantina, as chapadas dos Guimarães e dos Parecis são referenciais no Brasil. Os tabuleiros estão situados em altitudes mais ou menos baixas, podendo ocorrer nas faixas costeiras e interiores. No litoral, prevalece na região Nordeste e, no interior, na região Amazônica.

Patamares

Os patamares são formas planas ou onduladas que formam superfícies intermediárias ou degraus entre áreas com relevo mais alto e baixo. Podem ser vistos na região Nordeste, entre as depressões sertanejas,  Serra da Borborema e na bacia sedimentar do Paraná, formando uma escada entre os diferentes níveis de planaltos.


Serra da Borborema. (Foto: Wikipédia)

Curiosidades sobre o Relevo Brasileiro


Não existe um acordo entre os pesquisadores sobre a existência ou não de montanhas no Brasil. Entretanto, alguns dizem que não existem de fato, que temos apenas pontos mais altos bastante desgastados pelo tempo e agentes modeladores. 

Não há montanhas jovens no país porque o mesmo fica em cima da placa tectônica sul-americana, não apresentando as causas fundamentais para formação desse tipo de dobramento.

Os pontos mais altos do Brasil são:

Pico da Neblina: 2.995,30 metros (Serra do Imeri, Amazonas)
Pico 31 de Março: 2.974,18 metros (Serra do Imeri, Amazonas)
Pico da Bandeira: 2.891,32 metros (Serra do Caparaó, Minas Gerais/Espírito Santo).
Pico Pedra da Mina: 2.798,06 metros (Serra da Mantiqueira, Minas Gerais/São Paulo).
Pico das Agulhas Negras: 2.790,94 metros (Serra da Mantiqueira, Minas Gerais/Rio de Janeiro).
Pico do Cristal: 2.769,05 metros (Serra do Caparaó, Minas Gerais).
Monte Roraima: 2.734,05 metros (Serra de Pacaraima, na fronteira entre o Brasil, Guiana e Venezuela).



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O Consenso de Washington, apoiado por instituições financeiras mundiais, visava a ampliação do neoliberalismo em países latino-americanos.

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