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Rio Amazonas

Postado por Elson Barbosa em 19/06/2019

O rio mais longo do mundo


Com aproximadamente sete mil quilômetros de extensão e mais de mil afluentes, o rio Amazonas é considerado o segundo rio mais extenso do planeta. Antes de chegar no Brasil, ele passa pelo Peru e pela Colômbia. Sua enorme bacia hidrográfica inclui outros países, como Bolívia, Equador, Venezuela e Guiana.


No território brasileiro, o rio Amazonas entra pelo município de Tabatinga, percorrendo quase três mil km em uma região de planície até chegar ao Atlântico. De acordo com estudos realizados por cientistas da Universidade de Brasília e da Universidade de Amsterdã, o rio pode ter entre 9 e 9,4 milhões de anos. 

A base para essa conclusão foi o fato de terem encontrado fósseis de plantas, na foz do rio, que favoreceram a análise da possível idade do rio Amazonas, além de contribuir para investigação de como as mudanças climáticas alteram a paisagem da região. Essa pesquisa foi publicada em março de 2017, na revista científica Global and Planetary Change.

A nascente do rio fica situada na Cordilheira do Andes, no Peru. Importante destacar que, até chegar ao local da acumulação da água fluente, o Amazonas recebe diversos nomes, como: Ene, Tambo e Ucayali, entre outros. Ao entrar no Brasil, ele recebe o nome de Solimões, e somente após o encontro como rio Negro é que ele é denominado como Rio Amazonas. 


Encontro das águas, localizado no Rio Amazonas. (Imagem: Wikipédia)


Principais afluentes do Rio Amazonas 


Os rios afluentes são definidos como rios menores, que desaguam em rios maiores. Entre os principais afluentes do Rio Amazonas estão: 

• Rio Napo; 
• Rio Javari; 
• Rio Jandiatuba; 
• Rio Içá Rio Jutaí; 
• Rio Juruá; Rio Japurá; 
• Rio Tefé; 
• Rio Coari;
• Rio Piorini;
• Rio Purus;
• Rio Negro; 
• Rio Solimões; 
• Rio Madeira; 
• Rio Manacapuru; 
• Rio Uatumã; 
• Rio Nhamundá;
• Rio Trombetas; 
• Rio Tapajós; 
• Rio Curuá; 
• Rio Maicuru; 
• Rio Uruará; 
• Rio Paru;
• Rio Xingu;
• Rio Jari; 
• Rio Tocantins. 

Importância da Bacia Amazônica


Com sua grande extensão, a Bacia Hidrográfica Amazônica contempla o território de vários países, como foi citado anteriormente. Além desses países, as águas pertencentes à Bacia Amazônica passam pelos estados de: Roraima, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá e o Amazonas. 

O grande volume de água pertencente a essa bacia é de fundamental importância para a matriz energética do Brasil, pois a maior parte da energia produzida no país é derivada de usinas hidrelétricas. 

Além disso, a Bacia Amazônica é utilizada como um dos meios de transporte para moradores da região, pois na maioria das áreas onde há floresta não existem estradas, o que favorece também a fonte de renda dos ribeirinhos, que dependem da pesca para sobreviver. 

Curiosidades


• Na região da Bacia Amazônica existem diversos animais que já fazem parte da lista dos animais em extinção no Brasil, entre eles estão aves, peixes e felinos. 
• Diversas plantas da região são próprias do local, ou seja, não são encontras em nenhum outro lugar do mundo. Elas são classificadas como plantas endêmicas
• O Rio Amazonas, anteriormente chamado de Mar Dulce, foi descoberto por Vicente Yañez Pinzón, em 1500. Porém, o nome atual do rio foi definido por Franscisco Orellana. 
• Ele é o maior do mundo em volume de água. Acredita-se que, em menos de meio minuto de vazão, ele poderia saciar a sede de todos os habitantes do mundo.
• A origem do seu nome foi definida em homenagem às mulheres guerreiras da mitologia grega, que eram chamadas de Amazonas
• Entre os pequenos rios que compõem o Rio Amazonas, o rio Negro é o seu principal afluente. 


Usinas Hidrelétricas na Amazônia


Algumas regiões que possuem os afluentes do rio Amazonas são as mais propícias para a construção de usinas hidrelétricas. As usinas de maior destaque nessa região são:

• Usina de Samuel, no rio Jamari, no estado de Rondônia; 
• Usina de Balbina, no rio Uatumã, no estado do Amazonas;
• Usina de Curuá-Una, no rio Curuá-Una, no estado do Pará; 
• Usina de Coaracy Nunes, no rio Araguari, no estado do Amapá.

A crescente no número de construções de usinas na região gera diversos debates, pois as instalações acabam resultando na desapropriação de comunidades locais, bem como na degradação do meio ambiente. 

A construção de uma obra dessa proporção, para a população local, pode causar problemas socioambientais, como o desflorestamento, a expropriação das comunidades que vivem na região, a mortalidade e perda do habitat natural de animais, degradação dos solos e assoreamento dos rios.

Em virtude disso, grande parte dos moradores são contra a construção das usinas, afirmando que podem ser construídas usinas menores, capazes de afetar em menor proporção a natureza. 

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