Foi o mais grave acidente nuclear da história
O acidente de Chernobyl aconteceu no dia 26 de fevereiro de 1986. O desastre teve início quando um dos quatro reatores do complexo explodiu. Até hoje não se ao certo o que ocorreu. Alguns afirmam que foi falha dos trabalhadores do turno da noite, outros dizem que foi um erro no projeto das hastes de controle do reator.
Cronologia do acidente de Chernobyl
No dia 25 de abril de 1986, o roteador da Unidade 4 da Usina elétrica de Chernobyl estava programado pra ser desligado e passar por manutenção de rotina. Nessa mesma oportunidade os técnicos iriam testar a capacidade do reator de gerar energia suficiente para manter os sistemas de segurança, caso ocorresse uma falha elétrica.
O objetivo do teste era observar se as turbinas, durante a fase de queda de rotação, teriam condições de manter as bombas ligadas enquanto o gerador estivesse partindo. Ao final do teste verificou-se que as turbinas não geravam energia suficiente, no momento de queda da rotação, para alimentar as bombas. Os reparos foram feitos e o teste precisou ser repetido.
Durante os testes, a potência do gerador deveria ser reduzida de 3,2GW para 700 MW para que o teste fosse feito de maneira segura. Entretanto, devido à demora de começar o teste, os técnicos do reator diminuíram a geração de maneira muito rápida. Com isso, a concentração de nêutrons, o produto da fissão xenon-135, aumentou.

Usina de Chernobyl. (Foto: Flickr)
Mesmo com a escala de queda de potência próxima ao máximo permitido pelas normas de segurança, a gerência dos técnicos optou por não desligar o reator e prosseguir com o teste.
Na madrugada do dia 26 de abril de 1986 o teste começou. A instabilidade do reator não era mostrada no painel de controle e os operários não estavam conscientes do tamanho do perigo.
Alguns instantes depois ocorreu uma grande liberação de energia. Essa energia, em contato com o combustível quente e a água que seria usada para resfriar a turbina, provocou uma grande produção de vapor, o que fez aumentar a pressão.
Devido essa lata pressão, houve uma grande explosão que destruiu a cobertura do reator. Segundos depois ocorreu uma nova explosão.
Para diminuir o custo da construção, e por causa do seu grande porte, o reator foi construído apenas com contenção parcial. Isso facilitou para que os contaminantes radioativos fossem lançados na atmosfera, após a explosão queimar os vasos de pressão primários.
Após a explosão de parte do teto, a entrada de oxigênio produziu um incêndio do grafite. Esse incêndio ajudou a espalhar material radioativo em áreas próximas.
O governo soviético tentou esconder o acidente de Chernobyl da comunidade mundial, até que os altos níveis de radiação começaram a ser detectados em outros países. Na época do acidente, Mikhail Gorbachev, líder da União Soviética, teve que ir a público e admitiu o desastre.
Problemas de saúde
Após o acidente de Chernobyl, diversos problemas de saúde foram registrados. Entre os anos de 1990 e 1991, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) enviou 50 missões com representantes de diversos países. Durante a missão eles avaliaram as áreas que foram contaminadas na Bielorrússia, Rússia e Ucrânia.
A missão registrou diversos casos de câncer de tireoide. Além disso, foram constatados casos de leucemia e outros tipos agressivos de câncer. Problemas de catarata e circulação também eram comuns.
Para mais dos problemas adquiridos, por causa do contato direto com a radiação, os pesquisadores também fizeram diagnósticos de doenças mentais da população, desenvolvidas por causa do trauma do acidente.
Mulheres grávidas foram aconselhadas a abortar para evitar transtornos teratogênicos nos fetos, porém mais tarde ficou comprovado que os níveis de radiação que foram liberados não eram capazes de causar dados aos bebês durante a gestação.
As crianças e adolescentes daquela época integram um grupo de risco que pode desenvolver câncer.
Muitos já fizeram cirurgias de câncer na tireoide, por exemplo. Na cidade de Gomel, na Bielorrússia, a ocorrência de câncer na tireoide aumentou 10.000 vezes após o acidente de Chernobyl.
Chernobyl hoje
No ano de 2011, a cidade onde ocorreu o acidente de Chernobyl se tornou atração turística. Atualmente 3000 pessoas, com autorização, vivem na cidade. No ano do acidente eram mais de 135 mil pessoas. Prypiat, cidade construída para os trabalhadores da usina e local onde moravam centenas de pessoas, também faz parte do roteiro.
Atualmente, Chernobyl é um lugar abandonado, a natureza toma conta das construções que resistem ao tempo. No local ainda é registrado altos índices de radioatividade.

Roda gigante abandonada. (Foto: Pixabay)
Curiosidades de Chernobyl
Existem várias curiosidades que muita gente não sabe sobre o acidente de Chernobyl. Veja algumas:
• O acidente de Chernobyl foi o maior já provocado pelo homem;
• Cerca de 800 mil pessoas estiveram envolvidas na contenção do problema e ficaram expostas a radiação. Sendo que, 25 mil morreram (20% cometeu suicídio) e 70 mil apresentaram graves sequelas;
• Planejam usar a região abandonada acerca do acidente para estudar o lixo radioativo e sua interferência na natureza;
• A floresta da região deixou de ter a cor verde e passou a ter uma cor avermelhada;
• A saúde psicológica e física das pessoas afetadas é considerada o maior problema de saúde pública do mundo;
• 70% do território da Bielorrússia foi contaminado pelo acidente;
• Gestantes que estavam na região afetada pelo acidente foram aconselhadas a praticar o aborto;
• 97% de todo o material radioativo decorrente do acidente de Chernobyl ainda continua no local, isso é cerca de 200 toneladas.
Chernobyl, o filme
O filme retrata a visita radical de seis turistas na cidade abandonada de Pripyat, cidade habitada por centenas de moradores até o acidente de Chernobyl. Lá moravam funcionários da usina nuclear de Chernobyl. Durante a expedição eles descobrem que não estão sozinhos e acabam vivendo momentos de terror. O elenco conta com Jesse McCartney, Jonathan Sadowski, Devin Kelley, Olivia Taylor Dudley, Nathan Phillips, Ingrid Bolso Berdal, Dimitri Diatchenko.