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As Treze Colônias e a Formação dos Estados Unidos

Postado por Amanda Maria Azevedo em 16/08/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Acontecimentos que juntos ajudaram na criação dos EUA


As Treze Colônias e a Formação dos Estados Unidos são os dois títulos que nomeiam os acontecimentos que levaram a formação dos EUA. As treze colônias foram formadas entre o século XVII e o século XVIII pelos peregrinos ingleses puritanos, também chamados de “pais peregrinos”.

Também chamadas de treze colônias britânicas ou treze colônias americanas, as treze colônias eram formadas pelos seguintes estados: Carolina do Norte, Carolina do Sul, Connecticut, Delaware, Geórgia, Rhode Island, Massachusetts, Mayland, New Hampshire, Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia e Virginia. 

No início, as regiões das treze colônias americanas contavam com pouco menos de 1,900 habitantes, sendo a maioria descentes de ingleses, escoceses, irlandeses, alemã, holandeses e galeses. A população foi crescendo e no ano de 1775 existiam mais de 2,418,000 habitantes das colônias espalhados pelos territórios. 

A maior parte da população era branca. Estima-se que no ano de 1775 existiam, por volta de 500,000 negros nas treze colônias. As Treze Colônias e a Formação dos Estados Unidos foram acontecimentos de extrema relevância na história do mundo. 


No mapa, as regiões onde ficavam as treze colônia americanas. (Foto: WIkimedia Commons)


Principais características das Treze Colônias Americanas


As treze colônias americanas eram divididas em três regiões diferentes, intituladas “colônia do Norte”, “colônia do Centro” e “colônia do Sul”. Cada uma delas possuíam um perfil econômico, humano, geográfico e sócio-político específico. Veja abaixo mais informações sobre essas áreas: 

Colônias do Sul

A região da “colônia do Sul” foi a primeira região a ser formada. Alguns colonos saíram da Inglaterra fugidos das perseguições religiosas que aconteciam no país e foram em direção a uma região recém-descoberta entre o monte dos Apalaches e o Oceano Atlântico, onde ficaram posicionados por um tempo. 

Os colonos que ficaram conhecidos como “pais peregrinos” viram nessa região um lugar onde poderiam fundar um novo modelo de sociedade, onde eles pudessem viver sobre as suas crenças e religiosidade, sem nenhum tipo de perseguição. 

Em 1607 os peregrinos ingleses puritanos fundaram a cidade de Jamestown, na Virginia. A região se tornou importante para os ingleses que fugiam do período de revoluções que a Grã-Bretanha vivia. Jamestown passou a ser povoada a partir do século XVII. 

A região da Virginia logo alcançou um nível considerável de desenvolvimento o que criou o cenário perfeito para a criação de novos territórios. Os colonos fundaram a Carolina do Norte, a Carolina do Sul e a Geórgia e mais próximo da fronteira, a Maryland. Essa região ficou conhecida como as “colônias do Sul”. 

As “colônias do Sul” possuía um clima mais favorável, classificado como subtropical e por essa razão, se tornou centro de exportação de fumo, mercadoria com grande aceitação na Europa. A região também era focada no plantio de produtos, como o arroz e o algodão, para a exportação.

O clima dessa zona, que se tornou uma das principais áreas de exportação, era classificado como subtropical, com um clima bastante favorável ao tipo de atividade econômica exercida. É importante destacar que os produtos eram cultivados em regimes de trabalho forçado, feito por negros escravizados

Colônias do Centro

A região das “colônias do Centro” era formada pelas colônias de Nova York, Delaware, Pensilvânia e New Jersey. Assim como a região das “colônias do Sul”, essa área também possuía um clima mais favorável e em razão disso, a atividade agrícola era a mais rentável.

Essa área ficava entre as “colônias do Sul” e as “colônias do Norte” e era destaque como ponto de troca comercial entre colônias portuguesas e espanholas, bem como rota do tráfico humano. Esse território tinha como foco principal a produção agrícola para o mercado externo e interno. 

Muitos alemães, suecos e holandeses foram expulsos das colônias do Centro. Assim como na região das “colônias do Sul”, os negros eram escravizados no trabalho, mas conviviam com a mão de obra livre

Colônia do Norte

A região das “colônias do Norte” era formada pelas colônias de Massachusetts, New Hampshire, Connecticut e Rhode Island e foram fundadas al longo do ano de 1620. Também chamada de “colônia de Massachusetts” ou “Nova Inglaterra”.

Essa área foi fundada em um sistema de “autogoverno”. Os peregrinos ingleses puritanos se comprometeram com a coroa inglesa, a tornar a região um lugar onde se pudesse “congregar num corpo político e civil”. 

Nessa região também foi criado um sistema de desenvolvimento baseado no livre trabalho, na produção de subsistência e na pequena propriedade familiar, já que a região sofria com a escassez de recursos naturais e a pobreza. 

A região das “colônias do Norte” convivia com o racismo e a escravidão de forma muito natural, onde os negros eram tradados como inferiores e os brancos superiores. A religião era um aspecto muito respeitado na sociedade e a maioria das decisões políticas eram tomadas em assembleias na igreja.

Independência – As Treze Colônias Americanas e a Formação dos Estados Unidos


A trezes colônias eram parte da coroa inglesa, mesmo vivendo em uma “quase independência”. Os colonos responsáveis pelas regiões possuíam liberdade e autonomia política, social e administrativa para tomar a maioria das decisões ligadas a manutenção do sistema e da sociedade.

O rei inglês da época não se envolvia diretamente com a região por que acreditava que não era rentável ou relevante. A coroa apenas recolhia os lucros e tributos que eram gerados nas relações de mercados das colônias.

Em meados do século XVIII, os colonos passaram a perceber que não precisavam da supervisão da coroa inglesa para sobreviver, já que conseguiam fazer a manutenção da sociedade de forma satisfatória e sem nenhum apoio externo. Esse foi um dos principais motivos para o processo de independência da área. 

Historiadores contam que três outros motivos foram essenciais para o desenvolvimento da independência que envolvia as treze colônias americanas e a formação dos Estados Unidos, são eles: a disputa territorial entre os franceses e ingleses, o medo que os colonos tinham de um possível ataque indígena e o boom das ideias do iluminismo

Para piorar o cenário, o governo britânico ainda anunciou o estabelecimento do Imposto do Selo e a imposição do monopólio da venda do chá para a Companhia das Índias, criando assim um sentimento de revolta entre os colonos que lutaram e em pouco tempo conseguiram estabelecer a independência das colônias. 

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