Criação do Império Assírio
Os assírios ergueram um forte e inabalável império através de violentos governos, durante anos. Responsáveis por criar o exército, com toda estrutura e organização necessária, o objetivo dos reis era conquistar o máximo de territórios possíveis.
Sendo assim, os homens eram estimulados desde cedo para atuarem em combates e defenderem seu povo. Toda a estrutura desse império começou por volta de 6 a.C, e a população da Mesopotâmia sentiu na pele os reflexos dos reis impiedosos que comandaram esse exército.
No auge do Império Assírio, o exército chegou a contar com 150 mil soldados mobilizados para conquistar novos territórios e para defender a localidade que viviam. Estratégia, disciplina e impiedade, definem a conduta dos homens que prestavam serviço ao rei.
Geografia
O Reino de Assur ficava localizado ao norte da Mesopotâmia, região que atualmente compreende o Iraque. O império erguido pelos assírios, ficava na região leste da Alta Mesopotâmia, entre o Rio Tigre e as montanhas.
A necessidade de erguer um exército forte, surgiu justamente por causa da localização do império, que deixava a região mais vulnerável a invasores. Além disso, existia uma complexa relação entre o governo e a religião, que levava o rei a crer que dominar terras estava ligado a um propósito divino.
Sendo assim, o Império Assírio dominou desde Elam até as fronteiras do Egito.
Governos Assírios
O rei estava no topo da sociedade, que era dividida entre reis, servos, escravos e guerrilheiros. O rei era reconhecido como um intermediário entre Deus e o povo, por esse motivo, todos os propósitos do governo eram tidos como demandas divinas e não podiam ser questionados.
A selvageria e a crueldade marcou o sistema de governo dos assírios. A fama das atrocidades era tão grande que muitas batalhas travadas foram entregues sem resistência. Os impérios que mais se destacaram pelas conquistas foram os dos reis Senaqueribe 740-681 a.C e de Assurbanipal 687-627 a.C.
Senaqueribe era um forte guerreiro tido como orgulhoso. O reinado dele foi documentado na bíblia e em alguns inscritos gregos. Ele herdou o trono depois que seu pai Sargão II faleceu.
Quando assumiu como rei, encontrou um governo bem estruturado, e os primeiros anos foram tranquilos, mas logo as coisas complicaram. Ele não era tão bom administrador como seu pai e não criou políticas eficazes para manter o controle da população e de povos vizinhos como os caldeus.
O reinado de Senaqueribe foi marcado por rebeliões por parte do povo da região Oeste. Afim de conter a situação, o rei declarou embates contra as cidades da Fenícia, Filístia, contra Hudá e contra o Egito. Esse império também ficou reconhecido por transferir a capital de Assur para Nínive.
Já Assurbanipal foi o mentor da invasão ao Egito, e fundou a maior biblioteca do período, em Nínive. Apesar de Assurbanipal ser um rei sanguinário, considerado o mais cruel da antiguidade, o desenvolvimento cultural durante o seu reinado foi notório. Mantinha uma postura truculenta e paralelo a isso era grande estudioso.
Seu governo foi marcado por atrocidades a quem se rebelasse contra sua vontade. Alguns historiadores afirmam que ele mandou esquartejar os corpos dos rebeldes e alimentou animais com os restos de matéria.
Economia, cultura e religião
Um dos pilares da economia entre os assírios era a caça e a criação de ovelhas. Além disso, a região em que habitavam era rica em alguns recursos naturais, entre eles a madeira, o cobre e o ferro, o que possibilitava a importação desses produtos.
Esses materiais colaboravam também para o armamento do exército. Eram fabricados escudos e capacetes de aço, lanças com ponta de cobre e resistentes armaduras de proteção.
Além de serem reconhecidos por seu forte exército, os assírios também se destacaram na arte e na arquitetura. Ergueram grandes templos e prédios e luxuosos com tijolos vitrificados policromáticos, tendência da época.
Na religião, os assírios adotaram o mesmo modelo da Babilônia. Associavam os deuses a elementos e fenômenos da natureza, como Sol, a Lua, o trovão e o eclipse solar. Sin (representado pela Lua); Chamah (representado pelo Sol); Nibid (que tinha sua representação no sol nascente) e Nabu (personificado no Rio Eufrates). O deus mais importante era Assur que seria o deus supremo que comandava os demais.
O modelo da literatura dos assírios também se assemelhava com a da Babilônia. Os reis detinham maior poder também sobre essa área, e era comum que as bibliotecas fossem montadas dentro dos castelos.
As escrituras em sua maioria falavam sobre os costumes da época, vida social, matrimônio e crenças religiosas. Eram utilizadas duas línguas: o sumério e o acádio. Foram encontradas muitas escrituras em tábuas de argila ou pedra.

Trabalho artístico assírio: pedra esculpida em baixo relevo (Foto: Wikipédia)
Fim do Império
O Império Assírio já enfrentava decadência antes de ter um ponto final. Inúmeras guerras que vinham sendo acarretadas, entre elas uma guerra civil, rebeliões e o fator determinante para que isso acontecesse: a disputa com o povo medos-persa, que integravam a sociedade iraniana.
Durante anos de terrorismo e dominação dos povos mesopotâmicos, os assírios começaram a ser pressionados por babilônicos, do sul da Mesopotâmia. Eles eram formados pelas tribos dos caldeus e elamitas, e já tentavam diversas estratégias de combate para derrotar os assírios.
Não alcançaram seu objetivo, mas abriram caminho para que os medos executassem a tarefa. Com exército desfalcado, e com algumas brechas, o que parecia impossível aconteceu.
Apesar de ter um exército mais simples, os medos não deixavam a desejar na organização e na fortaleza. Eram nômades e contavam com guerreiros bons de combate, como lanceiros e arqueiros. O povo medo-persas se aliou aos babilônicos e conseguiram destruir Nínive.