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Batalha Naval do Riachuelo

Postado por Manuela Bispo em 27/08/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Uma das mais importantes disputas das Forças Armadas Brasileira


A Batalha Naval do Riachuelo, também conhecida como Batalha do Riachuelo, deu-se no dia 11 de junho de 1865. 154 anos depois, ainda é considerada por historiadores militares como uma das mais importantes da Guerra do Paraguai.

Foi às margens do Riachuelo (um afluente do rio Paraguai) na província de Corrientes, na Argentina, que aconteceu toda a batalha. Tropas do Paraguai e Império do Brasil guerrearam, cada um em um lado, cada um com seu objetivo.

Quando ocorreu a batalha, o acesso aos rios na região da Bacia do Prata era estratégico, pois não tinha estradas nesse local no século XX. Com isso, o Paraguai ficava sem saída direta marítima. A bacia era controlada pelo Uruguai e a Argentina. O primeiro, por sua vez, ameaçava colocar tropas do Império do Brasil e da Argentina. 

O atual estado do Mato Grosso do Sul tinha suas áreas ocupadas pelos paraguaios. Caso conseguissem êxito e ganhassem a Batalha Naval do Riachuelo, poderiam, pelos rios, conquistar Montevidéu (Uruguai) e o atual Rio Grande do Sul

Nove navios e 2.287 homens, dirigidos pelo Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, compunham a Força Naval Brasileira. Já o Paraguai tinha oito navios armados com 1200 homens comandados por Comodoro Mezza.

Às 9h do dia 11 de junho iniciou o embate da Batalha Naval do Riachuelo. Ao pôr do sol, às 17h30, terminou com vitória do Almirante Barroso

A Tríplice Aliança foi beneficiada com essa vitória e começou a controlar os rios da Bacia da Prata até os limites do Paraguai, tendo assim uma boa logística e encerrando os acessos do Paraguai por aquele perímetro.

Foram 351 mortes e 567 feridos com quatro navios afundados do lado paraguaio. Pelo Império do Brasil, morreram 104 pessoas, 142 ficaram feridos e 20 desaparecidos, além de um navio  afundado.


Pintura da Batalha Naval do Riachuelo. (Foto: Wikimedia commons)

Cronologia da batalha


Primeira carga: era 9h25 quando começou a Batalha Naval do Riachuelo. Colocou-se em forma a esquadra brasileira. Foi Barroso que deu o sinal inicial. De certa forma, o Brasil contava com o fato de que cada um fizesse o combinado para que tudo ocorresse como o esperado. Iniciou-se as trocas tiros, duas chatas paraguaias foram afundadas e uma terceira danificada visivelmente. 

Segunda carga: às 10h50 a esquadra naval brasileira decidiu ir em direção aos paraguaios com a fragata Amazonas dando o mesmo sinal para combate, afim de derrotar o oponente o mais breve possível.

Próximo do meio dia, às 11h20, a Corveta Belmonte começou atacar e disparou contra o inimigo. A fragata voltou, mas antes avisou a Capitania que iria procurar abrigo no banco da ilha de Cabral e encalhou.

Cinco minutos depois do evento anterior, às 11h25, a fragata Amazonas abriu fogo contra as baterias inimigas. 

Às 11h50 a fragata Ipiranga foi pelo canal disparando contra o oponente para conseguir atravessar sem ser combatida. Dez minutos após o meio dia, às 12h10, a esquadra brasileira terminou a primeira passagem por vias marítimas na Batalha Naval do Riachuelo.

De 12h05 às 13h a fragata Jequitinhonha, que era a segunda embarcação de maior porte da esquadra do Brasil, encalhou e não conseguiu completar a travessia marítima. Foi atacada e revidou de maneira igual tentando resistir as investidas do oponente.

Terceira carga: às 14h a Batalha Naval do Riachuelo atinge fase mais conturbada, pois a fragata Amazonas emitiu ordens para continuar o ataque acreditando que o Brasil já teria ganhado a batalha. Com ordens de Barroso, joga a proa contra o casco do Jejuí e o naufraga. Logo depois, lançou a proa contra uma das chatas paraguaias e a afundou também. 

Às 17h30 a Batalha Naval do Riachuelo finda, com vitória da esquadra comandada por Barroso. A Belmonte ficou alagada e inutilizada e a Jequitinhonha encalhada.


Na foto, o plano de guerra para a Batalha Naval do Riachuelo. (Foto: Wikipédia)

Ordens de Barroso na Batalha Naval do Riachuelo


Foi no dia 11 de junho de 1865, no Rio Paraná, perto do Riachuelo, que toda a batalha começou. A mesma recebeu o nome do afluente: Batalha Naval do Riachuelo.

A Esquadra Brasileira estava ao comando do Chefe de Divisão Francisco Manuel Barroso da Silva (depois Barão do Amazonas). A fragata ficou colidindo contra os navios paraguaios sob as ordens do comandante Mezza. Era uma estratégia de combate que ele decidiu utilizar.

Alguns sinais foram elevados para comunicar ordens aos outros comandantes brasileiros que vinham da fragata Amazonas. Duas dessas ordens ficaram especialmente notáveis:

"O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever" e "Sustentar o fogo que a vitória é nossa".

Guerra do Paraguai

Já passaram-se 155 anos de um dos maiores conflitos armados internacionais que aconteceu na América do Sul. A competitividade, juntamente com o desenvolvimento de Estados Nacionais, deram início aos desentendimentos. O embate abateu a economia dos paraguaios e seus efeitos podem ser percebidos até hoje.


Na foto, veteranos da Guerra do Paraguai. (Foto: Flickr)

A Guerra do Paraguai também recebe a nomenclatura “Guerra da Tríplice Aliança” na Argentina e Uruguai. No Paraguai é conhecida como Guerra Grande.

A guerra começou no final de 1864 e só terminou em março de 1870, ocasionou na morte de Francisco Solano Lopes.

Antes de acontecer a guerra, o Paraguai, entre os países da América do Sul, tinha a mais forte economia e isso o mantinha independente dos países da Europa.

A Inglaterra não enxergava benefícios nesse fator, já que os países latino-americanos eram dependentes dela. Isso fez com que os ingleses ficassem a favor dos países que compunham a Tríplice Aliança, dando até incentivos de poder bélico e financeiros para que o Paraguai fosse derrotado.

Na visão da Inglaterra, enfraquecer o sucesso do Paraguai era extremante atraente. Ao final da guerra, o Paraguai ficou com sua economia extremamente abalada e nunca mais voltou a ser o país que era, tendo atualmente saldo negativo até na política. 

Ficou registrado na história do país como um lugar desestruturado e “falido”.

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