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Capitalismo

Postado por Jessica Alves em 18/01/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Sistema posterior ao feudalismo


O capitalismo é um sistema social e econômico co  início entre os séculos XI e XV mancando o fim do sistema feudal. Essa ideologia está apoiada na concentração de bens e na propriedade privada.

Pesquisas históricas apontam que o termo "capitalismo" foi utilizado pela primeira vez por um escritor chamado William Makepeace Thackeray, no trabalho denominado de The Newcomes, em 1845. Com base nesse escritor, a palavra significa "ter a posse do capital". Karl Marx, um dos filósofos mais críticos a esse sistema usou a palavra no trabalho intitulado como "O manifesto comunista", em 1848.


O capitalismo tem como ideologia a obtenção de lucros. (Foto: Shutterstock)

A origem do capitalismo 


O capitalismo surgiu depois do declínio do feudalismo que consistia em uma organização econômica, social e política concentrada na Europa Ocidental, na Idade Média. O sistema feudal não era fundamentado no comércio, mas tinha como base as trocas naturais entre o senhor feudal e o camponês.

O senhor feudal, também denominado de suserano, era o dono de terras e membro da burguesia, tinha como servo o camponês também chamado de vassalo. A relação dentre os dois consistia na fidelidade, ou seja, o camponês realizava serviços para seu senhor e, com isso, recebia em troca títulos de terras, proteção, além de outros benefícios.

Obs.: a relação entre o senhor feudal e o servo é conhecida como vassalagem.

O feudalismo caiu por várias razões, entre elas: o declínio da produção agrícola, onde a escassez de terras desencadearam a diminuição de alimentos, as revoluções camponesas, dentre outros motivos. A expansão de produção artesanal e do comércio fez com que camponeses deixassem o local e fossem para cidade. Eles se uniram aos artesãos e deram origem a nova classe: a burguesia. 

Os burgueses conseguiam riquezas através do comércio e, nesse período, banqueiros obtinham lucros por meio da circulação de dinheiro. A partir de então, foi desencadeada os primeiros indícios do capitalismo, como: o acúmulo de riquezas, expansão de negócios, dentre outras características. 

O capitalismo é consolidado de fato como sistema econômico com a Revolução Francesa (1789-1799), Revolução Industrial e a Independência dos Estados Unidos (1776 e 1783).

Aspectos do capitalismo

O capitalismo possui características próprias. Uma que pode ser citada é a divisão de classe, ou seja, o estabelecimento entre a elite que compõe a classe empregadora e os trabalhadores que formam o setor operário.
 
Outro aspecto desse sistema é o trabalho assalariado, o qual diz respeito a força do trabalho em troca do pagamento em dinheiro. Uma das características mais comuns do capitalismo está no acúmulo de bens, pois o desejo de quem adere a esse modo econômico é obter maiores riquezas possíveis.
 

Quais são as fases


O capitalismo é estabelecido na história em três fases, chamadas de comercial, industrial e financeiro.

Capitalismo comercial

O capitalismo comercial é também conhecido como pré-capitalismo ou de mercantilismo. Esse momento começou após o sistema feudal chegar ao fim e compreende do século XVI ao XVIII. A Expansão Marítima e a Expansão Comercial foram fatores nos quais contribuíram para a transferência do feudalismo para o capitalismo. 

A Expansão Marítima, por exemplo, foi marcada pelo descobrimento de novas rotas marítimas para oriente e também marcou a conquista da América. Com isso, os burgueses expandiram o comércio do Mediterrâneo ao Atlântico e os locais recém-encontrados foram explorados com finalidade comercial. 

Nesses locais, as nações como: França, Holanda, Inglaterra, Portugal e Espanha conseguiram lucros através do comércio de metais preciosos, recursos agrícolas, comercialização de escravos. Tudo isso, desencadeou o surgimento da primeira fase do capitalismo. 

Capitalismo Industrial

Depois da primeira fase do capitalismo sucede-se o segundo momento que foi marcado pela Revolução Industrial. Esse período é caracterizado como a fase de concretização do capitalismo. 

A Revolução Industrial teve como principal característica a fase de transição da produção manual para a industrial através do advento das máquinas.

A industrialização também teve como característica o advento da classe operária, em que os trabalhadores recebiam dinheiro em troca dos serviços prestados. A primeira fase da Revolução Industrial abrange o período de 1760 a 1860. A Inglaterra foi a nação destaque dessa fase porque detinha propriedades as quais a favoreceram, como: o crescimento populacional e o acúmulo de capitais. 

Capitalismo financeiro

O Capitalismo Financeiro denominado também de monopolista compreende a terceira fase desse sistema econômico. Esse momento teve início no século XX e está fundamentado na ligação entre os bancos e o setor industrial. Muitos acontecimentos históricos estão ligados a essa fase econômica: Segunda Revolução Industrial, a Crise de 1929 e a criação da União Soviética.

Os problemas do sistema 


O sistema capitalista é alvo de críticas de muitos estudiosos e pesquisadores econômicos. Uma das preocupações que o modelo pode gerar é a desigualdade social, assim como os prejuízos para a natureza.

Conflito entre as classes

É comum observar na história as reivindicações realizadas por operários em razão das condições de trabalho. Os motivos são os mais variados, no entanto há alguns de destaque como: aumento salarial, a longa jornada de trabalho e garantias de direito trabalhistas. 

Contudo, também há as exigências do empregador, o qual objetiva a elevação dos lucros e cumprimento de metas. Diante desses aspectos, o capitalismo é criticado por trazer esse conflito entre o proletariado e a burguesia.


O capitalismo promove divisão entre o trabalhador e o empregador. (Foto: shutterstock)

Estragos para a natureza 

Um dos aspectos que tem sido alvo de críticas ao sistema capitalista está aos danos que ele pode ocasionar ao meio ambiente. Todos os dias, a sociedade se depara com campanhas de publicidade presentes sejam em outdoor ou até nos mais variados meios comunicação, como TV e internet. A lógica do consumo ainda que não necessária é um das principais marcas do capitalismo. 

Para desenvolver os produtos é necessário a exploração de obra-prima. Esses materiais são extraídos da natureza. Com a produção excessiva, as empresas têm explorado os recursos naturais cada vez mais rápido e, com isso, o meio ambiente é cada vez mais devastado. 

Quanto maior a exploração, mais tempo será necessário para que a natureza recomponha os recursos. No entanto, a lógica de produção e consumo não permite isso e, a partir de então, pode ser gerado como consequência: o aquecimento global, extinção das espécies, mudanças climáticas, além de desastres naturais como: tsunamis e terremotos.

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