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Cleópatra

Postado por Filipe Oliveira em 16/04/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Uma das governantes mais conhecidas do Egito


Cleópatra VII Thea Philopator era o seu nome completo, porém ficou conhecida apenas como Cleópatra. Ela é uma das figuras mais lembradas da história da humanidade e uma das governantes mais conhecidas do Egito.

Cleópatra nunca esteve em um trono sozinha, sempre governou com um homem ao seu lado. O primeiro a governar com ela foi seu pai, tempos depois seu irmão – com quem se casou, e em seguida com seu filho. Mesmo tendo dividido o trono, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, pois ela exercia a autoridade. 


Cleópatra. (Foto: Wikimedia Commons)

Origem e família da rainha


Nascida na cidade de Alexandria, a rainha Cleópatra tinha descendência dos reis gregos, os ptolomaicos. 

Os ancestrais da rainha ficavam a oitocentos quilômetros de Alexandria, na ilha de Filae. Ao longo de 300 anos, nesse local, foram erguidos templos dedicados aos XII Ptolomeus. Ptomoleu III foi o último grande faraó da era ptolomaica, ele recuperou boa parte da riqueza que tinha perdido para outras civilizações. Já Ptolomeu IV fracassou e perdeu grande parte das riquezas do Egito antigo.

Ptolomeu XII, o pai de Cleópatra, ficou conhecido como o tocador de flauta. Ele vivia a tocar o pequeno instrumento de sopro, dessa forma evitava as responsabilidades do governo. Aos 17 anos, Cleópatra viu seu pai falecer. No testamento deixado, Ptolomeu XII dizia que o Egito deveria ser governado por Cleópatra e seu irmão, Ptolomeu.

O Trono do Egito


Após a morte do seu pai, em 51 a. C, Cleópatra chegou ao trono do Egito. Como vimos, Ptolomeu XII deixou o reino para Ptolomeu XIII e para Cleópatra, com quem ele deveria casar-se, segundo a tradição.

Todavia, os monarcas estavam cercados por homens da corte que desejavam o poder e que tinham certa influência sobre Cleópatra e seu irmão. 

A rainha do Egito sempre entendeu que Roma era a nova potência do Mediterrâneo e que para continuar no poder deveria estabelecer uma relação amigável com ela. Então, em 49 a.C. Cleópatra ofereceu o triunvirato Pompeu (aliança política) e sessenta barcos para ajudar na luta contra Júlio César. 

Diante dessa atitude, os conselheiros levantaram a possibilidade que Cleópatra queria governar sozinha e então colocaram o povo de Alexandria contra ela, que se viu obrigada a fugir para o sul do Egito e em seguida para a Síria.


Cleópatra e Júlio César


Cleópatra decidiu então juntar um exército de mercenários e voltou ao Egito para lutar contra seu irmão. Contudo, o cenário internacional sofreu uma alteração e em 9 de Agosto de 48 a.C., César venceu Pompeu na Batalha de Farsália, na Tessália. Derrotado, Pompeu procurou abrigo em Alexandria e Ptolomeu XIII aceitou recebê-lo.

O verdadeiro plano de Ptolomeu XIII era matar Pompeu, acreditando que desta forma agradaria a César. Ptolomeu XIII então contratou um romano para cortar a cabeça de Pompeu, que mais tarde foi apresentada a César.

Essa atitude foi vista como um erro, já que César ficou estarrecido com a atitude bárbara. Apesar de inimigos políticos, Pompeu era casado com a filha de César, que morreu ao dar à luz. Assim, César tomou Alexandria e decidiu solucionar a guerra entre Ptolomeu XIII e Cleópatra.

Encontro com César


Cleópatra marcou um encontro com Júlio César quando ele chegou ao Egito, no inverno de 48 a.C. – 49 a.C., a fim de lhe presentear com um tapete. Ao desenrolar o objeto, César encontrou a rainha em seu interior. 

Cleópatra disse que tinha ficado encantada com as histórias amorosas de César e, por isso, tinha desenvolvido esse plano para conhecê-lo. Desde então eles se tornaram amantes, o que ajudou a estabelecer o seu poder no país.

Para resolver a crise no Egito, César confirmou o que tinha no testamento de Ptolomeu XII e confirmou Cleópatra e Ptolomeu XIII como co-regentes do Egito. César ainda propôs que os irmãos mais novos de Cleópatra, Arsínoe e Ptolomeu XIV, saíssem do país e se tornassem soberanos de Chipre.

Arsínoe era ambiciosa e fez com que o exército a declarasse rainha do Egito. Um oficial começou a fazer oposição a Arsínoe, ela então mandou matá-lo e em seguida seu irmão se juntou a ela. 

Em 47 a.C o exército egípcio foi derrotado por César. Arsíone se tornou prisioneira e Ptolomeu XIII se afogou no Rio Nilo ao tentar fugir.

Em junho do mesmo ano, nasceu o filho de Cleópatra com César. Embora tenha reconhecido a paternidade, César se recusou a tornar a criança seu herdeiro. O posto pertenceu a Otaviano.

O Nascimento do filho de Cleópatra trouxe benefícios a César. Por ser pai do herdeiro do trono Egito, ele César podia garantir o envio do trigo para Roma sem grandes prejuízos financeiros.

Júlio César e Cleópatra só não subiram ao altar porque César já era casado com outra mulher.

Relação com Marco Antônio


Em Roma, o Segundo Triunvirato composto por Marco Antônio, Otávio e Lépido, organizava o crescimento dos domínios romanos para o Oriente. 

Marco Antônio chamou Cleópatra para um encontro na cidade de Cilícia. A Rainha aceitou o convite e foi em um barco todo enfeitado de outro e prata, para demostrar o poder e riqueza egípcia. Marco Antônio se apaixonou por ela, mas retornou a Roma para se casar com Otávia.

Marco Antônio tornou Cleópatra rainha da Síria, Cilícia, Chipre e Arábia. Esse ato provou à ira de Otávio que declarou guerra a Cleópatra.

Liderando uma frota poderosa, Otávio e o general Agripa derrotaram Marco Antônio, que conseguiu chegar às costas de Alexandria e pensou que foi largado por Cleópatra. Desta maneira, cometeu suicídio com sua espada.


Curiosidades Cleópatra


A beleza não era tão relevante

A rainha do Egito é retratada até hoje como irresistível aos homens e ficou conhecida por usar o corpo e a beleza para influenciar a política. No entanto, o que a fazia atraente, na época, era o fato de ser uma mulher culta, que entendia e falava várias línguas, sabia matemática, filosofia, oratória e astronomia.

Ela, provavelmente, não morreu por uma picada de cobra

Segundo a lenda, a rainha teria deixado uma cobra te morder e envenenar seu corpo, mas alguns historiadores contestam essa versão. Alguns historiadores afirmam que a rainha do Egito tinha escondido em suas roupas um poderoso veneno.

Não era egípcia

Mesmo tendo nascido no Egito sua família era da Macedônia. A família da rainha chegou ao poder depois da morte de Alexandre, O Grande; em 323 a.C.

Nessa época, Ptolomeu I era um dos generais de Alexandre e acabou assumindo o governo. Desde então, esse parente distante fundou a dinastia dos Ptolomeus, que durou quase três séculos.

Mesmo não sendo etnicamente egípcia, Cleópatra aderia a muitos costumes antigos do País. Ela também foi a primeira governante de sua dinastia a aprender a língua do Egito.

Era filha de um incesto

Nesse período era comum os nobres se casarem com os parentes para garantir a pureza da linhagem da família. A rainha seria fruto de um incesto, já que seus pais também eram irmãos.

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