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Dia D

Postado por Andréa Araújo em 26/04/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Desembarque das tropas da base dos Aliados na Normandia em 1944


O Dia D ocorreu no dia 06 de junho de 1944 e é considerada uma das maiores operações militares da História Contemporânea.

O Dia D também é chamado de Operação Overlord e marcou a derrota final das tropas alemãs e o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945), que teve seis anos de combates sangrentos e causou a morte de 60 milhões de pessoas.

O território da Normandia, região da França Atlântica, era dominado pela Alemanha nazista. 

E para derrotar o Exército alemão (Afrikakorps), as tropas militares dos países da base dos Aliados arquitetaram estrategicamente o desembarque dos soldados na região.

É importante destacar que depois da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) pesou sobre a Alemanha uma desastrosa imagem de derrota. E ainda foi preciso que o governo alemão pagasse tributos indenizatórios aos países vencedores.

Dessa forma, na cidade de Versalhes, região da França, foi assinado o Tratado de Versalhes em 1919. E assim ficou estabelecido que o governo alemão deveria devolver o território da Alsácia-Lorena para o governo da França, além, do pagamento de indenização, a redução do número de soldados alemães, entre outras sanções.

O fim da I Guerra e a Conferência da Paz não foram as últimas cenas da instabilidade das relações internacionais. 

Após anos de luta, a Alemanha inicia uma política para fortalecer o país no âmbito político, econômico e militar. Tendo à frente do governo o ditador Adolf Hitler e o regime político do Nazismo o país caminhou rumo ao Grand Reich

Segunda Guerra Mundial e a Alemanha nazista


A Alemanha nazista avançou em uma agressiva política expansionista. Em 1938, a Áustria foi anexada ao domínio alemão e, no ano seguinte, em 1939, as tropas alemães invadiram e dominaram a Tchecoslováquia.

A tirania do governo hitleriano acarretou na quebra de pacto e no, inevitável, enfrentamento militar da II Guerra.

O Nazismo tinha como base a ideia extremista de “única e verdadeira raça”, pois somente os arianos eram considerados a raça superior de toda a Europa. E o autoritarismo e o preconceito também estavam alinhados com o plano político do Grand Reich

Então, o objetivo de Adolf Hitler era reunir as populações europeias de língua alemã em um espaço vital (Lebensraum), exterminar os povos judeus, os negros, os homossexuais, os comunistas e conquistar os territórios da Polônia e Ucrânia a fim de utilizá-los como fornecedores de matérias-primas.


A Alemanha nazista foi derrotada no Dia D. (Foto: Wikipédia)

O governo alemão investiu fortemente no pilar principal da execução do Grand Reich – o recrutamento de novos soldados alemães.

Diante disso, em 1939, o Exército alemão integrou 1.500.000 homens ao serviço militar que estrategicamente passaram a atuar nas unidades blindadas (Panzerdivisionen) e na aviação militar (Luftwaffe).

Além da Alemanha nazista, outro regime totalitário surgiu como mola propulsora do II Guerra. A Itália era governada pelo também ditador Benito Mussolini e pelo sistema político do Fascismo.

O Fascismo, assim como na Alemanha nazista, estabelecia um governo autoritário e antissocialista. Acrescidos os interesses imperialistas comuns entre os dois países, não demoraria para uma aliança militar. 

Eixo Roma-Berlim-Tóquio

A população alemão vislumbrou no Partido Nazista, fundado em 1920, a saída para a crise político-econômica em que estava o país. E por outro lado, o Partido Fascista também realizava uma política expansionista muito similar ao dos alemães.

A Alemanha e a Itália, os dois países totalitários, assinaram em 1936 em acordo cooperativo que no primeiro momento formou o Eixo Roma-Berlim.

A potência econômica asiática – o Japão – não ficou de fora de uma aliança militar com Adolf Hitler. Isso porque os japoneses, depois da Revolução de Meiji (1860) e da reformulação do ensino, iniciaram também uma política neoimperialista de expandir seus territórios aos países vizinhos. 

Então, diante dos interesses imperialistas comuns entre esses países em 1940, formalizou-se o apoio militar do Japão através da assinatura do Pacto Tripartite. Depois disso, estava formada agora o Eixo Roma-Berlim-Tóquio (Itália, Alemanha e Japão) que enfrentariam os países opositores. 

Base dos aliados

No confronto mundial, o Eixo Roma-Berlim-Tóquio enfrentou a base dos aliados. Os países que formavam a base a princípio eram Inglaterra e França.

Em 1941, os Estados Unidos decidiram dar apoio militar aos aliados. Essa decisão ocorreu depois do ataque militar das tropas japonesas à base naval americana de Pearl Harbor, localizada no Havaí.

Depois que a Alemanha quebrou o acordo germânico-soviético, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) também ingressou à base dos aliados em 1941.

O Brasil saiu da zona de neutralidade e enviou soldados da Força Expedicionária Brasileira ao confronto em 1944.

Dessa forma, com o apoio mútuo dessas nações, no Dia D a derrota dos nazistas estava cada vez mais próxima.

O combate do Dia D


O Dia D contou com a força tarefa das tropas dos soldados da base dos aliados, e ainda dos países como Canadá, França (região livre), Polônia, Austrália, Bélgica, Nova Zelândia, Holanda e Noruega.

A operação militar na Normandia foi liderada pelo general norte-americano Dwight D. Eisenhower, que estrategicamente designou cerca de 150 mil soldados da base dos aliados, 5.300 embarcações, 1.200 tanques de guerras e 12.000 aeronaves.

No Dia D desembarcaram cerca de 150 mil soldados na Normandia. (Foto: Wikipédia) 

As aeronaves deram suporte aos soldados paraquedistas para saltarem em pontos estratégicos da Normandia. Entretanto, o pouso dos militares ocorreu na noite do dia 05 e não saiu conforme o esperado. Isso porque alguns deles acabaram se posicionado muito distante do local pré-estabelecido na operação. 

A operação militar do Dia D em nada foi prejudicada, porque ainda assim os soldados paraquedistas conseguiram isolar locais importantes da região e também deixar a defesa alemã confusa.

A tropa dos aliados desembarcaram nas cinco praias francesas - Omaha, Utah, Juno, Gold e Sword e em cada uma delas a resistência das tropas alemães se apresentou de forma distinta.

Depois de um sangrento dia de confronto contra a Alemanha, as cinco praias da Normandia estavam totalmente dominadas pelos soldados da base dos aliados. 

Posteriormente, iniciou-se a processo de libertação da França do regime nazista. 

A vitória contra as tropas alemãs no memorável Dia D marcou o fim da II Guerra Mundial e do Nazismo. 

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