Grupo de terroristas governado por um líder político e religioso
O Estado Islâmico (EI) foi criado a partir do braço iraquiano da Al-Qaeda (fundada por Osama Bin Laden), responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos da América (EUA). Dessa forma, os EUA realizaram duas invasões sem a concessão da Organização das Nações Unidas (ONU).
A primeira aconteceu dias após ao primeiro ataque; O então presidente dos Estados Unidos, George Bush, declarou guerra ao terrorismo e adentrou o Afeganistão. Já em 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque, pois acreditavam que o país teria dado apoio aos terroristas da Al-Qaeda, desenvolvendo armamento de destruição em massa.
Por conta dos confrontos no Iraque, o Estado Islâmico rompeu com a Al-Qaeda, tornando-se rivais. Por conseguinte, iniciou a Primavera Árabe (série de revoltas e protestos pela busca da democracia nas ruas do Oriente Médio) e o objetivo do EI era ocupar cada vez mais territórios vizinhos. Foi a partir da Guerra na Síria que o Estado Islâmico passou a comandar o país sírio – por conta da instabilidade, além de manter o poder sobre o país iraquiano.

O ataque aos EUA no dia 11 de setembro de 2001 foi orquestrado pela Al-Quaeda, que deu origem ao Estado Islâmico. (Foto: Flickr)
Origem do Estado Islâmico
No início, o Estado Islâmico foi denominado com a sigla I.S.I.S (Islamic State of Iraq and Syria), em português significa, Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A organização radical sunita (corrente dominante do Islamismo) é governado pelo autoproclamado califa (sucessor de Maomé), Abu Bakr al-Baghdadi. O grupo foi fundado em 2004 e atualmente comanda áreas do Iraque, da Síria e do próprio país.
O surgimento do Estado deu-se com a queda do poder de Saddam Hussein, na época, presidente do Iraque. O grupo se ampliou durante a Guerra na Síria, quando os membros do Estado Islâmico associaram-se aos rebeldes para lutar contra o governo de Bashar al-Assad.
Em 2011, Barack Obama, presidente dos EUA na época, ordenou a retirada das tropas do Iraque. Dessa forma, o Estado Islâmico ganhou mais força e mais território. Aproveitando a fragilidade, o grupo se expandiu pelo norte do Iraque e leste da Síria.
Características do Estado Islâmico
Expandir o califado por todo o Oriente Médio com base na sharia, Lei Islâmica interpretada a partir do livro sagrado do Islã (Corão), é o principal objetivo do grupo extremista. Além disso, pretende estabelecer união entre a Europa e outras regiões do mundo, com a finalidade de praticar atentados para aumentar a autoridade da organização.
Governado por um líder político e religioso, o grupo radical acredita que se o indivíduo é cristão e vive na região pode se converter ao islamismo ou então pagar com a própria morte. Considera infiéis todos aqueles que discordam da visão de um islã puro.
Atualmente, a organização está ganhando mais notoriedade com a exposição das execuções primárias, pois compartilham imagens/vídeos de enforcamento, fuzilamento ou queimando as pessoas vivas. Com uma visão sectária antixiita, o grupo exige que todos jurem lealdade ao seu líder, com pagamento de impostos, cumprimento de suas proibições e interpretação radical da religião islâmica.
A organização tem a concepção de Jihad, ou seja, Guerra Santa, a mesma de outros grupos extremistas. Com esse ponto de vista, eles visam ampliar o modelo teocrático radical islâmico de governo pelo mundo por meio dos procedimentos terroristas. A maior parte dos militantes do Estado Islâmico vêm de nações árabes, entre elas, a Arábia Saudita, o Marrocos e a Tunísia.
O Estado Islâmico também atua no norte da África, na Nigéria, e possuí, inclusive, membros de outros grupos terroristas, como os Boko Haram. O grupo formado por nigerianos, segue o islamismo. Eles sequestraram 185 mulheres e crianças para servirem de escravas sexuais e a maioria delas não foram encontradas até hoje.

O Estado Islâmico também atua no norte da África, na Nigéria. (Foto: Wikipedia)
Grupos religiosos do Estado Islâmico
A separação de religiões teve origem em uma disputa logo após a morte do profeta Maomé, em 632 d.C, sobre quem deveria liderar a comunidade muçulmana. Se dividiu entre os que achavam que o novo líder deveria ser escolhido pelo povo e os que acreditavam que o sucessor deveria ser da família do profeta. A maioria dos muçulmanos é sunita – estima-se que 90%. As diferenças entre os dois grupos estão mais nos campos de doutrina, rituais, lei, teologia e organização religiosa.
Sunitas: grupo maioritário de muçulmanos que acredita que após Maomé, o novo representante deve ser eleito pelos muçulmanos. Os sunitas radicais do Estado Islâmico consideram que os xiitas são infiéis e devem ser mortos. Aos cristãos, os extremistas dão três opções: a conversão, o pagamento de uma taxa religiosa ou a pena de morte. Os sunitas estão enfrentando um conflito com o mundo cristão ocidente, que segundo eles impõe valores, costumes e cultura;
Xiitas: Grupo muçulmano que acredita que Maomé deveria ser sucedido de forma hierárquica. Representam 10% dos muçulmanos. A maioria da população xiita pode ser encontrada no Iraque, Iêmen, Bahrein, Síria e Líbano.
Terrorismo e o Estado Islâmico
• O grupo extremista provocou a queda de um avião russo, no Sinai, no Egito, provocando a morte de 224 pessoas;
• O Estado Islâmico também realizou atentados terroristas em Paris, na França, causando 129 mortos e 352 feridos. Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde acontecia um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.
Ao menos 8 milhões de pessoas vivem em áreas controladas total ou parcialmente pelo Estado Islâmico. Estimativas dão conta de que o grupo e seus aliados têm sob seu controle ao menos 40 mil km² no Iraque e na Síria, quase o equivalente ao território da Bélgica. Mas, outros analistas afirmam que são cerca de 90 mil km², o mesmo que toda a Jordânia.
Esse território inclui as cidades de Mossul, Tikrit, Kirkuk e Tal Afar no Iraque, e Raqqa na Síria, além de reservas de petróleo, represas, estradas e fronteiras. A cidade de Mossul foi atacada pelas forças do Iraque e o Estado Islâmico perdeu parte do território; Já a Tal Afar é dominada pelo Estado Islâmico; Os curdos controlam Kirkuk e a cidade de Tikrit é monitorada por um grupo paramilitar xiita, conhecido como Rede Khazali.
O que é o Estado Islâmico?
O Estado Islâmico é um grupo criado por volta de 2003 após a invasão no Iraque. A invasão foi orquestrada pelos Estados Unidos após os ataques do dia 11 de setembro de 2001, comandados pela Al-Qaeda.
A organização Estado Islâmico surgiu de um dos braços da Al-Qaeda. Antes o grupo era chamado de Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou de Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), simplificando o nome em 2014.
O Estado Islâmico já não faz mais parte da Al-Qaeda, tendo se separado por interesses dieferentes. Atualmente, países como o Brasil, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Reino Unido e vários outros consideram o grupo oficialmente como uma organização terrorista.
A organização Estado Islâmico surgiu de um dos braços da Al-Qaeda. Antes o grupo era chamado de Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou de Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), simplificando o nome em 2014.
O Estado Islâmico já não faz mais parte da Al-Qaeda, tendo se separado por interesses dieferentes. Atualmente, países como o Brasil, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Reino Unido e vários outros consideram o grupo oficialmente como uma organização terrorista.