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Fordismo

Postado por Elson Barbosa em 29/04/2019 e atualizado pela última vez em 03/12/2021

Método de produção criado por Henry Ford


O fordismo surgiu com o objetivo de sistematizar a produção em massa. Criado em janeiro de 1914, pelo norte-americano Henry Ford, o sistema foi um marco no mercado automobilístico da época, pois reduziu o tempo de produção e o custo dos veículos. 

Com mais pessoas tendo a possibilidade de comprar um automóvel, consequentemente houve um crescimento em diversos outros setores, como na construção de novas estradas de acesso, dando oportunidade para a abertura de outros polos comerciais.

Até aquele momento os carros eram construídos artesanalmente, mas para que sua teoria desse certo, Ford precisou realizar investimentos em máquinas e instalações para facilitar a produção. 

Uma das características do fordismo era o formato em que o veículo era produzido. Cada profissional era responsável por uma área específica da montagem, feita em uma esteira rolante. Com isso, não era necessário haver uma qualificação específica para atuar na produção, bastava dominar o serviço. 

O grande problema dessa ausência de qualificação era que os funcionários acabavam sendo submetidos a um trabalho desgastante e com baixa remuneração. O fordismo trouxe inúmeras vantagens para os donos das grandes empresas. No entanto, para os que realizavam a produção a perspectiva era negativa, pois era um trabalho repetitivo, maçante e desgastante. 

Principais características do fordismo


O fordismo possui características específicas que se diferenciaram de outros meios de produção da época. Entre elas estão: 


• Diminuição nos custos do processo de produção;

• Aprimoramento de uma linha de montagem de produtos;

• Pouca exigência de qualificação dos operários;

• Divisão das tarefas referentes ao processo produtivo;

• Repetitividade;

• Trabalho em cadeia;

• Trabalho contínuo;

• Especialização técnica individualizada por cada operário de acordo com a função que executa;

• Produção em grandes quantidades;

• Investimento massivo em automatização e maquinário;

• Uso de máquinas de operação humana.


Inovações 


Os aspectos inovadores do fordismo foram justamente a forma de organização e as técnicas realizadas para a finalização do trabalho, a exemplo do que foi destacado anteriormente, que foi a implementação de esteiras rolantes, facilitando o transporte das partes do produto até o funcionário sem a necessidade que o mesmo realizasse  movimentos desnecessários. 

Uma outra novidade na época era a especialização funcional, que permitia que o profissional tivesse acesso apenas a determinada função. Porém, isso foi visto por muitos de forma negativa, pois limitava o trabalhador a apenas uma função dentro da empresa, sem haver a possibilidade de uma qualificação.

Mas, levando para o lado positivo, esse formato de produção possibilitou uma melhora significativa na vida da classe operária, permitindo que os mesmos fossem até consumidores do próprio trabalho. 

Fracasso do fordismo


O sucesso do fordismo ocorreu entre os anos de 1945 e 1968. Porém, a rigidez do trabalho resultou no seu declínio. Isso se tornou ainda mais perceptível após o modelo de gestão mostrado pela General Motors

Além de levar uma flexibilização na produção, a General trouxe novos modelos de carros e cores variadas, diferente da empresa de Henry que apenas montava veículos de cores pretas, pois o processo de secagem era mais rápido. Foi a partir de então que a GM ultrapassou a Ford e tornou-se a maior montadora automobilística do mundo. 

No entanto, o sucesso não foi tão duradouro quanto o esperado. Com o passar do tempo, a produção em massa passou por uma série de crises. Logo foi substituída pelo modelo de produção mais enxuta, que focava na necessidade do mercado. Esse modelo foi desenvolvido pela Toyota, surgindo então o Toyotismo

Henry Ford 


Empreendedor e engenheiro mecânico, Henry Ford nasceu em Condado de Wayne, em 30 de julho de 1863. Autor de dois livros ("Minha filosofia de indústria" e "Minha vida e minha obra"), foi o primeiro empresário a pensar e aplicar estratégias para a produção em massa que durasse menos tempo e a baixo custo. 

O dono da Ford Motor Company iniciou sua paixão por motores muito novo, afinal, era responsável pela manutenção dos reparos nas máquinas agrícolas da fazenda de seus pais. Desde essa época já mostrava habilidades inovadores, por isso,  usava manutenção das máquinas  para descobrir como era o seu funcionamento interno. 


Henry Ford, o criador da teoria do fordismo, ao lado de uma de suas obras automobilísticas. (Foto: Wikipédia)


Aos quinze anos já era conhecido por realizar reparos em relógios de amigos e vizinhos. Já aos dezesseis, deixou sua casa para morar na cidade vizinha, Detroit, para atuar como aprendiz de operador de máquinas, a princípio na empresa James F. Flower & Bros e em seguida na Detroit Dry Dock Co

Em 1893, após ser promovido ao cargo de engenheiro-chefe, na Edison Illuminating Company, Ford passou a investir dinheiro e tempo em experiências pessoais com motores a gasolina. Estes experimentos resultaram, em 1896, na finalização do seu primeiro veículo automotor, chamado de quadriciclo.

Henry sempre foi apaixonado por carros esportivos e foi por causa dessa paixão que ele, juntamente com o projetista Harold Wills, criou o carro 999. Esse veículo foi vencedor de um concurso da época e o rendimento financeiro do sucesso resultou na fundação da Ford Motor Company. 




Toyotismo 


O Toyotismo, diferente do fordismo, visava a produção de acordo com a demanda do mercado. Com isso, houve uma diminuição dos desperdícios. O Sistema Toyota de Produção, desenvolvido pela empresa japonesa Toyota Motors, também nutria o diferencial em seus funcionários, afinal, eles precisavam ser especializados para determinada função. 

Para que isso acontecesse a empresa acreditava que os funcionários não poderiam ficar restritos apenas a uma função, portanto, investiu fortemente na qualificação de mercado através da educação profissional. 

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