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Guerra de Troia

Postado por Andréa Araújo em 03/06/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Conflito épico narrado nas epopeias de Ilíada e Odisseia


A guerra de Troia foi um sangrento conflito épico entre os aqueus, antigos povos gregos, e os cidadãos troianos na Grécia Antiga, aproximadamente em 1.300 a. C.

A cidade de Troia, que também era conhecida como Ílion e estava localizada na colina do Hissarlik, atual Turquia, entre o mar Negro e o mar Mediterrâneo, foi palco do conflito mais famoso da História Antiga durante uma década. 

A motivação da guerra de Troia foi a grande paixão entre Páris Alexandre, príncipe troiano, e Helena, filha do deus Zeus e a rainha de Esparta. A relação extraconjugal entre ambos foi o pivô da declaração de guerra pelo rei espartano Menelau, que contou ainda com a ajuda de homens de muitos povoados gregos e de forte guerreiros.

A sociedade espartana era fortemente dedicada ao serviço militar e as batalhas, com soldados bem treinados. Com isso, o reino de Troia, certamente, enfrentou uma difícil tarefa.

A guerra se popularizou através da narrativa do primeiro gênero literário épico de autoria do poeta grego Homero - “Ilíaada e Odisseia”. As obras poéticas têm valores históricos porque narram os acontecimentos das batalhas e o retorno do guerreiro Odisseu (Ulisses) para casa.

Guerra de Troia: vestígios arqueológicos versus mitologia


Até meados do século XIX,  a guerra de Troia era um acontecimento meramente épico e sem fundamentação histórica. Em 1871, as descobertas do arqueólogo alemão Heinrich Schliemann deram uma reviravolta na compreensão da comunidade científica. 

Schliemann era leitor das obras de Homero e tornou-se um investigador dos topônimos citados nas epopeias. Assim, realizou na região da Ásia Menor um trabalho de escavação na colina do Hissarlik e avaliou os inúmeros elementos encontrados. As análises os vestígios apontaram para existência de cidades histórias que foram destruídas. 

Entre elas estava uma cidade datada da Era do Bronze, por volta de 1.300 a. C a 950 a. C, que foi construída com muralhas de até 9 metros de altura. Esta foi nomeada por pelo arqueólogo de Troia VII.

Mesmo depois das descobertas arqueológicas da cidade troiana, a veracidade da guerra de Troia não foi consenso entre a comunidade científica. Dessa forma, pode-se concluir que a guerra foi um fato épico com base na mitologia grega porque envolveu elementos místicos como predição, heróis, deusas, etc.

 O amor e a batalha


Alguns reis de antigas civilizações mantinham relações diplomáticas e realizavam visitas ou reuniões para estreitar os laços.  O príncipe de Troia Páris Alexandre fez uma dessas visitas ao reino de Esparta a convite do próprio rei, Menelau.

Depois que o príncipe avistou a mulher cuja beleza era indescritível – Helena, a desejou profundamente. A partir de então foi amor à primeira vista.


Páris Alexandre e Helena apaixonaram-se e isso foi o motivo da guerra de Troia. (Foto: Wikipédia)

Helena era filha do deus Zeus e da rainha espartana Leda. Ela era muito cobiçada pelos rapazes da realeza, mas foi Menelau que a desposou depois de duelar contra vários reis também pretendentes da moça .Depois de tanto esforço para ter Helena em seu leito, uma traição extraconjugal não sairia barato para Menelau. 

Páris Alexandre não mediu esforços, raptou Helena e a levou para Troia. Depois da descoberta, o rei de Esparta declarou uma batalha bélica à Troia.

Profecia da deusa

As deusas Afrodite, Hera e Atena disputaram entre si qual seria a mais bela. A vendedora ganharia um pomo de ouro escrito com a frase "À mais bela". Zeus se recusou a assumir a posição de juiz para não desagradar as deusas.

Então, ordenou que Páris Alexandre fizesse a decisão. Para angariar o pomo e a preferência do príncipe cada deusa ofereceu “presentes místicos”. Atenta, deusa das batalhas, ofertou a sabedoria e força nas guerras. A deusa Hera preferiu conquistar o juiz lhe oferecendo riquezas. E, por fim, a oferta da famosa deusa Afrodite chamou a atenção do rapaz.

Afrodite disse a Páris Alexandre que caso fosse escolhida lhe daria o amor da mulher mais linda, com uma beleza indescritível. Sem hesitar, o príncipe escolheu Afrodite e a entregou o pomo. 

Estratégia e a persistência grega


A batalha de Troia foi comanda pelo irmão de Menelau, Agamenon, que era rei de Micenas. A rota náutica utilizada pelo comandante militar para chegar até o local do ataque foi através do mar EgeuO rei espartano utilizou os mil navios que desembarcaram em uma ilha próxima a Troia e, entre os soldados, estavam os guerreiros Aquiles, Ajax, Diomedes e Idomeneu. 

A cidade de Troia era fortificada com altas muralhas e o exército grego estrategicamente ficou posicionado em vários pontos em volta da cidade à espera de um momento oportuno. 

Depois de uma década de batalha sangrenta que levou à morte de muitos soldados, entre eles Heitor e Aquiles, a guerra de Troia teve fim com o plano do guerreiro Odisseu (Ulisses).

“O cavalo de troia”

O exército grego construiu um imenso cavalo de madeira, internamente oco e com portas laterais bem ocultadas. Esse cavalo foi dado ao rei de Troia, Príamo, como reconhecimento da derrota de Esparta na guerra, o recuo dos soldado e a celebração da paz entre os reinos. 

O plano de Odisseu (Ulisses) foi bem sucedido porque Príamo acreditou na farsa e autorizou a abertura das muralhas para a entrada do utensílio. Diante da oportunidade,  os soldados gregos atacaram os troianos enquanto eles estavam dormindo. Isso tudo ocorreu após um longo dia de comemoração em prol da suposta vitória.


 O “cavalo de troia” deu origem a expressão "presente de grego". (Foto: Wikipédia) 

Os soldados que estavam no interior do “cavalo de troia” saíram, abriram as muralhas do reino e atacaram o exército de Troia dormindo, juntamente com o reforço dos demais soldados que entraram e conseguiram destruir por completo a cidade troiana.

Guerra de Troia nas telas do cinema


Se a guerra de Troia foi realmente um fato ainda não é possível saber. Agora, as narrativas mitológicas sobre a guerra mais fantástica da humanidade deu ideias a muitos roteiristas das produções audiovisuais.

Várias versões narram os acontecimentos da guerra, mas, entre os filmes mais famosos destacam-se:

• Helena de Troia, de Robert Wise (1956);
• As Troianas, de Michael Cacoyannis (1971);
• Troia, de Wolfgang Petersen (2004).

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