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História da América

Postado por Thamires Santos em 05/12/2018 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

A chegada dos primeiros povos europeus na região


A História da América começou, do ponto de vista eurocêntrico, com a chegada dos primeiros navegantes à região, no século XV.

Já para os povos que já habitavam as terras, essa origem é bastante antiga. As primeiras grandes navegações ocorreram entre os séculos XV e XVIII, quando surgiu a necessidade de superar as barreiras comerciais da Idade Média. Além disso, o crescimento dos países europeus despertou nos governos a necessidade de investir na descoberta de novos continentes.

A América foi encontrada em 1492 pelo navegador Cristóvão Colombo. Patrocinado pelos reis da Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, a viagem pelo oceano Atlântico tinha o objetivo de achar as Índias, criando assim uma nova rota comercial. Em virtude desse percurso, o mais novo território foi batizado de “Novo Mundo”.

Entretanto, foi apenas em 1504 que o também navegador (a serviço da Espanha) Américo Vespúcio nomeou as novas terras como continente. Atravessou toda a América Central e entrou no oceano Pacífico. Por isso, em homenagem a ele, o continente ficou marcado como América.

Com tecnologia desenvolvida, Portugal realmente foi a primeira nação a enfrentar os mares em busca de novas áreas. A necessidade econômica de expandir seu comércio, aliado às ideias de catequização, motivaram ainda mais as expedições.

História da América: montagem do Sistema Colonial


Dentro da História da América, o sistema colonial era caracterizado pelas relações de monopólio entre colonizador e dominado. Os europeus faziam ajustes no comércio, mas eram as colônias as responsáveis pela produção das riquezas. Os modos de fabricação também eram determinados pelo colonizador e o principal foco era sempre os lucros, favorecendo a exploração do trabalho escravo.


Povoamento

Presente com mais intensidade na América do Norte, eram pequenas cidades que tentavam manter a organização econômica e social da Europa, o continente dominante. As famílias dos europeus, ingleses e dos próprios nativos habitavam essas regiões e movimentavam o mercado interno e a vida urbana. Certa liberdade era valorizada, mas as tradições religiosas ainda eram soberanas. O trabalho na produção de alimentos, roupas e velas também serviam para estimular as exportações.

As treze colônias inglesas, por exemplo, fizeram parte da colonização de povoamento. Os habitantes se instalaram entre o oceano Atlântico e os montes do Apalaches, no decorrer do século XVII. Eram elas:


• Carolina do Norte
• Carolina do Sul
• Connecticut
• Delaware
• Geórgia
• Ilha de Rodes
• Massachussetts
• Marilândia
• New Hampshire
• Nova York
• Nova Jérsei
• Pensilvânia
• Virgínia

Além de determinar estratégias de ocupação, a Coroa Inglesa também organizou todo o sistema administrativo desse tipo de extensão colonial. Entre as medidas estavam as leis proibitivas, isto é, as leis que concentravam o poder de controle britânico de tudo que era produzido nos domínios.
  
Fora as proibitivas, outras leis buscavam a normalização do que era fabricado:

Lei do Açúcar: tinha o intuito de taxar as mercadorias importadas de outras regiões, como o açúcar, tecidos e café. 
Lei da Moeda: buscava o enfraquecimento da moeda dos colonos e valorização da moeda da coroa, deixando assim as transações econômicas nas mãos imperiais. 
Lei do Aquartelamento: os colonos eram obrigados a fornecer alimentos aos soldados ingleses em missão.
Obviamente essas leis opressivas acabaram alimentando as revoltas e crises nas colônias americanas. A metrópole tentou romper o pacto colonial e impor uma política monopolista, no qual apenas ela poderia controlar o mercado.

Em reação, as treze colônias entraram na luta pela independência. Os principais motivos foram:

• Propagação das ideias do Iluminismo na Europa;
• Guerra dos Sete Anos, travada na América do Norte entre ingleses e franceses;
• Implantação do Imposto Sobre o Chá;
• Inserção da Lei do Selo, ordenado pela Grã-Bretanha

Exploração

Nas zonas tropicais da América, o único objetivo das metrópoles era a exploração dos recursos naturais, através da agricultura e escravidão. O mercado interno dependia sempre das vontades dos dominantes. Apenas os donos de terras e escravos tinham pleno poder dentro das colônias. Por isso, muitos embates sociais ocorreram nesses territórios.

Resumindo, toda a produção do sul era voltada para exportação, enquanto a do norte para o mercado interno.

No Brasil, durante o período pré-colonial, o país foi uma colônia de exploração. Inicialmente o pau brasil foi a matéria-prima mais retirada e depois a cana-de-açúcar. No caso da cana, o sistema elaborado foi o de plantation, que agrupava diferentes características: os latifúndios (grandes hectares de terra), a monocultura (plantação de apenas uma matéria-prima), o uso de mão de obra escrava, especialmente dos africanos, e foco no lucro absoluto da metrópole (Portugal).

Percebe-se que esse sistema atrapalhava a economia interna do país, pois nada permanecia no local e os moradores não detinham nenhuma autonomia perante a metrópole.
 

História da América: libertação


Na História da América, após um longo processo de exploração, começaram as correntes de luta pela independência, nos séculos XVII e XIX. A Revolução Francesa, entre outras, resultaram na Unificação italiana e alemã, e na reformulação dos modos de produção das ex- colônias. 


Representação da Revolução Francesa (Foto: Wikipédia)

Mesmo com a conquista da soberania, durante o século XIX e metade do XX, os domínios continuaram economicamente dependentes da França, Reino Unido e Estados Unidos.

Por esse motivo, a instalação de organizações políticas americanas em outros lugares aconteceu de forma intensa, durante sua fase de expansão territorial e também por causa da junção do capitalismo financeiro com o industrial, especialmente após a Segunda Revolução Industrial.

A partir do século XX, outros fatos também marcaram a história da América, como a entrada do Brasil e Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial e a Revolução Mexicana.

Para além desses acontecimentos, a América presenciou o surgimento das ideologias fascistas, anarquistas e comunistas em seu território, no qual o período mais relevante foi a Revolução Cubana. O crescimento do populismo latino-americano, as ditaduras no percurso da Guerra Fria (Estados Unidos x União Soviética-URSS), os novos métodos de redemocratização dos países, sobretudo após a queda de URSS, também estão gravados na História da América.


Você sabia?


- Na história da América, Cristóvão Colombo foi o primeiro homem a comprovar que a terra era redonda.
- Os herdeiros de Colombo passaram longos anos processando a Coroa Espanhola pela quebra no acordo de 10% das riquezas para cada território descoberto.
- Após as lutas pela independência, Brasil e o México foram os últimos países a adotar o regime de governo republicano.
- Até hoje não se sabe ao certo como os primeiros moradores da América chegaram aqui. Algumas teorias dizem que vieram da Austrália. Para tal conclusão, eles se baseiam na descoberta dos crânios mais antigos da América: Luzia, que tem mais de 13 mil anos e foi encontrado em Minas Gerais (Brasil), e a Mulher de Peñón, que possui mais de 12 mil anos e estava enterrada no México.

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