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História Medieval

Postado por Thamires Santos em 05/12/2018 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Fase da História que vai da Alta Idade Média até a Idade Moderna


A História Medieval é identificada como o período entre a História Antiga e a História Moderna (séculos X e XV). O nascimento da Era Medieval aconteceu a partir da queda do Império Romano e com a invasão dos povos bárbaros (germânicos).

A Idade Média funcionou, principalmente, com base na economia ruralista e enfraquecimento comercial. Além disso, a sociedade era dividida por hierarquias e marcada pela supremacia da Igreja Católica. Por muito tempo a Idade Média foi definida como Idade das Trevas, uma época de pouco desenvolvimento científico e artístico, no qual as pesquisas perderam espaço para crenças religiosas. 

Apesar disso, o ciclo da Idade Média trouxe grandes avanços, sobretudo na produção agrícola: criação de moinhos, táticas de adubamento e rodízio de terras. Outro patrimônio medieval são as universidades, que começaram a aparecer no século XIII, fora os movimentos artísticos, como o gótico e românico. Na Idade Média destacam-se: o Feudalismo, as Cruzadas e a Peste Negra.


Feudalismo


Durante a História Medieval, o Feudalismo foi uma organização política, econômica e jurídica baseada na posse de terras, prevalecendo as relações de vassalagem e suserania.

A sociedade feudal era composta por camadas sociais bem distintas (clero, nobreza e servos). Sendo assim, não existia mobilidade social, isto é, passagem de um patamar social para outro.

Clero

A Igreja Católica era a instituição mais poderosa da história medieval, dona de inúmeras extensões de terra. Para ela, cada integrante da sociedade tinha uma função específica a cumprir durante estadia na terra. A missão do nobre era proteger militarmente o corpo social, a do clero rezar e a do servo trabalhar.

Nobreza

No topo da hierarquia estava o rei, que acumulava pouco poder político, já que medidas jurídicas também eram decididas pelos senhores feudais. A nobreza era proprietária de terras e exercia pleno poder em seus territórios, aplicando leis, liberando privilégios e administrando a justiça.

Servos

A servidão era o principal método de trabalho da conjuntura feudal. Os trabalhadores viviam presos a terra e submissos a uma série de obrigações, como impostos e serviços. Fora os servos, haviam os vilões – homens livres que moravam nas vilas e prestavam serviços ao senhor feudal em troca de propriedades – os ministeriais, que administravam os feudos e podiam até ser membros da pequena nobreza, e os escravos.

Além disso, prevaleceu na sociedade feudal as relações de fidelidade entre o suserano e seu vassalo. O suserano, normalmente um senhor feudal, doava terras e até castelos ao vassalo, um nobre que recebia as terras e, em troca, oferecia trabalho e proteção militar, caso ocorresse alguma guerra.

Um vassalo também podia torna-se suserano no instante em que cedesse parte de suas terras a outro nobre e assim sucessivamente. As redes de vassalagem, muitas vezes, se estendiam por vários regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.

Economia Feudal


Dentro da História Medieval, a economia do feudo girava em torno do consumo local, ou seja, da agricultura e pastoreio. O comércio era inexistente, já que as trocas eram feitas com apenas produtos. Já existiam moedas, porém eram pouco utilizadas.

Nos feudos a produtividade era baixa, pois as técnicas agrícolas eram primitivas. Mesmo assim, plantavam-se cereais (trigo, aveia e cevada), ervilhas e uvas. Em cada feudo era possível encontrar as terras reservadas para a casa senhorial, a parte dos servos, onde cultivavam o necessário para sobrevivência, e as áreas em comum entre todos (pastos, florestas e bosques).

Além de realizarem boa parte do trabalho, os servos eram obrigados a pagar diversos impostos, sendo eles:

Corveia: cultivo de, pelo menos, duas vezes por semana das terras senhoriais.
Talha: entrega da metade da produção ao proprietário das terras.
Capitação: tributo pago de acordo com o número de pessoas presente nos feudos.
Banalidade: imposto pago pelo manuseio dos equipamentos (moinhos e fornos) e instalações.


História Medieval: as Cruzadas


As Cruzadas foram expedições militares e religiosas organizadas pela Igreja Católica, na Europa do século XI e XIII. O principal objetivo dessas jornadas era dominar a chamada Terra Santa, a Palestina. Além disso, a igreja queria unir a Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, separadas em 1054, e chamar atenção dos cristãos para o combate aos infiéis, uma forma de amenizar os conflitos dentro da religião.

Muitas pessoas integravam as Cruzadas confiando nas promessas de salvação da alma. Como a influência da igreja era intensa, todos os cristãos buscavam a remissão dos seus pecados e libertação da condenação eterna. As tentativas de conquistar a Terra Santa fracassaram. A Europa investiu muito dinheiro e milhares de pessoas morreram. Porém, as Cruzadas serviram para o desenvolvimento do comércio, enfraquecendo assim o modo de produção feudal.

Além disso, conseguiram restabelecer os laços entre a Europa, o norte da África e a Ásia, colaboraram com a reabertura do mar Mediterrâneo ao mercado internacional, fora o aprendizado de novas práticas agrícolas. 


História Medieval: peste bubônica 


A Peste Bubônica ou Peste Negra foi um dos períodos de maior crise na História Medieval. Quase dois terços da população europeia morreu por causa dessa enfermidade. Estima-se que a doença começou na Mongólia e se espalhou através dos barcos comercias da Europa e Ásia. Inicialmente, a propagação se deu através dos ratos e pulgas infectados pela bactéria transmissora.

Mas, no estágio mais avançado, a doença passou a se alastrar pelo ar, por meio dos espirros. As precárias condições de habitação e saneamento das cidades medievais contribuíram muito para a contaminação em massa. Como ainda não havia práticas medicinais eficientes, as causas e meios de cura eram inexistentes. A enfermidade provocava manchas negras no corpo dos doentes, seguidas de inchaços na virilha e axilas.

 

Para evitar contato com a peste, médicos usavam roupa protetora (Foto: Wikipédia)

Por causa dessa coloração na pele que a peste ficou conhecida como “negra”. Já os inchaços eram chamados de “bubões”, por isso a doença também é reconhecida como bubônica. De acordo com os diagnósticos, em dois a cinco dias, o paciente sem tratamento adequado, morria.

Com a morte de muitos trabalhadores, a mão de obra ficou escassa, sobrecarregando os que sobreviveram. Por isso, esta fase da História Medieval é marcada por várias revoltas camponesas, desestabilizando assim as estruturas da sociedade feudal.

O poder da burguesia aumenta e com isso vem a crise do feudalismo, proporcionando o surgimento do capitalismo e retomada da força comercial.

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