Período que durou aproximadamente dez séculos
A Idade Média foi um período longo da história europeia e pode ser dividida em: Alta e Baixa Idade Média. Começou após a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 a.C., e terminou com a conquista de Constantinopla, capital do Império Bizantino, pelos turcos-otomanos, em 1453.
A Alta Idade Média aconteceu entre os séculos V e X. Foi a fase em que o feudalismo - sistema socioeconômico predominante na era medieval - teve um importante destaque. Todavia, no Oriente, essa parte da história foi subdividida em dois impérios: o Bizantino e o Árabe.
A Baixa Idade Média, por sua vez, ocorreu do século XI até o final do período medieval, no século XV. Nesse período o feudalismo atingiu seu ápice e declinou. Pouco a pouco, começou a passar por transformações que só se encerraram na Idade Moderna, quando passou por alterações políticas, por meio das monarquias nacionais e, econômicas, pelo sistema mercantilista.

Ilustração dos acadêmicos e intelectuais no período da Idade Média. (Foto: Wikipédia)
Alta Idade Média
A Alta Idade Média foi um dos períodos mais importantes porque foi nessa fase que ocorreu a construção do feudalismo, que marcou esse momento histórico. Teve início logo após a queda do Império Romano do ocidente, que aconteceu em 476, durando até o ano 1000, referindo-se a todo o período de construção e consolidação do feudalismo na sociedade europeia.
Características da Alta Idade Média
Uma das principais particularidades da Alta Idade Média foi a composição de um grande número de reinos independentes, que eram governados majoritariamente por membros da nobreza de descendência germânica, os quais haviam participado da ocupação do Império Romano.
Isso faz com que outra característica do período referente à Alta Idade Média seja a formação do feudalismo, que foi consequência de uma fusão entre os conceitos de governo da cultura germânica e da cultura romana.
Esse método baseado no feudalismo fez com que a Alta Idade Média ficasse em uma extrema ruralização da Europa, onde todos os meios econômicos eram baseados na agricultura para o sustento desses feudos, quase impossibilitando por completo os contatos comerciais externos.
A igreja ganhou muita força na Alta Idade Média colocando um ponto final nos pensamentos laicos, de forma que o cristianismo e a igreja católica eram impostos a população. Assim, o teocentrismo é uma forte característica da Alta Idade Média.
O fim da Alta Idade Média
No começo do século X, muitas alterações começaram a ocorrer na Europa ocidental, de forma que o feudalismo começou a perder forças, o que gerou a consequente queda do período da Alta Idade Média.
Assim, ainda que não haja uma data específica conhecida para isso, o feudalismo perdeu força com rapidez e aconteceu uma mudança na estrutura social, econômica e política da Europa ocidental.
Baixa Idade Média
A Baixa Idade Média teve início depois do ano 1000. Ao longo dessa fase pode ser vista na Europa um crescimento demográfico e o reaparecimento do comércio à medida que novas técnicas agrícolas permitiam uma maior produtividade dos solos e colheitas.
Nessa época se estabeleceu duas estruturas sociais que dominaram a Europa até o Renascimento: o senhorialismo – grupo de camponeses em aldeias que pagavam renda e prestavam vassalagem a um nobre, e o feudalismo – ordem política em que os nobres de estatuto inferior oferecem serviço militar aos seus senhores, recebendo como recompensa uma gleba e o direito de cobrar impostos em determinado território.
As cruzadas foram assunto pela primeira vez em 1095. Elas representaram uma investida da cristandade em recuperar dos muçulmanos a chefia sobre a Terra Santa, tendo chegado a se firmar em alguns estados cristãos no Médio Oriente.
Nos dois últimos séculos da Baixa Idade Média ocorreram um grande número de guerras, imprevistos e desastres. A população foi atingida por falta de produtos essenciais para sobrevivência e pestes; apenas a peste negra matou cerca de um terço da população europeia entre os anos de 1347 e 1350.
O Grande Cisma do Ocidente no seio da Igreja teve grandes consequências na sociedade e foi uma das razões para o surgimento de várias guerras entre estados. Foi visto também um grande número de guerras civis e revoltas populares dentro dos reinos. O avanço cultural e tecnológico alterou completamente a sociedade europeia, encerrando a Idade Média e dando início à Idade Moderna.
Foi destaque nesse período:
Crise do feudalismo
A partir do século XII, aconteceram várias mudanças na Europa que contribuíram para o fracasso do sistema feudal: o ressurgimento comercial projetado, principalmente, pelas Cruzadas; o crescimento da circulação das moedas, principalmente nas cidades, e isso enfraqueceu o sistema de trocas de mercadorias, característica principal do feudalismo; desenvolvimento dos centros urbanos, causando o êxodo rural. Muitos servos passaram a comprar sua liberdade ou fugir, atraídos por oportunidades de emprego nos centros urbanos.
As Cruzadas
As Cruzadas eram tropas ocidentais enviadas à Palestina para recuperar a liberdade de acesso dos cristãos à Jerusalém. A guerra pela Terra Santa foi do século XI ao XIV, iniciada logo após o domínio dos turcos seljúcidas sobre esse local considerado sagrado para os cristãos. Depois do domínio da região, os turcos passaram a impedir a peregrinação dos europeus, através da captura e do assassinato de muitos peregrinos que visitavam o local unicamente pela fé.
Renascimento comercial
O renascimento comercial da Idade Média ocorreu devido ao desenvolvimento das rotas comerciais e da consolidação das feiras anuais, que geravam uma grande movimentação dos comerciantes interessados na venda e troca de produtos. A feira marcou a volta da utilização da moeda.
Cultura Medieval
A Cultura Medieval era composta de um agrupamento de protestos filosóficos, literários, religiosos, científicos, que juntava fatores das culturas greco-romanas e germânicas, numa síntese permeada por aspectos cristãos. Mesmo prevalecendo o sentimento cristão-católico-romano nela não existia uma influência de cultura secular e naturalista, representada pela literatura fantasiosa, por mitos, lendas e canções populares.